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Escandinavos boicotam produtos dos EUA – 07/03/2025 – Mercado
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2 anos atrásem
Nioucha Zakavati
Indignados com a política do presidente Donald Trump e sua postura em relação à Ucrânia, os escandinavos estão dispostos a boicotar os produtos e serviços dos Estados Unidos, embora em alguns momentos essa seja uma missão complicada.
Nos últimos dias, vários grupos foram criados nas redes sociais da Dinamarca e da Suécia para ajudar os consumidores a buscar alternativas. Os dois principais fóruns, o dinamarquês “Boykot varer fra USA” e o sueco “Bojkotta varor fran USA”, tinham mais de 63 mil integrantes cada nesta sexta-feira (7).
“É muito difícil boicotar de forma coerente, rápida e com perseverança os produtos dos EUA, mas se mesmo assim você quer fazer algo e não sabe por onde começar, isto é uma pequena ajuda”, afirma Agneta Gottberg Henriksson, 58, no grupo sueco.
A publicação inclui uma lista que, apesar de ter provocado um debate intenso, foi compartilhada por milhares de pessoas. Na coluna da esquerda, a lista apresenta marcas americanas muito famosas, organizadas por categoria. Na coluna da direita, as alternativas suecas e europeias, mas com falhas.
“Você está com vontade de comer no KFC? Opte por um frango assado nos restaurantes do bairro”, sugere a lista.
Disposto a investir em um Tesla? Prefira um Peugeot fabricado na França. Ignorando, claro, que seu acionista, Stellantis, tem cotação na Bolsa de Nova York. E quanto aos tênis Nike? Compre um par de Salomon, do grupo finlandês Amer Sports. Que, por sinal, também tem cotação em Nova York…
Ignorar as grandes empresas americanas é um desafio constante, pois o mundo está repleto de marcas do país.
Há uma semana, Agneta, que é diretora de projetos na província sueca de Scania, tenta não gastar qualquer centavo em produtos americanos. Ela reconhece que nem sempre é fácil, em particular quando se trata de tecnologia.
“É um pouco irônico porque este grupo (que incita o boicote) está ativo sobretudo no Facebook. Na verdade, gostaríamos de boicotar, mas encontrar uma alternativa para esta rede social, controlada pela Meta, é quase impossível”, admite à AFP.
A população sueca apoia em grande medida a Ucrânia, e a ajuda militar a Kiev está entre as prioridades da política externa de Estocolmo. “O que está acontecendo agora nos EUA, virar as costas para a Ucrânia e trair todas as promessas, é a gota que transbordou o copo”, explica Agneta.
A sueca está determinada a prosseguir com o boicote, mesmo que a campanha a faça perder dinheiro.
Ela começou a revisar onde tinha dinheiro investido e, ao perceber que quase 60% de suas participações estavam no mercado americano, decidiu vendê-las em 4 de março, quando entraram em vigor as novas tarifas adotadas por Washington.
Folha Mercado
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“É preciso aceitar. Quando você se compromete [com uma causa], você se compromete de verdade”, conclui.
IDENTIFICAÇÃO EUROPEIA
Na Dinamarca, o Salling Group decidiu identificar os produtos de “marca europeia” com uma estrela em seus supermercados, para orientar os consumidores.
A iniciativa foi adotada em resposta a uma forte demanda por parte dos consumidores, anunciou no LinkedIn Anders Hagh, diretor-geral da empresa.
O sueco Reidar Svehdal, 71, decidiu boicotar todos os produtos americanos após a reunião tensa entre o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e Donald Trump na Casa Branca em 28 de fevereiro. Segundo ele, evitar alguns produtos dos EUA não foi tão complicado.
“Acredito que 99% dos europeus podem prescindir de 70% dos produtos americanos. Isso teria um grande impacto”, disse à AFP.
Como na maior parte da Europa, as vendas da Tesla —que pertence ao bilionário americano Elon Musk, aliado de Trump e apoiador da extrema direita europeia— prosseguiram em queda na Noruega e na Dinamarca em fevereiro. Durante o mês, a queda foi de 50% na comparação com fevereiro de 2024. Desde o início do ano, as vendas da Tesla foram 44,4% menores que no mesmo período do ano anterior.
De acordo com analistas, no entanto, o boicote terá um impacto limitado.
“A experiência mostra que é muito difícil obter grandes efeitos econômicos com o boicote dos consumidores”, destaca Olof Johansson Stenman, professor de Economia na Universidade de Gotemburgo.
As consequências são, em geral, breves e pouco percebidas, acrescenta Eva Ossiansson, pesquisadora na Universidade de Gotemburgo.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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