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Espanha recebeu um número recorde de turistas estrangeiros no ano passado

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Uma praia em Valência, 5 de julho de 2024.

Espanha recebeu 94 milhões de visitantes no ano passado, um nível histórico saudado pelas autoridades, mas que levanta receios de congestionamento, enquanto o executivo se comprometeu a lutar mais contra o excesso de turismo.

A assistência aumentou 10% em relação a 2023, ano do recorde anterior, segundo números comunicados na quarta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro espanhol da Indústria e Turismo, Jordi Hereu. O país “continua a bater recordes em termos de receção” dos turistas e confirma o seu papel “principal” neste sector tão competitivo, afirmou, sublinhando durante uma conferência de imprensa os benefícios económicos gerados por este fluxo de visitantes.

Segundo destino turístico do mundo, atrás de França, que recebeu 98 milhões de visitantes em 2023, segundo o órgão público Atout France, Espanha arrecadou assim 126 mil milhões de euros de receitas, contra 108 mil milhões em 2023, segundo a estimativa divulgada pelo ministério. .

No seu último relatório, publicado no início de dezembro, a associação profissional Mesa del Turismo esperava 95 milhões de visitantes em 2024, num gasto total de 200 mil milhões de euros no setor, incluindo o dos turistas nacionais. Antecipou um aumento da frequência do Reino Unido, França e Alemanha, principais países de origem dos turistas estrangeiros, impulsionado pela “sazonalização” turismo.

“O nosso país está a evoluir para um modelo de turismo mais qualitativo e mais diversificado, em termos de épocas, produtos e destinos”saúda o ministério, que priorizou a valorização do setor, ainda muito dependente do turismo litorâneo.

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“Muitos Airbnbs”

Este comparecimento recorde é uma boa notícia para a economia espanhola, que deverá registar um crescimento de 3,1% em 2024, segundo o banco nacional – um nível significativamente superior ao da zona euro, onde o crescimento deverá estabilizar em 0,8. % de acordo com o Banco Central Europeu. No entanto, está a causar fortes tensões, especialmente em Barcelona, ​​Málaga, nas Ilhas Baleares e no arquipélago das Canárias, onde as manifestações contra o turismo excessivo aumentaram nos últimos meses.

Os moradores denunciam o congestionamento das infra-estruturas, o desaparecimento do comércio tradicional, substituído pelo comércio turístico, mas também e sobretudo o aumento das rendas, com muitos proprietários a recorrerem ao arrendamento turístico, muito mais rentável. Perante esta indignação, várias regiões e municípios anunciaram medidas nos últimos meses, como a Câmara Municipal de Barcelona, ​​que prometeu não renovar as licenças de cerca de 10.000 apartamentos turísticos, que expirarão em Novembro de 2028.

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Na Espanha hoje, “há muitos Airbnbs e poucas acomodações”reconheceu o primeiro-ministro socialista Pedro Sanchez na segunda-feira, anunciando um plano para conter a crise no setor, centrado em parte no arrendamento turístico. “É dever das administrações públicas dar prioridade ao uso residencial e evitar que o uso turístico e especulativo continue a expandir-se de forma absolutamente descontrolada, à custa da população local”insistiu ao apresentar estas medidas, algumas das quais terão de ser aprovadas pelo Parlamento.

O chefe do governo anunciou assim que pretendia aumentar a tributação dos arrendamentos de férias, que poderiam ser tributados como actividades comerciais, e introduzir um imposto que pudesse ir “até 100%” sobre a compra de bens imóveis por não residentes e não nacionais da União Europeia. Esta última medida poderá afetar até 27 mil transações por ano, segundo Sanchez, que não especificou quando poderá entrar em vigor.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Florença proíbe caixas de chaves, símbolo do turismo excessivo

O mundo com AFP

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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