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POLÍTICA

Esquerda está cada vez mais refém da candidatura d…

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Daniel Pereira

Desde que assumiu o seu terceiro mandato na Presidência da República, Lula evita dizer se disputará a reeleição em 2026. Ele até já declarou que pode concorrer novamente se for necessário para evitar a volta dos “fascistas” ao poder, mas adotou como estratégia deixar a questão em aberto. Até a próxima eleição, muita coisa pode mudar, mas hoje a tendência é o petista tentar a renovação do mandato nas urnas, disse a VEJA um ministro da coordenação política do governo, acrescentando que apenas um grave problema de saúde poderia impedir a nova candidatura.

Nas nove eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização, Lula participou de seis e ganhou três. Nas demais, estava proibido de disputar em duas — por uma vedação constitucional, em 2010, e por estar preso, em 2018. Em 2014, houve até um movimento de políticos e empresários para tentar convencer Dilma Rousseff a abrir mão da reeleição em nome do padrinho, mas a então presidente não aceitou. Lula, portanto, sempre monopolizou a vaga de candidato do PT e, até aqui, não há sinal de que mudará de postura. A situação da esquerda também não favorece uma passagem de bastão.

Refém do líder

Lula é maior do que o PT e os partidos de esquerda. Ele tem mais apoio popular e votos do que a sua legenda e as siglas aliadas, que saíram derrotadas na eleição municipal. Há a preocupação com a possibilidade de as bancadas de esquerda na Câmara e no Senado perderem ainda mais cadeiras em 2026 caso o presidente não dispute a eleição e não exerça na plenitude o papel de cabo eleitoral de seus aliados. Entre petistas, a metáfora futebolística é a seguinte: o craque não pode ficar fora de campo no momento em que o time mais precisa dele.

Outros fatores jogam a favor de uma nova candidatura do mandatário. Um deles é o fortalecimento dos integrantes do Centrão, que cogitam uma candidatura presidencial, mas não descartam uma negociação de apoio ao PT, desde que Lula seja o candidato. Se o presidente não participar do páreo, o Centrão dificilmente marchará ao lado dos petistas.

Neste domingo, 27, Lula completa 79 anos de idade. Em outubro de 2026, terá 81 anos. Sua saúde, segundo os médicos, está ótima e, se a eleição fosse hoje, não seria um empecilho a uma nova candidatura. O imponderável, no entanto, nunca pode ser desconsiderado. Em seu terceiro mandato, o presidente tem mostrado pouca disposição e paciência para a rotina do governo. No infinito campo das possibilidades, nada impede que ele simplesmente desista de disputar a próxima corrida presidencial. Seria como zerar o jogo das articulações — na esquerda, no centro e na direita.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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