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EssilorLuxottica aposta que óculos substituirão celulares – 02/11/2024 – Mercado

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Silvia Sciorilli Borrelli

Óculos equipados com IA (inteligência artificial) ajudaram a EssilorLuxottica a alcançar, na semana passada, o objetivo final de seu fundador Leonardo Del Vecchio, que morreu em 2022 —uma avaliação de 100 bilhões de euros (R$ 636 bilhões). O marco coroa a transformação da empresa de uma oficina nas montanhas Dolomitas, na Itália, para o maior fabricante de óculos do mundo.

Seu sucessor está apostando que os óculos inteligentes desenvolvidos com a Meta um dia substituirão o smartphone nos bolsos dos clientes e impulsionarão o crescimento futuro.

Em uma teleconferência de resultados no mês passado, o fabricante dos óculos de sol Ray-Ban e Oakley disse que os óculos integrados com pequenas câmeras e o assistente de IA da Meta foram um dos principais impulsionadores das vendas trimestrais, ajudando a elevar as ações e levando a uma capitalização de mercado de 101,5 bilhões de euros (R$ 645,5 bi) na semana passada.

“A fusão entre Luxottica e Essilor foi a evolução da nossa visão inicial que tinha a ótica como núcleo. Então, a tecnologia positivamente perturbou nossos planos,” disse o CEO Francesco Milleri ao Financial Times.

“O próximo passo com nossos parceiros da Meta é nos tornarmos líderes no espaço de computação vestível… [criando] óculos que acreditamos que um dia substituirão a maioria dos outros dispositivos tecnológicos,” acrescentou.

Os comentários vêm após a avaliação recorde da EssilorLuxottica e como resposta ao caso em que o diretor de estratégia Leonardo Maria Del Vecchio foi investigado por promotores milaneses como parte de suposto tráfico de informações privadas adquiridas ilegalmente, junto com dezenas de outras pessoas.

A EssilorLuxottica expressou seu “total apoio” ao filho de seu falecido fundador no fim de semana. Um porta-voz de Del Vecchio se recusou a comentar. A empresa não faz parte da investigação.

A EssilorLuxottica foi criada em 2018 através de uma complexa fusão de 50 bilhões de euros (R$ 318 bi) do grupo de óculos do bilionário italiano Del Vecchio, Luxottica, e do fabricante francês de lentes Essilor. A Luxottica começou em 1961, fabricando peças para armações na pequena oficina de Del Vecchio na vila italiana de Agordo.

Desde então, a empresa cresceu para um grupo global com uma receita anual de mais de 25 bilhões (R$ 159 bi) no ano passado, fabricando armações para casas de design como Prada, Coach, Giorgio Armani e Chanel e avançando em tecnologia vestível e saúde.

As ações caíram ligeiramente esta semana, mas subiram quase 25% nos últimos 12 meses.

A última geração de óculos Ray-Ban Meta da EssilorLuxottica permite que os usuários transmitam ao vivo o que veem diretamente no Facebook e Instagram e tirem fotos e vídeos que são automaticamente salvos em seus telefones. Nos Estados Unidos, os óculos são integrados com o assistente de IA da Meta, dando aos proprietários a capacidade de pedir mais informações sobre o que está à sua frente.



Essas novas tecnologias um dia substituirão os smartphones, assim como os serviços de streaming substituíram os CDs de música e os veículos elétricos substituirão os motores de combustão

A EssilorLuxottica disse no mês passado que seus óculos inteligentes Ray-Ban Meta e uma marca de lentes fotocromáticas que reagem à luz solar foram ambos “principais” impulsionadores do crescimento no terceiro trimestre. Os óculos inteligentes são vendidos por mais de 300 euros (R$ 1.908) e ficaram populares no canal de comércio eletrônico do grupo e entre os mais vendidos na maioria das lojas Ray-Ban na Europa, Oriente Médio e África.

O grupo não compartilha números de vendas de produtos individuais, mas as receitas de seu segmento direto ao consumidor cresceram 3,2% para 3,4 bilhões de euros (R$ 21,6 bi) no trimestre, enquanto a receita total aumentou 2,3% ano a ano para 6,4 bilhões de euros (R$ 40,7 bi).

A EssilorLuxottica e a Meta agora planejam aprofundar sua parceria, anunciando um novo acordo de longo prazo para desenvolver “produtos de óculos inteligentes multigeracionais”. A Meta também está em discussões com o grupo sobre um investimento de vários bilhões de euros, com o chefe Mark Zuckerberg confirmando recentemente que a Meta planeja adquirir uma participação “simbólica” de 5% na empresa.

Juntas, a Meta e o grupo franco-italiano têm o potencial de “se tornar a Samsung da Europa”, disse Zuckerberg.

Nos últimos anos, a Meta gastou bilhões de dólares para entrar no mercado de tecnologia vestível, incluindo a criação de headsets de realidade virtual. Zuckerberg abordou pela primeira vez o fundador da Luxottica em 2019 para explorar uma potencial parceria. Milleri disse que essa reunião desencadeou negociações sobre como desenvolver um produto transformador.

Para Milleri, óculos inteligentes são escaláveis, ao contrário de outros dispositivos vestíveis. “Dispositivos momentaneamente legais, mas essencialmente extrínsecos, lançados anteriormente por plataformas de tecnologia [têm] apelo limitado.”

“A força dos óculos é que bilhões de pessoas já os usam e muitos mais usarão no futuro… eles fazem parte de nossas vidas diárias, sejam óculos de sol ou de prescrição.”

Sob Del Vecchio, que morreu em 2022 aos 87 anos, a Luxottica fez uma primeira tentativa de desenvolver armações com tecnologia embutida, que acabou falhando devido à baixa demanda. “O erro que cometemos há 15 anos, nos estágios iniciais do desenvolvimento de óculos inteligentes, foi pensar que as pessoas simplesmente comprariam a tecnologia,” avaliou Milleri.

As primeiras versões de óculos inteligentes desenvolvidas pela Luxottica e outros, incluindo a plataforma de mídia social Snapchat, vieram em modelos grandes e pouco atraentes. “A realidade é que os consumidores sempre querem acessórios de aparência excelente e é por isso que as marcas icônicas no núcleo de nossa estratégia são mais importantes do que nunca,” disse Milleri.

A EssilorLuxottica agora possui licenças de óculos para inúmeras marcas de moda de luxo globais, dando à sua parceria com a Meta um potencial de expansão significativo, de acordo com Milleri. Ele afirmou que “óculos inteligentes de marca de luxo” eventualmente se tornarão “parte de nossas vidas diárias” à medida que a tecnologia se torna invisivelmente embutida nas armações.

A tecnologia é promissora, mas a EssilorLuxottica e a Meta podem enfrentar obstáculos na forma de regulamentações de privacidade ao redor do mundo, incluindo em mercados importantes como a China e a UE.

Enquanto isso, sob Milleri, o grupo também está buscando acordos em outros setores, incluindo tecnologia médica, este ano adquirindo uma participação de 80% na Heidelberg Engineering, empresa alemã especializada em tecnologia de diagnóstico e cirúrgica para oftalmologia.

Também construiu uma participação na Nikkon, que se especializa em ótica de precisão e equipamentos fotográficos, e em 2022 adquiriu a startup israelense de tecnologia auditiva Nuance Hearing para desenvolver óculos equipados com sua tecnologia de formação de feixe acústico.

A empresa também adquiriu a marca de streetwear dos EUA Supreme por 1,5 bilhão de euros (R$ 9,5 bi) em julho, expandindo seu portfólio além de armações e lentes em uma tentativa de atingir consumidores mais jovens.

“Começamos como fabricantes de óculos, mas [no final] percebemos que os óculos serão um veículo de IA e computação em nuvem,” disse Milleri.



Leia Mais: Folha

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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