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Estado celebra Dia do Extensionista Rural com homenagens e novos investimentos no setor agrícola

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Carlos Alexandre

Para homenagear todos os extensionistas do Acre, na manhã desta quinta-feira, 5, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater) realizou uma solenidade para os profissionais que dedicam seu trabalho para o desenvolvimento rural. 

Ação foi realizada no auditório da Emater, em Rio Branco. Foto: Isabelle Bregense/Seagri

Comemorado em todo o Brasil no dia 6 de dezembro, o Dia da Extensão Rural e do Extensionista Rural homenageia e reconhece o trabalho essencial do agente que trabalha com o objetivo de desenvolver o setor rural. A extensão rural tem o intuito de garantir a qualidade da produção, gerando emprego, renda, melhora da qualidade de vida no campo e, assim, conquistando resultados positivos. 

Solenidade foi abrilhantada com uma apresentação da banda Furiosa, da Polícia Militar do Acre. Foto: Isabelle Bregense/Seagri

O extensionista é o profissional que está próximo do agricultor e da agricultura familiar, trabalho que faz parte do dia a dia de Gregório Alves há 45 anos. Ele rememora sua trajetória profissional na Emater e diz: “É satisfatório ser reconhecido no nosso emprego, no nosso lar. Faço esse trabalho com muito orgulho e estou sempre me empenhando para aprender com todos, principalmente com os mais jovens”.

Gregório Alves trabalha como extensionista rural desde 1979. Foto: Isabelle Bregense/Seagri

O presidente da Emater do Acre, Rynaldo Lucio, exaltou o trabalho realizado por todos: “Fico contente de presenciar o renascimento da Emater sob o olhar da gestão do governador Gladson Cameli. Temos cerca de 140 profissionais que buscam atender todas as regionais, fortalecendo as produções rurais com um ótimo apoio técnico, contribuindo para a segurança alimentar e para a para a preservação do meio ambiente”.

Rinaldo Lúcio, presidente da Emater do Acre, parabenizou todos os enxtensionistas rurais do Acre. Foto: Jean Lopes/Emater

O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Edivan Azevedo, prestigiou o encontro e afirmou: “A Seagri se sente honrada em ser uma instituição irmã da Emater, dividindo ações e responsabilidades, com o objetivo em comum de levar o progresso para o produtor rural. O extensionista presta seu conhecimento científico para aprimorar o trabalho dos produtores rurais, e esse trabalho é de grande importância, tendo em vista que a espécie humana se perpetua pelo alimento, fruto do trabalho rural de muitos homens e mulheres”.

Finalizando sua fala, Azevedo diz: “Quem planta e produz mata a fome e semeia a paz”. Foto: Isabelle Bregense/Seagri

Aprimorando o trabalho

Para exaltar a comemoração, Jefferson Coriteac, presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), anunciou o direcionamento de verba para o desenvolvimento das ações da Emater do Acre. 

Em nome da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), o presidente parabenizou todos os presentes. Foto: Jean Lopes/Emater

Em sua primeira vez no estado acreano, Coriteac teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho das instituições parceiras dos pequenos produtores e destacou: “70% da nossa mesa vem da agricultura familiar, por isso objetivamos garantir o seu sucesso. E aliado a isso, temos o extensionista, um profissional que se torna um amigo, um membro da família, indo sempre além do que é plantado”.

A Anater é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e, por meio dela, já enviou R$ 250 mil para a compra de equipamentos digitais, como notebooks e computadores, para aprimorar e agilizar o trabalho no campo.

“As atividades contínuas desses profissionais ajudam no fortalecimento agrícola, assim como celebrar a relevância do setor para o país”, enalteceu Coriteac. Foto: Jean Lopes/Emater

Por meio de um instrumento específico de parceria com a Emater acreana, para o mês de janeiro, será encaminhado um montante de R$ 1,3 milhão para contemplar o trabalho agrícola desenvolvido por mulheres, por intermédio do programa Mulheres Rurais, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis. Tal projeto visa construir um desenvolvimento produtivo, econômico e social, mais inclusivo e igualitário. 

E para o mês de fevereiro, está prevista a liberação de R$ 1,7 milhão para qualificar famílias rurais com o Bolsa Verde, programa de caráter socioeconômico e ambiental, que busca unir cidadania e preservação do meio ambiente. Mais do que uma transferência de renda, é uma política pública fundamental na proteção dos recursos naturais, na erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável do país.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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