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Estado e Prefeitura de Tarauacá articulam estratégias para o fomento do turismo no município
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Karolini Oliveira
Com o objetivo de impulsionar o turismo em Tarauacá, município conhecido pela produção de abacaxis gigantes e diversos festivais indígenas, a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) e a Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo de Tarauacá realizaram uma reunião, nesta quarta-feira, 22, em Rio Branco. O encontro teve como foco o desenvolvimento do potencial turístico local e a atração de visitantes regionais, nacionais e internacionais.

Yonara Machado, secretária de Cultura, Desporto e Turismo de Tarauacá, lembrou que o município faz parte do Mapa do Turismo Brasileiro do governo federal, e destacou o retorno de festividades culturais, como as programações de teatro e de Carnaval, além de falar sobre a riqueza e a diversidade cultural do município e dos festivais indígenas que recebem um grande número de turistas.
“Foi um encontro muito produtivo. Eu tenho certeza que Tarauacá vai ganhar muito com essa parceria porque a gente precisa ampliar na cultura, no desporto e principalmente no turismo. Tarauacá é rica em diversidade, em cultura. A gente tem as aldeias indígenas que recebem um número muito grande de turistas e tem também os nossos festivais, o Festival do Abacaxi, Festival de Praia, temos as praias mais belas do Acre. Então, é muito importante essa parceria com a secretaria em todos esses eventos, para que a gente também possa ampliar a nossa economia e também para que possamos realmente elevar o turismo do nosso município”, destacou Yonara.

O secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, ressaltou a importância de articular estratégias para o desenvolvimento do turismo no município: “Tarauacá é uma cidade com grande potencial e é muito procurada pelos festivais indígenas que acontecem ali próximo. É extremamente importante essa conversa com a secretária Yonara Machado, para pensar os melhores meios e desenvolver as melhores estratégias de fomento do turismo local, aprimorando o atendimento aos turistas, orientando sobre a recepção nos estabelecimentos locais, como hotéis e restaurantes, além da capacitação de guias turísticos”, destacou.
Abacaxi gigante: um atrativo turístico gastronômico
Yonara Machado também falou sobre a iniciativa de levar o abacaxi de Tarauacá para o Guinness Book, como forma de reconhecer o fruto como um importante símbolo da cidade: “Queremos levar o nosso abacaxi para o Guinness Book, esse símbolo da nossa cidade, e com certeza vamos conseguir, porque é, sim, o maior abacaxi do mundo”, apontou.
Em novembro, um abacaxi gigante de Tarauacá impressionou o público no estande do Acrena Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris), no Rio Grande do Sul. Com 8,5kg, o abacaxi de Tarauacá impressionou a representante da Naturallis Turismo, de São Paulo, Olívia Minatti, de 75 anos: “É maravilhoso, nossa! Nunca tinha visto igual. É lindo de se ver”, expressou.

Desenvolvimento do Turismo no Acre
A Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), tem dialogado com representantes das prefeituras dos municípios do Acre. No último trimestre, o secretário Marcelo Messias reuniu-se com representantes dos municípios de Plácido de Castro, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Assis Brasil e Tarauacá. Ao longo de 2025, a Sete busca reunir-se com os demais municípios para desenvolver o turismo e o empreendedorismo em todo o estado.

Além disso, a Sete tem dialogado com instituições privadas a fim de promover o turismo regional. Na manhã desta quarta-feira, 22, o secretário Marcelo Messias reuniu-se com Daniel Ferreira, coordenador de marketing, e Estevão Gomes, coordenador financeiro e comercial do Via Verde Shopping. Durante o encontro, foram discutidos a disponibilidade de serviços do Estado e a promoção do turismo acreano, como forma de atrair o público em visita ao empreendimento.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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