NOSSAS REDES

ACRE

Estado premia melhor café robusta do Acre no 2° Concurso de Qualidade do Café

PUBLICADO

em

Miguel França

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), celebrou com entusiasmo o sucesso do 2º Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico, realizado nesta quarta-feira, 30, em Acrelândia.

O grande vencedor foi o produtor José Leite de Lima, de Cruzeiro do Sul, que conquistou o primeiro lugar com um café de sabor encorpado e notas frutadas, levando para casa um kit completo de irrigação no valor de R$ 30 mil, patrocinado pela empresa Manave.

Estado premia melhor café robusta do Acre no 2° Concurso de Qualidade do Café. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O secretário de Agricultura, José Luiz Tchê, ressaltou a importância do concurso QualiCafé para o desenvolvimento da cafeicultura no Acre. “Primeiro, temos que agradecer ao governador, por confiar na minha pessoa e na equipe da Secretaria de Agricultura, permitindo que a gente trabalhe com autonomia para construir, com os produtores, algo de valor para o estado”, afirmou.

Secretário José Luiz Tchê: “Qualidade do café acreano é fantástica”. Foto: Cleiton Lopes/ Secom

Segundo Tchê, o QualiCafé surgiu no ano passado como uma iniciativa de mostrar ao país e ao mundo que o Acre produz café de qualidade. “Foi uma ideia nossa, com o objetivo de dizer ao Brasil e ao mundo que o Acre tem café e café especial. Neste ano, no segundo QualiCafé, vamos levar os 15 primeiros colocados para Minas Gerais, onde participarão da Feira Internacional do Café, nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Tenho certeza de que nosso café será premiado. A qualidade do café acreano, como vimos na premiação de hoje, é fantástica”, destacou o secretário.

O secretário enfatizou os benefícios que o QualiCafé trouxe aos produtores. “Esse concurso deu aos produtores uma nova visão sobre o manuseio e cuidado com o café. Neste ano, capacitamos 20 técnicos para a análise do grão, com a avaliação final feita em Rondônia. Mas, no próximo ano, vamos qualificar nossos técnicos para que todo o processo seja realizado no Acre”, afirmou.

Secretário enfatizou que o QualiCafé trouxe mais experiência aos produtores no cuidado com o café. Foto: Cleiton Lopes/ Secom

Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico do Acre

“O QualiCafé é um concurso muito importante, que tem como objetivo incentivar a produção de cafés de qualidade superior em nosso estado. No intuito de alavancar a cafeicultura, a Seagri fez entrega de mudas de cafés clonais, que são altamente produtivos e possuem uma qualidade melhor de bebida. A Seagri vem fazendo a entrega de calcário e fertilizantes, assim como de capacitações, para que esses produtores recebam as informações das tecnologias, para obterem uma boa colheita, pós-colheita, preparando, assim, um café de qualidade superior”, explicou a coordenadora do Núcleo da Cafeicultura da Seagri, Michelma Lima

Seleção dos finalistas deu-se por meio de amostras enviadas para escritórios regionais da Agricultura. Foto: Diego Gurgel/Secom

De qualidade amarga e marcante, o café robusta é uma espécie mais resistente a pragas e doenças, e também com maior facilidade no plantio, por não necessitar de cultivo em locais de grande altitude.

O evento, voltado para cafeicultores, estudantes, técnicos e extensionistas, teve na disputa 22 produtores inscritos, provenientes de Porto Acre, Acrelândia, Senador Guiomard, Capixaba, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Feijó, Manoel Urbano, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima.

Além da premiação no valor global de R$ 117,4 mil para os quatro primeiros colocados, os 15 produtores mais bem pontuados no QualiCafé irão participar da Semana Internacional do Café (SIC), promovida em Belo Horizonte (MG). Eles receberão do Estado passagem aérea, hospedagem e alimentação.

Região do Juruá é destaque na produção de café no Acre. Foto: João Pedro/Seop

Com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf), a Seagri promove visitas técnicas a lavouras cafeeiras, capacitações e palestras para técnicos e produtores, voltadas aos processos de colheita e pós-colheita.

Para análise do concurso, foram enviadas amostras de café ao estado de Rondônia, para avaliação sensorial. As amostras foram codificadas, visando à isonomia e à transparência do concurso.

A premiação

A premiação foi de mais de R$ 117 mil, valorizando e investindo nos produtores acreanos.

1° Lugar – José Leite de Lima, com 88,6 pontos – Kit de irrigação valor de R$ 30 mil, patrocinado pela empresa Manave;

2° Lugar – Lucas Silva dos Santos, com 86,8 pontos – R$ 12 mil, patrocinado pela empresa Café Contri;

3° Lugar – Vanderlei de Lara, com 86,75 pontos – R$ 10 mil em adubos, patrocinado pelo Sicoob Credisul;

4° Lugar – Roberto da Silva Nascimento, com 86,69 – R$ 5,1 mil patrocinado pela Microsaga Engenharia.

Em momento de grande emoção, o vencedor José Leite expressou profunda gratidão ao governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, e à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), por todo o apoio oferecido ao desenvolvimento do café no Acre.

Vencedor José Leite expressou profunda gratidão ao governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura. Foto: Cleiton Lopes/ Secom

“Não é pouca coisa, é muito. Agradeço também ao presidente da cooperativa, o senhor Jonas, que foi um grande parceiro e deu o primeiro passo para que o Vale do Juruá pudesse cultivar café. Se não fosse por ele, nossa região não teria o café que temos hoje. Esse prêmio é de todos nós, do Vale do Juruá”, destacou.

Ao ser reconhecido como campeão do Acre, José Leite se mostrou grato pelo investimento que o Complexo de Café tem recebido. Foto: Cleiton Lopes/ Secom

Ao ser reconhecido como o campeão do Acre, mostrou-se grato pelo investimento que o Complexo de Café tem recebido. “Estamos muito felizes, porque todos os produtores de café de lá estão sendo beneficiados com investimentos da ABDI”, observou, visivelmente emocionado.

Visualizações: 6



Leia Mais: Agência do Acre

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Novo Projeto-interna.jpg

A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS