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Estado promove treinamento em reanimação neonatal para profissionais da saúde no Acre

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Halyce Santana

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da Rede Alyne, em parceria com a Sociedade Acreana de Pediatria, está promovendo o Curso de Reanimação Neonatal para recém-nascidos de 34 semanas ou mais, com o objetivo de qualificar profissionais que atuam diretamente no atendimento neonatal. O evento, realizado nesta quarta-feira, 26, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), das 8h às 18h15, terá duração de dois dias, finalizando no dia 27.

Rosimar Oliveira, enfermeira da Maternidade Bárbara Heliodora que participou da capacitação. Foto: Luan Martins/Sesacre

“Me sinto honrada em participar dessa qualificação, que nos permitirá oferecer uma assistência ainda mais qualificada aos nossos recém-nascidos”, agradeceu Rosimar Oliveira, enfermeira da Maternidade Bárbara Heliodora.

A capacitação terá duração de dois dias, com aulas teóricas e práticas, além de dinâmicas de avaliação. Foto: Luan Martins/Sesacre

A capacitação segue as diretrizes mais recentes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), abordando os cuidados essenciais com os recém-nascidos, como o aquecimento imediato, o aleitamento materno precoce e exclusivo e a prevenção de infecções. Além disso, o curso destaca a importância do monitoramento da respiração e circulação, especialmente em bebês prematuros ou de risco, com a recomendação de acompanhamento pós-alta para garantir o desenvolvimento saudável.

A assessora técnica em pediatria da Rede Alyne, Ana Isabel Monteiro, também foi instrutora do curso. Foto: Luan Martins/Sesacre

“Temos a intenção de capacitar 100% dos profissionais da maternidade que atuam na sala de parto, no centro cirúrgico e no atendimento essencial de triagem da maternidade. Esperamos dar continuidade aos programas e cursos oferecidos pela SBN e SBP em parceria com a Sesacre”, enfatizou a médica pediatra e assessora técnica em pediatria da Rede Alyne, Ana Isabel Montero.

Aulas práticas contaram com simulações realísticas na Ufac nesta quarta-feira, 26. Foto: Luan Martins/Sesacre

O curso aborda a reanimação neonatal imediata, fundamental no tratamento da asfixia perinatal, terceira maior causa de óbito infantil. Durante o treinamento, os participantes aprenderão como identificar recém-nascidos em risco e aplicar manobras de reanimação, ventilação com pressão positiva, massagem cardíaca e administração de medicamentos em situações críticas. A capacitação visa qualificar os profissionais para uma resposta rápida e eficiente, melhorando as chances de sobrevivência do bebê. Com o apoio de instrutores renomados e simulações realísticas, a qualificação busca reduzir a morbimortalidade neonatal e preparar as equipes para emergências de forma qualificada.

Raphaella Lobato, gerente do Sistema Assistencial à Saúde da Mulher e da Criança (SASMC). Foto: Luan Martins/Sesacre

“Somos uma maternidade de referência no estado do Acre, atendendo não só os estados vizinhos, mas também países que fazem fronteira com o Brasil. Recebemos gestantes de alto risco, o que torna fundamental a capacitação contínua de nossa equipe, garantindo que estejamos preparados para oferecer o melhor atendimento a recém-nascidos em situações de emergência”, acrescentou Raphaella Lobato, gerente do Sistema Assistencial à Saúde da Mulher e da Criança (SASMC).

Durante as dinâmicas, cada instrutor direcionava e acompanhava um grupo de alunos. Foto: Luan Martins/Sesacre

Os óbitos neonatais, que ocorrem nos primeiros 28 dias de vida, têm a asfixia perinatal como uma das principais causas, frequentemente associada à falta de oxigênio durante o parto. Fatores como compressão do cordão umbilical, parto prolongado ou distócia, entre outros, podem desencadear essa condição. A solução imediata para a asfixia perinatal é a reanimação neonatal, que inclui manobras como ventilação com pressão positiva, massagem cardíaca e administração de medicamentos.

O coordenador da Rede Alyne, Walber Carvalho, reforçou a importância da capacitação para a redução da mortalidade infantil. Foto: Luan Martins/Sesacre

O treinamento adequado dos profissionais de saúde é fundamental para garantir uma resposta rápida e eficaz, reduzindo os óbitos neonatais.
Walber Carvalho, coordenador da Rede Alyne, ressaltou a importância da preparação para a resposta rápida.
“Quando o bebê nasce com apneia, é possível salvá-lo com a reanimação, usando balão autoinflável nos primeiros 60 segundos de vida. Esse será um dos momentos-chave da aula prática, capacitando os profissionais que atuam no parto e nascimento do Complexo SASMC em Rio Branco. Nosso objetivo é reduzir a mortalidade infantil, com ênfase no cuidado neonatal, conforme as diretrizes da Rede Alyne, e garantir que a resposta à emergência seja rápida e eficiente, evitando a morte neonatal e a desestruturação de famílias que aguardam ansiosamente o nascimento de seus bebês”, destacou.

Os alunos receberão certificados de conclusão do curso pela SPB, com presença integral e alcance de nota acima da média como requisito. Foto: Luan Martins/Sesacre

O curso é uma resposta direta às necessidades de qualificação dos profissionais de saúde, com o objetivo de melhorar a assistência neonatal e contribuir para a redução da mortalidade precoce no estado do Acre.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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