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Estourando um manu: a obsessão única da Nova Zelândia por saltos aquáticos | Nova Zelândia
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2 anos atrásem
Eva Corlett in Wellington Photography Derek Morrison
ÓNo verão, um fenômeno estranho ocorre ao longo dos poços de água da Nova Zelândia. Pontes, cais, falésias e piscinas lotam de pessoas prontas para saltar. Os saltadores se lançam no ar, girando em forma de V – bunda para baixo, membros na cintura – até atingirem a superfície, forçando a água para cima em um respingo poderoso.
Quanto maior o respingo e mais inventivo o salto, mais altos serão os aplausos.
Estes são os saltadores “manu” – pessoas que se emocionam e às vezes competem – no esporte manu, uma técnica de mergulho única na Nova Zelândia, semelhante a uma bomba, desenvolvida pelas comunidades Māori e Pasifika, e que agora se tornou um passatempo nacional.
“É como uma regra cultural tácita na Nova Zelândia – sempre que você está perto da água e há algo de onde pular, você estoura um manu”, diz Nikita Hauraki, 26 anos, que estourou manus desde criança.
“Todo mundo sabe o que é um manu, o que ele implica, quanto entusiasmo existe em torno dele, embora nem todo mundo tenha experimentado”, diz ela.
O saltador Manu Pone Kahotea, 34 anos, pratica o esporte em Tauranga, na costa leste da Ilha Norte, desde criança.
“Não importa onde há pessoas nadando, há pessoas fazendo manus”, diz ele. Agora, seu filho de 12 anos, Bayley, está aperfeiçoando sua técnica.
“As crianças vão se esforçar o dia todo”, diz Kahotea. “Essas crianças criaram seus próprios estilos e os redefiniram – eles são loucos e muito melhores do que nós.”
O objetivo de um manu é criar o splash mais alto e, embora o formato em V seja a técnica mais comum, outros estilos, incluindo o caixão (pés primeiro, corpo reto), o gorila (cabeça e ombros primeiro) e o grampo (mãos e pés primeiro) aparecem regularmente.
“Se alguém fez um manu realmente bom, onde o respingo tem quase o formato de um tronco de árvore e sobe direto… e obviamente alto, é considerado realmente bom”, diz Elisha Rolleston, 32 anos, cujo habilidade lhe rendeu o título de “Manu King” em sua região natal, Tauranga.
“Hoje em dia, estamos começando a ver diferentes estilos de manu… como o tailwhip – você pula e balança as pernas para o lado, parece um movimento de breakdance no ar.”
Ninguém sabe ao certo onde ou como o manu evoluiu. Alguns acreditam que ele surgiu na década de 1990 nas piscinas externas de Moana-Nui-a-Kiwa, no subúrbio de South Auckland, Māngere, enquanto outras regiões afirmam que ele evoluiu em suas pontes locais décadas antes. O nome manu – que significa pássaro na língua maori – também tem uma história obscura. Alguns pensam que faz referência ao ato de voar para a água, outros acreditam que é uma versão abreviada de Māngere.
O que é certo é que a arte do manu surgiu nas comunidades Māori e Pasifika – algo que Rolleston acredita estar ligado à forte ligação destas comunidades com a água. “Há um verdadeiro sentido de comunidade – pessoas nadando, se divertindo”, diz ele.
Visitar os poços de água locais também era uma opção mais barata para quem tinha rendimentos mais baixos, diz ele. Durante os anos que viveu em Tauranga e na região interior vizinha de Waikato, Rolleston disse que os neozelandeses europeus tendiam a evitar rios e poços locais, em favor da praia.
“Mas nos cais e nas pontes, os Māori são a maioria – provavelmente era uma opção mais viável levar (as famílias) para lá para nadar o dia todo”, diz Rolleston.
O passatempo – que sempre teve um diferencial competitivo – agora conta com um campeonato anual formal: o Manu World Champs. Os competidores participam de eliminatórias em todo o país durante o verão, na esperança de mergulhar na grande final realizada na orla marítima de Auckland, em março.
A competição profissional pode estar impulsionando o perfil do salto manu, diz Rolleston, mas sempre continuará sendo um esporte curioso, divertido e gratuito.
“Fazer o manu é algo que está em nosso DNA como neozelandeses – é certamente único para nós e estamos orgulhosos disso.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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