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Estudantes brasileiras desenvolvem creme antiacne com tomate-cereja

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O casal, de Blumenau, anunciou a doação de R$ 1 milhão para reformar a oncologia do Hospital Santo Antônio. - Foto: Larissa Machado

Lidar com espinhas no dia a dia foi o ponto de partida para uma descoberta científica e criativa. Estudantes brasileiras desenvolveram um creme antiacne à base de tomate-cereja.

Valéria Pereira e a colega Eduarda Diamantino, do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, em Guanambi (BA), decidiram transformar a própria experiência em solução. Após um mês de testes com voluntários, os resultados não deixaram dúvidas.

As jovens conseguiram reduzir significativamente a oleosidade da pele e melhorar o quadro de acne. “O licopeno do tomate é um carotenoide antioxidante e atua na proteção da pele, prevenindo o envelhecimento e reduzindo a aparência e a formação de rugas e manchas, como o melasma. O produto também conta com um hidratante umectante à base de glicerina, que tem ação antioxidante, ajuda a restaurar e devolver o viço da pele, além de recompor a hidratação, proporcionando uma aparência saudável”, contou a professora Elizangela.

Da sala à bancada

A inspiração veio durante uma conversa entre a professora Elizangela Souza e os alunos.

Valéria já usava tomate-cereja como esfoliante natural e percebeu que a pele ficava menos oleosa e com menos espinhas.

A partir disso, ela e Eduarda decidiram investigar mais a fundo. Foi aí que nasceu um projeto de pesquisa que envolveu estudo teórico, testes e a formulação de um produto.

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Por que o tomate?

Segundo a equipe, o segredo está no licopeno, um poderoso antioxidante presente no tomate.

Essa substância ajuda a proteger a pele dos radicais livres, evita o envelhecimento precoce e melhora a aparência de manchas e rugas.

A fórmula do creme também inclui glicerina, um ingrediente que hidrata, ajuda na cicatrização e devolve o brilho natural da pele.

Testes e resultados

O creme foi testado por seis pessoas durante um mês.

A maioria relatou melhora significativa, especialmente no controle da oleosidade.

A simplicidade do produto, aliada à eficácia, mostrou um grande potencial de alternativas naturais.

Iniciativa de pesquisa

O projeto das meninas é uma iniciativa apoiada pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti).

Desde o início, o objetivo delas era desenvolver uma solução com poucos recursos para problemas reais da sociedade.

E elas conseguiram com muita criatividade, ciência e dedicação. Parabéns, meninas!

A professora Elizangela foi a mentora da dupla. - Foto: Arquivo pessoal A professora Elizangela foi a mentora da dupla. – Foto: Arquivo pessoal



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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