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Estudantes de escolas públicas de todas as regionais do Acre brilharam no Enem 2024

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Clícia Araújo

Os estudantes do Acre têm se destacado nacionalmente pelos excelentes resultados no Enem 2024, reafirmando o compromisso do Estado com a educação pública de qualidade. Em todas as regionais, jovens de escolas públicas conquistaram notas expressivas, evidenciando o impacto positivo dos investimentos governamentais na área educacional.

Ryquelmilly Nascimento, 900 pontos na redação, é aluna da Escola Marcílio Pontes, em Acrelândia. Foto: Acervo Pessoal

O programa Pré-Enem Legal, iniciativa gratuita do governo do Estado, foi peça-chave nesse sucesso. Com aulões presenciais e online, distribuição de materiais didáticos, tablets com acesso à internet e suporte pedagógico, os alunos tiveram acesso a ferramentas que fortaleceram sua preparação para o exame.

Histórias que inspiram

Estudante da Escola Djama da Cunha Batista, em Tarauacá, Thiago Melo alcançou a maior nota de redação de sua escola: 940 pontos. Conciliando a rotina de uma escola integral com estudos intensivos aos sábados, produziu mais de 30 redações ao longo do ano, atingindo notas acima de 900 em simulados. “O apoio do Pré-Enem Legal foi essencial, principalmente nas aulas de redação. Meu sonho é cursar Engenharia Civil, mas também me interesso por Pedagogia e Direito”, afirmou.

Thiago Melo, com 940 pontos na redação, é aluno da Escola Djama da Cunha Batista, em Tarauacá. Foto: Acervo Pessoal

Tendo obtido 900 pontos na redação, Geovana Rodrigues, aluna da Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, em Porto Acre, aprimorou seus estudos com os recursos do Pré-Enem Legal, como correções de redações e tablets com acesso à internet. “Quero cursar Design Digital ou Publicidade. Meu sonho é trabalhar com tecnologia e criação de sites”, declarou.

Também da Escola Edmundo Pinto, Amanda Kimberly, que obteve 900 pontos na redação, superou desafios pessoais, como um grave acidente, com o apoio da escola e da família. “Sempre sonhei em cursar Direito. Essa conquista me emociona profundamente”, relatou.

Danielly Moura alcançou 840 pontos na redação. “Meu sonho é ser a primeira da minha família a ingressar na faculdade”. Foto: Acervo Pessoal

Moradora de uma área rural, Danielly Moura concluiu o ensino médio na Escola Edmundo Pinto, localizada na Vila do Incra, em Porto Acre. Enfrentando uma rotina desafiadora, percorria três quilômetros a pé até o rio, pegava um barco e, em seguida, o ônibus escolar. A estudante encontrou motivação no suporte dos professores e nas iniciativas do Pré-Enem Legal. “Meu sonho é ser a primeira da minha família a ingressar na faculdade. Pretendo estudar Direito e trazer orgulho para todos”, afirmou a estudante, que fez 840 pontos na redação.

“A maior parte dos nossos estudantes vêm de ramais e estradas. Nossa escola está situada na zona rural, esse é o diferencial”, declarou Jamyle de Souza, coordenadora pedagógica da Escola Edmundo Pinto.

Dulce Rocha teve 900 pontos na redação e é aluna da Escola Borges de Aquino, em Porto Walter. Foto: Acervo Pessoal

Outros destaques

Dulce Rocha – Aluna da Escola Borges de Aquino, em Porto Walter, Dulce tirou 900 pontos e sonha cursar Nutrição.

Sara da Silva – Da Escola José Gurgel Rabelo, em Feijó, obteve 940 pontos e planeja estudar Enfermagem.

Ryquelmilly Nascimento – Da Escola Marcílio Pontes dos Santos, em Acrelândia, alcançou 900 pontos e pretende seguir carreira na área de segurança.

Ana Katry Rodrigues – Da Escola Kairala José Kairala, em Brasileia, tirou 940 pontos e deseja cursar Engenharia Aeroespacial.

Um programa transformador

O Pré-Enem Legal tem se consolidado como uma ferramenta transformadora, ampliando o acesso à educação e incentivando os jovens a superar desafios pessoais e acadêmicos. Histórias como as de Thiago, Geovana, Amanda, Danielly e tantos outros mostram que dedicação, apoio familiar e políticas públicas inclusivas são fundamentais para mudar vidas e construir um futuro promissor.

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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre

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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural---todos.jpg

Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.

Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.

Cultivo do cacaueiro

O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.

“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”

Bananicultura no Acre

A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.

“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”

Mulheres na gestão

A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.

“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.

Milho e inflação

O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.

“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”

 



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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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