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Estudo levanta perfil do turista que visita o Acre

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Maria Fernanda Arival

O fomento do turismo do Acre, além das belezas naturais e outros atrativos, também advém de políticas públicas e privadas. Para auxiliar na formação destas, o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento divulgou o resultado da pesquisa do Estudo Econômico “Revisanto o Turismo: um olhar pensando no futuro”, que mostra o perfil do turista que visita o Acre.

O estudo mostrou que homens com nível superior, que ganham, aproximadamente, R$ 4 mil, vêm ao Acre passar cinco dias, de segunda a sexta-feira, a negócios. O professor doutor Rubicleis Gomes da Silva, pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Fórum Empresarial e da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino e Pesquisa e Extensão (Fundap), conduziu o estudo e ressaltou a importância de conhecer o perfil dos turistas que visitam o Acre.

“O estudo permite mapear o perfil do turista para ajudar na formação de políticas públicas. É necessário saber quem vem ao Acre e quem não vem, e o porquê disso. A pesquisa é importante para realização dessas políticas públicas, que precisam de informações e dados reais. Quando entendemos quem são os turistas, nós conseguimos melhorar a experiência dos visitantes e permitimos que o estado capitalize melhor as belezas naturais e cultura local”, explicou.

Professor doutor Rubicleis Gomes da Silva conduziu o estudo. Foto: cedida

O secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, destacou que a ferramenta tem grande importância para os processos de crescimento e desenvolvimento do Acre enquanto destino turístico.

“A percepção que o visitante tem sobre um destino é muito significativa para propagar de forma positiva a imagem local e, conhecer o perfil do turista que visita nosso estado é indispensável para sermos competitivos frente aos desafios. Informações demonstradas na pesquisa são muito ricas e irão nortear o desenvolvimento de políticas públicas, planejamento estratégico, subsidiar tomada de decisão mais assertiva, seja pelo poder público ou classe empresarial, objetivando o aumento do fluxo de turistas, gerar mais oportunidade de emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

Secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias. Foto: Alice Leão/Sete

Para desenvolver ainda mais o turismo no Acre, que conta com tantas belezas naturais, a união entre a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo e as demais instituições é essencial para fomento do setor no estado. Pesquisas como o Estudo Econômico que mostra o perfil do turista no Acre é uma das ferramentas que auxiliam no crescimento dessa área.

Aplicação da pesquisa

Para levantar esse perfil, o Fórum Empresarial do Acre elaborou uma pesquisa e aplicou questionários na rodoviária e no aeroporto de Rio Branco, entre 27 de julho e 22 de outubro, com 401 turistas que estavam chegando ou saindo do estado acreano.

“Para as empresas locais, identificar o perfil do turista é igualmente estratégico. Hotéis, restaurantes, lojas de artesanato e empresas de transporte podem adaptar seus serviços para atender às preferências dos visitantes, oferecendo experiências autênticas e personalizadas. Essa adaptação não só melhora a satisfação dos turistas, como também impulsiona o comércio local, gerando oportunidades para novos negócios e promovendo a economia da região. Com um turismo mais forte e estruturado, todos saem ganhando: turistas, empresas e a comunidade local”, diz um trecho do estudo.

Fenômeno conhecido entre os nativos como “tapete verde” atrai turistas do mundo todo. Foto: Pedro Devani/Secom

A rodoviária representou 47,88% do total das respostas na pesquisa, sendo o local com maior frequência de aplicação dos questionários, indicando que quase metade dos turistas chegam a Rio Branco com transporte terrestre.

O aeroporto também teve uma participação significativa, com 32,17% das aplicações. Esse percentual reflete a importância do transporte aéreo no turismo local, destacando o aeroporto como o segundo principal ponto de acesso dos visitantes.

“A equipe de aplicação dos questionários não teve acesso à sala de embarque no período noturno, ficando a aplicação dos questionários limitada aos voos diurnos. Destaca-se que a equipe tentou aplicar os questionários no saguão do aeroporto, contudo, pouquíssimos passageiros se dispuseram a responder a pesquisa. Além disso, é importante destacar que, no período da pesquisa, os voos noturnos eram bem superiores aos diurnos”, explicou outro trecho do estudo, que pode ser conferido na íntegra aqui.

O professor Rubicleis Gomes explicou, ainda, que a pesquisa deve ser feita durante os 12 meses do ano, para entender, de fato, qual perfil do turista no Acre. “É preciso aplicar também nas cidades de Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, que são porta de entrada do Peru e Bolívia e têm um grande fluxo de pessoas”, afirmou.

Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre

O Fórum Empresarial é uma associação privada sem fins lucrativos formada pelas Federações do Comércio, da Indústria e Agricultura e Pecuária. De acordo com a coordenadora do fórum, Tíssia Veloso, as três federações se uniram para criar o fórum, que busca fazer articulações para desenvolver o setor produtivo.

Tíssia Veloso é coordenadora do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre. Foto: Sérgio Vale

“Um dos eixos de atuação do Fórum Empresarial é a Câmara Técnica de Turismo. Temos hoje seis câmaras técnicas atuantes, são seis cadeias prioritárias que o Fórum Empresarial trabalha. Na Câmara Técnica de Turismo estamos desenvolvendo o programa Del Turismo, dentro da Câmara Técnica, é uma parceria que o fórum fez com as prefeituras de Rio Branco, Xapuri e Epitaciolândia para desenvolver economicamente o município por meio do turismo. Dentro dessa necessidade, junto com o trade turístico de Rio Branco, com os parceiros do fórum empresarial, como o Sebrae, a própria Sete, a SDTI, várias instituições que fazem parte, as associações comerciais também, a gente conseguiu verificar a necessidade de ter informações de turismo e de turista que hoje não temos no nosso estado”, explicou a coordenadora.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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