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“Eu aceitei ajuda porque eu precisava salvar uma vida”, diz médico que permitiu profissional sem CRM de participar de cirurgia

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O médico Romell Shalin Ayala Caldeiron, diretor técnico do Hospital Geral de Feijó, se viu envolvido em uma polêmica após permitir que um médico, sem CRM, o auxiliasse durante uma cirurgia. A polícia chegou a invadir o centro cirúrgico depois de receber a denúncia.

O médico aceitou conversar com o ac24horas sobre o que ocorreu no dia e sobre a presença do profissional que não tem CRM, portanto, pela lei não pode atuar na medicina, a não ser que seja em programa específico como é o Mais Médicos.

Romell Sharlin não negou que tenha permitido a participação do profissional sem CRM. Pelo contrário, afirmou que não é a primeira vez que isso acontece. Disse ainda que a ajuda é necessária por conta da falta de médicos em quantidade suficiente no município de Feijó. “Eu não consigo entender essa polêmica. A paciente precisava ser operada de forma urgente, já que corria o risco de morte dela e do bebê. Na escala de plantão, não tinha ajudante cirúrgico. Eu aceitei a ajuda de um médico formado, que está pronto para atender, tanto que está se candidato a uma vaga no Mais Médicos. Eu não chamei um pedreiro não, foi um médico”, diz Romeu.

O profissional é Antônio Adinan Silva da Silveira, que já ajudou outras vezes em cirurgias no Hospital Geral de Feijó. “Quando não há médico na escala e tem uma emergência a gente agradece que esse médico, que tá formado, com todos os documentos podem ajudar. Eu queria saber onde está o delito. Não estou matando, nem roubando, estou salvando vidas. Estamos no interior e aqui para salvar uma vida a gente precisa usar de todos os meios”, diz Romeu.

Romell afirma que assume sua responsabilidade. “Eu aceito minhas responsabilidades. Fui eu que solicitei o médico, que é formado, e aguarda lotação no Mais Médicos. Agora, eu pergunto, se ele pode trabalhar pelo Mais Médicos porque não pode ajudar em uma cirurgia de emergência?”, pergunta.

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