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‘Eu me machuquei muito’: mulher do Reino Unido conta sobre relacionamento prejudicial com ‘policial espião’ | Polícia e policiamento disfarçados

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Rob Evans

UM mulher revelou como um policial disfarçado formou um relacionamento íntimo de longo prazo com ela sem revelar sua verdadeira identidade, desapareceu de sua vida – e reapareceu sete anos depois.

Quando o policial voltou, diz ela, ele a convenceu a terminar com seu namorado de cinco anos, dizendo que queria retomar o relacionamento e ter filhos juntos.

Ele então dormiu com ela por uma única noite, desaparecendo de sua vida novamente antes do amanhecer da manhã seguinte, sem explicação. Ela temia que ele a tivesse engravidado porque não queria usar camisinha, então ela teve que tomar a pílula do dia seguinte.

A mulher, conhecida como Maya, descreveu como o policial, que usava o nome falso de Rob Harrison, a atormentou durante o relacionamento com o que ela considerava um comportamento controlador e coercitivo, como acusá-la regularmente – falsamente – de infidelidade por meio de mensagens de texto e então não falando com ela.

Ela disse que o comportamento abusivo dele a levou à automutilação e ao uso de heroína. “Às vezes espero que ele realmente me ame. Outras vezes eu penso, ‘ah, seu desgraçado doente’”, disse ela.

Maya iniciou o relacionamento de um ano com “Harrison” em 2006, enquanto ele se infiltrava em ativistas pró-Palestina.

Sua conduta será examinada por um inquérito público liderado por juizque analisa como cerca de 139 policiais disfarçados espionaram mais de 1.000 grupos predominantemente de esquerda entre 1968 e pelo menos 2010. Uma das questões-chave para o inquérito é a forma como a polícia espiona frequentemente formou relacionamentos íntimos com mulheresmuitas vezes durando anos, sem lhes dizer que eram agentes infiltrados em grupos políticos. Alguns filhos gerados durante suas implantações.

Harrison se recusou a comentar. Seu advogado disse que o oficial “forneceu uma declaração detalhada ao inquérito e está cooperando com o inquérito” e acredita que aquele era “o local correto” para lidar com o assunto.

Maya descobriu apenas em 2019 que Harrison era policial, o que a fez passar por períodos de sentimentos suicidas e mais automutilação.

Manifestantes protestando no centro de Londres em 2022 contra o escândalo policial disfarçado. Fotografia: Martin Godwin/The Guardian

Em um implantação secreta de três anos que começou em 2004, Harrison se infiltrou no Movimento Internacional de Solidariedadeum grupo que apoia os palestinos e campanhas anti-guerra. Como parte de sua identidade falsa, ele disse que trabalhava como engenheiro de som no sul de Londres e era DJ chamado Boogie Knight.

O que Maya chama de “o relacionamento mais horrível” começou em maio de 2006. Ela não era politicamente ativa – mas morava ao lado de ativistas no sul de Londres e socializava com eles.

Em um show de arrecadação de fundos, Harrison fez um movimento repentino sobre ela, disse ela, perguntando do nada – “’Então você quer me beijar agora?’ E eu fico tipo, o quê? Fiquei chocado e lisonjeado ao mesmo tempo.” Ela tinha 20 anos, era mais jovem que Harrison e inexperiente em relacionamentos.

Durante o relacionamento, disse ela, ele a via apenas quando visitava sua casa à noite, e eles raramente saíam como casal. “Eu praticamente me isolei de pessoas que eram bons amigos”, disse ela.

Ela disse que se perguntava “quanto ele estava realmente me usando para espionar as pessoas, versus quanto ele estava me usando apenas para sexo, porque, quando ele voltava, eram 11 da noite, uma da manhã, esse tipo de coisa. de horas loucas.

“Eu estava sempre recebendo mensagens de texto… me acusando de fugir com outra pessoa… ele simplesmente não respondia a nenhuma das minhas ligações. E isso me deixaria mais frenético.”

Ela acrescentou: “Eu me machuquei muito. E então eu contaria a ele depois. E então ele (diria) ‘Eu não quero que você se machuque’. E então estamos juntos novamente. Então ele apresenta mais acusações. E foi exatamente como este ciclo.

Você tem informações sobre essa história? Envie um e-mail para rob.evans@theguardian.com ou (usando um telefone que não seja comercial) use o Signal ou WhatsApp para enviar uma mensagem para +44 7721 857348.

“Eu ficava com meu telefone ligado constantemente, porque ele mandava uma mensagem de texto à uma da manhã dizendo: ‘olhe pela janela’. E eu olho pela janela, e lá está ele do lado de fora da janela, e então ele entra em casa.” Ela acrescentou que temia que, se não respondesse, ele a acusasse de dormir com outro homem.

“Isso me deixou constantemente ansiosa por muitos meses, porque eu estava com muito medo de dormir caso ele tivesse mandado uma mensagem”, disse ela.

Ela acrescentou: “Ele me levou a acreditar que suas explosões de comportamento irracional se deviam a traumas passados”.

Por volta de abril de 2007, Harrison disse a Maya que precisava se mudar para Durham para cuidar de sua mãe, que estava morrendo de câncer. Ela não conheceu a família dele porque ele disse que tinha pouco contato com eles.

Ela ficou arrasada com sua partida abrupta. “Eu não sabia como lidar com isso e recorri à heroína. Eu nunca sequer fumei cigarros. Eu não fumei maconha. Fui direto para a classe A.” Ela usou heroína por três meses.

Durante vários anos, eles não se encontraram, mas trocaram e-mails intermitentes. Ela se lembra de um e-mail “dizendo ‘deveríamos nos encontrar e então posso contar tudo a você’. E então ele disse: ‘então você pode me foder’. Eu me senti tão ofendido.”

Em agosto de 2014, o policial voltou a entrar em contato com Maya, ainda usando o nome falso de Harrison. Ele alegou morar perto e trabalhar como consultor corporativo.

“Ele me disse que em todos os anos que esteve longe, ele nunca esteve com outra mulher, que não conseguia parar de pensar em mim, que sentia muito por ter que ir embora, que tinha que ir embora. enterrar a mãe dele sozinho e que, se houvesse alguma chance, poderíamos voltar a ficar juntos.”

Maya disse que ele disse a ela que queria ter filhos juntos. Na época, ela morava com o namorado, mas terminou com ele depois que Harrison a convenceu durante vários meses a retomar o relacionamento.

Em fevereiro de 2015, ela e Harrison dormiram juntos novamente. “Ele fez sexo comigo e nunca mais o vi. Ele saiu nas primeiras horas da manhã… talvez 4h, 5h… antes do amanhecer.”

Harrison disse a ela que não queria usar camisinha. “Eu estava com tanto medo de estar grávida, então tive que ir buscar uma pílula do dia seguinte de emergência. Ainda penso até hoje, se eu tivesse confiado totalmente nele, se estivesse pronta para ter uma família, se não tivesse tomado aquela pílula de emergência, eu poderia ter tido o filho dele agora, mas com quem ele nem se comunicou depois disso”, disse ela.

Ele havia retornado para ela alguns meses depois Theresa May, a então ministra do Interior, encomendou o inquérito público em Março de 2014, após uma série de revelações sobre a má conduta dos policiais disfarçados.

Ela não sabe por que ele voltou para ela e disse que queria se casar com ela. Não se sabe quando ele deixou a polícia.

Maya teve notícias de Harrison pela última vez em 2016, quando ele lhe enviou um e-mail enigmático dizendo que pensava tê-la visto em uma estação de trem, acrescentando: “Então me lembrei das nuvens e da tempestade, e elas estão chegando. Sim, eles estão vindo.”

O Guardian está transmitindo um pequeno documentário na quarta-feira no qual três mulheres descrevem como foram enganadas para terem relacionamentos íntimos por policiais disfarçados. O documentário – “Nós não consentimos: uma reencenação do escândalo policial secreto da Grã-Bretanha” – foi dirigido pela cineasta Dorothy Allen-Pickard.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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