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‘Eu não confio neles’: eleitores cautelosos enquanto a Reforma vê uma possível eleição em Runcorn | Norte da Inglaterra

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Josh Halliday North of England editor

UMé Nigel Farage visitou os estúdios de televisão dos EUA antes da posse do presidente Donald Trump, seu rosto era quase tão inevitável em uma pacata cidade mercantil de Cheshire, a mais de 3.000 milhas da Casa Branca.

“Ele já tem um escritório aqui, não é?” exclamou Rob Hitchmough, 65 anos, caminhando com seus cavaleiros King Charles spaniels, Oskar e Reyes, ao longo da Frodsham Main Street, onde Reforma do Reino Unido teve sua sede de campanha no ano passado.

Rolamento de folhetos A cara de Farage apareceram nos capachos de milhares de pessoas no distrito eleitoral de Runcorn e Helsby nas últimas 12 semanas, antes de um potencial confronto pré-eleitoral entre a Reforma e o Trabalhismo.

Embora uma eleição parcial ainda não tenha sido oficialmente declarada, muitos acreditam que uma será desencadeada em questão de semanas, quando Mike Amesbury, o deputado em exercício, for condenado por assalto na sequência de uma altercação nocturna de 26 de Outubro do ano passado.

O deputado Mike Amesbury fora do tribunal de magistrados de Chester, Ellesmere Port e Neston, onde se confessou culpado de agressão em Frodsham em outubro passado. Fotografia: Ian Cooper/PA

Amesbury, que primeiro se tornou um Trabalho Deputado em 2017, foi reeleito no ano passado com maioria de 14.696. A sua sentença deverá ser condenada em 24 de Fevereiro e, se receber uma pena privativa de liberdade ou pena suspensa, será quase certo que se seguirá um pedido de revogação. Se 10% dos eleitores elegíveis assinarem a petição, uma eleição suplementar será convocada.

O partido de Farage não perdeu tempo em iniciar a guerra terrestre. Os ativistas estão nas portas há semanas distribuindo panfletos e coletando dados valiosos de angariação de fundos.

Uma fonte reformista disse que o partido estava interessado em compensar o seu fraco desempenho no Eleição de Blackpool South em Maio passado, quando os Trabalhistas começaram cedo a sua campanha e conseguiram com sucesso o lugar dos Conservadores.

Eles sabem, no entanto, que será necessário um esforço colossal para derrubar a maioria trabalhista. “Temos uma chance remota, mas é um pedido enorme”, disse uma fonte da Reforma. “Certamente não estamos lá para vencermos e seria necessário um golpe enorme, massivo.”

“Gosto de Nigel Farage, mas não”, disse Hitchmough, do lado de fora do ponto de táxi laranja onde Amesbury derrubou um homem com um soco. “Há algo sobre eles (Reforma) – eu não confio neles.”

Rob Hitchmough em Frodsham: ‘Gosto de Nigel Farage, mas não.’ Fotografia: Christopher Thomond/The Guardian

Mas para o líder trabalhista, Keir Starmer, esta ameaça ser a primeira eleição prejudicial do seu mandato. Como muitos no eleitorado majoritariamente branco da classe trabalhadora, Hitchmough é tradicionalmente um eleitor trabalhista. Agora ele está inseguro. “Não sei (em quem votar), para ser sincero. Foi um momento de loucura”, disse ele, sobre o incidente envolvendo o parlamentar apelidado de “rebatedor” por alguns moradores da cidade.

O eleitorado é um dos 89 onde a Reforma ficou em segundo lugar, atrás do Trabalhismo, nas eleições gerais do ano passado. Desde então, o partido de Farage cresceu em popularidade e está quase no mesmo nível do Trabalhista em algumas pesquisas.

O resultado de três eleições municipais próximas também deu à Reforma motivos para comemorar. No mês passado, o partido anti-imigração conquistou um assento do Partido Trabalhista em St Helens, cerca de 16 quilómetros a norte de Runcorn, tendo anteriormente obtido um do partido em Blackpool e outro dos conservadores numa aldeia a alguns quilómetros a norte.

O resultado de uma eleição suplementar, disseram activistas de ambos os campos, dependeria tanto da capacidade do Partido Trabalhista de obter o seu voto como do sucesso de qualquer rival. Mas Starmer enfrenta uma tarefa enorme.

“Fui eleitor trabalhista durante toda a minha vida, mas eles nos ferraram. Nos ferraram completamente”, disse Marie, 68 anos, que estava furiosa com o tratamento dado pelo governo aos aposentados.

Caminhando com seus dois Jack Russells, a chef aposentada disse sentir que as políticas trabalhistas já a deixaram em pior situação.

Ela é uma entre mais de 3 milhões de mulheres que não ser compensado pelo controverso aumento da idade de reforma do Estado que afecta os nascidos na década de 1950. “É absolutamente vergonhoso”, disse ela, acrescentando que estava considerando votar pela Reforma.

A professora Lucy Birch e sua mãe, Helen Birch, em Frodsham. Fotografia: Christopher Thomond/The Guardian

Outra pessoa local, que não quis revelar seu nome, disse que se sentiu “decepcionada” com a festa de Starmer. “Eu votei no Partido Trabalhista, mas não sei agora”, disse ele. “Não pelo que eles fizeram para interromper o subsídio de combustível de inverno, aumentar impostos e seguro nacional.”

Ele disse que “perdeu a confiança” nos políticos e estava pensando em nunca mais votar. Questionado se votaria pela Reforma, ele disse: “Eu pensaria sobre isso”.

Em tempos normais, a maioria trabalhista seria uma vantagem incontestável para um partido com apenas seis meses de mandato. Mas estes não são tempos normais. O monopólio bipartidário britânico está em crise, com ambos a perderem um grande número de votos para rivais mais pequenos.

Lucy Birch, uma professora de 27 anos, disse que votaria no Partido Trabalhista por causa do dinheiro extra dado às escolas, mas admitiu que ficou “ligeiramente” desanimada com o ataque de Amesbury.

A sua mãe, Helen Birch, 54 anos, foi uma dos 16% dos eleitores locais que apoiaram os conservadores no ano passado. Ela consideraria votar na Reforma desta vez: “Depende do que for oferecido. Eu gosto de Nigel (Farage). Reforma ou Conservador. Mas definitivamente não é trabalhista.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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