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Brasileiro tira foto de Saturno “sem anéis” e é destaque na página da Nasa

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A redução no preço do óleo diesel, que começa nesta terça (6), para distribuidoras, é a terceira da Petrobras em 2025. - Foto: Gabriel Bastos/A7 Press/Estadão Conteúdo

Natan, um Brasileiro, do Distrito Federal, teve sua foto de Saturno publicada pela Nasa como a melhor imagem do dia. – Foto: Nasa/Reprodução

Um fotógrafo brasileiro, morador do Distrito Federal, tirou uma foto de Saturno e ela fi escolhida como a “Foto Astronômica do Dia”, no site da Nasa. Olha isso!

Natan Fontes é fotógrafo amador e militar da reserva e fez a composição com registros entre 2020 e 2025. As imagens mostram um fenômeno curioso: Saturno quase sem os famosos anéis do planeta. A imagem impressiona pelo detalhe e pelo simbolismo.

“O céu estava aberto e sem nuvens. Então, deu pra capturar bem nítido. Como eu já vinha registrando imagens de Saturno há outros anos, eu juntei com as outras e fiz a composição”, contou Natan, que capturou a imagem em Brasília, às 5h35 do último dia 21.

Imagem do dia

Em 2025, os anéis do planeta passaram a desaparecer, formando apenas um risco sutil ao redor de Saturno. Segundo cientistas, isso ocorre por causa da inclinação do planeta em relação à Terra. O fenômeno ocorre a cada 15 anos.

A foto do Natan reúne seis registros feitos entre 2020 e 2025 e mostra o planeta mudando de aparência ao longo dos anos.

Depois do registro, o fotógrafo amador enviou para o site da Nasa e, na última quarta-feira (23), a imagem foi publicada em uma das redes da agência. No último domingo (27), o brasileiro recebeu o contato do editor do site da Nasa, que informou sobre a publicação como “Foto Astronômica do Dia”.

A foto do brasileiro foi eleita como foto do dia no dia 29 de abril, a última imagem, que fechou a composição, foi registrada usando um telescópio e uma câmera.

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Sonho realizado

Ter a fotografia estampada em um dos canais mais respeitados da astronomia mundial foi motivo de grande emoção para Natan.

“Fiquei na expectativa desde então. Para mim, é uma honra ter uma “Astronomy Picture of the Day”, afirmou em entrevista ao G1.

Sobre o “desaparecimento” dos anéis, ele explica.

“Na imagem de 2025, vemos só um risco no meio de Saturno. Esse risco são a borda dos anéis. Eles não podem ser visto aqui na Terra, por conta do ângulo em que o planeta se encontra, mas eles estão lá. Daqui alguns meses aparecem de novo”.

Anéis de Saturno

Os anéis de Saturno são formados por bilhões de pequenas partículas de gelo e rocha, que orbitam o planeta como se fossem uma imensa roda.

As partículas variam de minúsculos grãos de poeira a blocos com vários metros de diâmetro.

Apesar de parecerem espessos, os anéis são finos e, em média, algumas centenas de metros de espessura.

A hipótese mais provável é que os anéis tenham se formado há poucas centenas de milhões de anos, a partir da destruição de uma lua ou cometas que chegaram muito perto do planeta.

Veja a foto do Natan eleita pela Nasa como a melhor do dia:

A composição é formada por seis fotos, tiradas entre 2020 e 2025. - Foto: Natan Fontes

A composição é formada por seis fotos, tiradas entre 2020 e 2025. – Foto: Natan Fontes



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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