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‘Eu rastejaria se fosse necessário’: palestinos ansiosos para retornar ao norte de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Campo de refugiados de Nuseirat, Faixa de Gaza, Palestina – Na colina al-Nuwairi, o ponto mais próximo em Nuseirat da estrada costeira de al-Rashid, Ansaf Khadra senta-se no chão com a sua família pelo segundo dia consecutivo, à espera de poder regressar à sua casa, ou ao que resta dela. , no norte de Gaza.
Ansaf, mãe de quatro filhos, foi uma dos milhares de pessoas deslocadas no sul de Gaza que se dirigiram imediatamente para al-Rashid no domingo, após a libertação de quatro prisioneiros israelenses como parte do acordo de cessar-fogo Israel-Hamas no dia anterior.
O plano era dirigir-se para al-Rashid e tentar passar pelo posto de controlo israelense de Netzarim e, depois, para o norte de Gaza.
“Estou aqui desde manhã cedo com meu marido e meus filhos”, disse Ansaf à Al Jazeera enquanto distribuía sanduíches aos filhos sentados no chão.
“Ontem à noite preparei todos os pertences que podíamos carregar e deixei muitas coisas para facilitar a caminhada”, acrescentou. “Não podíamos esperar nem um minuto. Queremos retornar imediatamente às nossas terras no norte.”
O acordo de cessar-fogoque começou a ser implementado em 19 de janeiro com a primeira troca de cativos israelenses e prisioneiros palestinos, deveria permitir o retorno de palestinos deslocados do sul de Gaza para o norte após o segunda troca de cativos por prisioneirosque aconteceu no sábado.
No entanto, Israel bloqueou à força civis palestinianos de se aproximarem de Netzarim no domingo, disparando contra multidões em pelo menos três ocasiões distintas, segundo fontes médicas, e matando pelo menos dois palestinianos, segundo o Hospital al-Awda, onde as vítimas foram recebidas. Pelo menos nove pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas.
Israel insistiu que outra mulher prisioneira, Arbel Yehud, deveria ter sido libertada no sábado, antes que os palestinos pudessem regressar às suas casas no norte.
O atraso deixou os palestinos frustrados. Ahmed Abu Dan deu uma tragada nos restos do cigarro enquanto estava sentado ao lado de sua família.
“Passámos por muita coisa durante esta guerra”, disse o homem de 55 anos. “Quando nos disseram que poderíamos regressar ao norte, ficámos muito felizes, mas Israel está intencionalmente a azedar a nossa felicidade ao fazer-nos esperar.”
Ahmed não está interessado nos detalhes técnicos do atraso. A sua única preocupação é regressar a casa, no bairro de Shujayea, na Cidade de Gaza, longe das memórias de 15 meses de guerra e de deslocação.
“O que é mais um ou dois dias?” ele brincou com uma risada. “Vamos ficar aqui de qualquer maneira, até que nos deixem passar.”
Ahmed e a sua família arrumaram a tenda assim que o cessar-fogo começou, reunindo os seus pertences essenciais em preparação para a difícil viagem de regresso ao norte.
A família foi deslocada 11 vezes desde o início da guerra, disse Ahmed, explicando que a sua saúde e estado mental se deterioraram depois de passar tantos meses vivendo em tendas. A experiência significa que, se conseguir regressar ao Norte, jurou nunca mais partir – mesmo que o cessar-fogo falhe e a guerra rebente.
“Fomos forçados a fugir para áreas supostamente seguras, apenas para sermos alvos lá também”, disse Ahmed. “Mal posso esperar para beijar novamente o solo da Cidade de Gaza.
“Sinto falta dos meus parentes e da minha casa em Shujayea, mesmo que parcialmente destruída. Sinto falta do meu bairro e de tudo que existe lá.”

O que resta?
Embora toda a Faixa de Gaza, um enclave costeiro apenas 41 quilômetros (25 milhas) de comprimentofoi bombardeado por Israel durante a sua guerra, o norte foi particularmente devastado.
O movimento de colonos de extrema-direita de Israel até pressionou pela permanente limpeza étnica dos palestinos e o estabelecimento de assentamentos ilegais na região, onde ficava a maior área urbana do enclave antes da guerra, a Cidade de Gaza.
Vastas áreas do norte de Gaza parecem agora inabitáveis, mas Ansaf ouviu dizer que a sua casa, embora gravemente danificada, ainda está de pé.
“De acordo com os meus vizinhos, apenas um quarto e uma casa de banho na minha casa permanecem intactos, mas para mim, isso é o paraíso comparado com uma vida deslocada”, disse ela com um largo sorriso.
“Sinto muita falta da minha casa”, acrescentou Ansaf. “Só moramos lá nove meses antes do início da guerra e eu nem tinha terminado de mobiliá-lo.”
Ao contrário de Ansaf, Nada Awadallah não tem informações sobre as condições da sua casa no bairro de Tal al-Hawa, na cidade de Gaza. O que ela sabe é que a área ao redor de sua casa era uma zona militar israelense fechada e de difícil acesso.
Mas essa falta de informação não é uma confirmação de que a sua casa foi destruída. E para Nada isso basta para tentar voltar.
“Não posso acreditar que o dia do regresso finalmente chegou”, disse a senhora de 65 anos, com lágrimas nos olhos. “Vou suportar a exaustão. Estou aqui desde ontem à noite, dormindo na rua, e estou pronto para ficar até que possamos passar.
Nada fugiu com a família – cinco filhos e vários netos – de Tal al-Hawa no início da guerra, acabando por se instalar numa tenda em al-Mawasi, no sul de Gaza. E todos esses familiares decidiram, por enquanto, ficar onde estão.
“Houve um debate entre nós sobre esperar mais antes de voltar, mas eu não podia esperar mais”, disse Nada. “Eu disse a eles que rastejaria se fosse necessário. O que importa é que eu volte e verifique minha casa.”

Voltando aos escombros
Mahmoud Mohsen, 57 anos, pai de sete filhos, visitou o túmulo de sua filha no cemitério de Deir el-Balah, no centro de Gaza, antes de seguir em direção a Netzarim.
A filha de Mahmoud, juntamente com o marido e três filhos, foram mortos num atentado bombista em Nuseirat em novembro de 2023.
Originário de Beit Lahiya, no norte de Gaza, Mahmoud fugiu para o sul, para Rafah, no início da guerra. Após vários deslocamentos, ele finalmente se estabeleceu em Deir el-Balah.
“Tudo o que quero agora é voltar para os escombros da minha casa. Nada mais importa”, disse Mahmoud enquanto olhava para o posto de controle. “Vou ficar aqui até ter permissão para passar.”
“Só de chegar a esta área me trouxe de volta à vida. Sinto falta do ar de Gaza”, disse Mahmoud. “Nossa jornada durante a guerra foi de dificuldades após dificuldades. Chega desse inferno.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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