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EUA evacuarão alguns diplomatas do Haiti após recentes ataques de gangues: Relatórios | Notícias sobre violência armada
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A embaixada dos Estados Unidos no Haiti está se preparando para evacuar parte do seu pessoal diplomático não essencial como medida poderosa coalizão de gangues aumenta o seu controle sobre a capital do Haiti, de acordo com relatos da mídia dos EUA.
O homem armado teve como alvo dois veículos da embaixada dos EUA esta semana, embora nenhum pessoal tenha ficado ferido, confirmou o Departamento de Estado dos EUA na sexta-feira.
Um dos veículos visados teve o para-brisa quebrado e outro, que não foi atingido, pertencia ao chefe da missão, informou o Miami Herald. Fotografias obtidas pela Al Jazeera de uma fonte de segurança parecem confirmar os extensos danos aos veículos.
Outras autoridades estrangeiras também foram criticadas no Haiti. Na quinta-feira, um helicóptero da ONU marcado com 18 pessoas a bordo foi atingido por tiros enquanto sobrevoava a capital, Porto Príncipe, disse o escritório de direitos humanos da ONU no Haiti à Al Jazeera.
O helicóptero foi atingido, mas ninguém ficou ferido e conseguiu pousar com segurança.
Devido à deterioração da situação de segurança em torno da embaixada, espera-se que cerca de 20 funcionários diplomáticos não essenciais deixem o país nos próximos dias, segundo relatórios da CNN e do The Miami Herald.
Numa declaração à Al Jazeera, um porta-voz do Departamento de Estado recusou-se a partilhar detalhes dos ajustes do seu pessoal no Haiti, acrescentando que a embaixada permaneceria aberta. O porta-voz reiterou a “forte condenação dos EUA contra a violência contínua das gangues que visa desestabilizar o governo do Haiti”.
No início deste ano, Aeroporto internacional do Haiti foi fechado por quase três meses depois que gangues invadiram o perímetro e atiraram contra aviões na pista.
Em março, os militares dos EUA tiveram que transportar por via aérea pessoal não essencial da embaixada do país caribenho depois de uma estado de emergência foi declarado.
Também trouxe pessoal adicional para aumentar a segurança na embaixada.
Aumento da violência
A série de ataques a autoridades estrangeiras ocorre em meio a uma situação de segurança cada vez pior no país mais pobre das Américas, onde um poderosa coalizão de gangues comanda o controle de grande parte da capital e seus arredores.
A coligação, chamada Viv Ansanm (Viver Juntos), intensificou esta semana ataques a numerosas cidades fora da capital, incendiando casas, confiscando terras agrícolas e bloqueando estradas.
Num ataque no início deste mês, mais de 100 pessoas foram massacradas em um ataque de gangue na cidade de Pont-Sonde, disse a ONU.
Os últimos ataques deslocaram outros 10 mil haitianos na última semana, estimou a ONU, somando-se aos mais de 700 mil já expulsos de suas casas. Milhares mais foram mortos durante o conflito.
“A situação no Haiti é muito crítica, especialmente na capital”, disse a coordenadora humanitária da ONU para o país, Ulrika Richardson. “Muitos bairros estão completamente sob o controle de gangues, que recorrem à violência brutal.”
As gangues do Haiti, acusadas de recrutando crianças-soldados nas suas fileiras, há muito que entram em confronto com a polícia nacional e grupos civis de autodefesa. Mas os seus últimos ataques a veículos estrangeiros – e a atingir áreas fora da capital – aumentaram as preocupações com a segurança.
O conflito está a alimentar a fome ao nível da fome em zonas do país, uma vez que as pessoas forçadas a fugir das suas casas já não podem depender de um rendimento estável para obter alimentos.
Embora a ONU tenha autorizado uma força policial internacional para ajudar a polícia do Haiti a retomar o controlo das gangues, a missão de 400 homens liderada pelo Quénia carece de recursos e produziu poucos resultados.
A liderança do Haiti solicitou à ONU converter a força numa missão formal de manutenção da paz para reforçar recursos, uma iniciativa que foi bloqueada no mês passado pela China e pela Rússia.
O especialista independente em direitos humanos da ONU para o Haiti, William O’Neill, disse que “simplesmente não há forças de segurança suficientes” para manter sob controle as gangues, permitindo-lhes ter um domínio sobre Porto Príncipe e isolando a cidade do resto do país, exceto por via aérea.
“Todo o sul da península com três milhões de pessoas mantidas como reféns por uma gangue de talvez 1.000 pessoas, metade delas adolescentes. Louco”, disse O’Neill à Al Jazeera.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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