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EUA identificam homem de 65 anos na Louisiana como primeiro caso grave de gripe aviária | Notícias de saúde
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Autoridades de saúde dizem que o homem de 65 anos foi hospitalizado após contato com um bando infectado de pássaros de quintal.
Um homem de 65 anos do estado de Louisiana, no sul, foi hospitalizado em estado crítico como resultado do gripe aviáriatornando-se o primeiro caso grave relatado nos Estados Unidos.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciaram na quarta-feira que a pessoa esteve em contato com um bando infectado de pássaros de quintal. Não houve casos relatados de transmissão de pessoa para pessoa.
“O CDC confirma o primeiro caso grave de gripe aviária H5N1 nos EUA. Embora esteja em curso uma investigação sobre a origem da infecção, foi determinado que o paciente teve exposição a aves doentes e mortas em bandos de quintal”, disse a agência.
“Este caso não altera a avaliação global do CDC sobre o risco imediato para a saúde pública da gripe aviária H5N1, que permanece baixa.”
Demetre Daskalakis, diretor do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC, também disse aos repórteres que o caso da Louisiana foi o primeiro a ser ligado a um rebanho não comercial.
Embora os especialistas enfatizem que a ameaça à segurança pública é atualmente menor, a propagação do vírus levantou questões sobre a forma como o surto está a ser testado e monitorizado.
Na quarta-feira, o CDC contabilizou 61 casos humanos confirmados de gripe aviária nos EUA, com a maioria deles ligados à exposição a doenças aves ou vacas leiteiras.
A gripe aviária, ou H1N1, é endémica – ou ocorre regularmente – entre as populações de aves selvagens. Mas a sua presença entre o gado e os animais domesticados aumentou a probabilidade de infecções humanas.
O CDC disse que uma cepa de gripe aviária foi detectada pela primeira vez entre o gado leiteiro dos EUA em 25 de março. “Esta é a primeira vez que esses vírus da gripe aviária foram encontrados em vacas”, disse o CDC. disse.
Pouco depois, em 1º de abril, o Texas relatou a primeira transmissão humana por exposição a uma vaca leiteira. Desde então, 37 das 61 infecções humanas por gripe aviária foram associadas a rebanhos de gado leiteiro infectado, com a Califórnia registrando 33 dos casos.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), existem 865 rebanhos infectados em 16 estados. Na quarta-feira, Califórnia declarado estado de emergência para tentar conter o surto.
“Esta proclamação é uma ação direcionada para garantir que as agências governamentais tenham os recursos e a flexibilidade necessários para responder rapidamente a este surto”, disse o governador Gavin Newsom num comunicado.
Sua declaração enfatizou que a Califórnia possui “o maior sistema de testes e monitoramento do país para responder ao surto”.
“Embora o risco para o público permaneça baixo, continuaremos a tomar todas as medidas necessárias para prevenir a propagação deste vírus”, disse Newsom.
Alguns agricultores opuseram-se à pressão para testar o gado comercial para detectar a gripe aviária, e o próprio governo dos EUA resistiu largamente à imposição de testes obrigatórios, confiando em vez disso em esforços voluntários.
Essa postura, no entanto, mudou em 6 de dezembro, quando o Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos EUA anunciado estaria testando amostras de leite cru e não pasteurizado de rebanhos de todo o país.
A ordem federal exige que qualquer fazenda leiteira, transportadora de leite ou instalação de processamento de laticínios compartilhe amostras de leite cru mediante solicitação.
Os proprietários de rebanhos também são obrigados a compartilhar qualquer informação relacionada à propagação de doenças entre seus rebanhos, a fim de permitir que as autoridades federais rastreiem a propagação da gripe aviária.
Mas o genótipo B3.13 associado à gripe aviária em bovinos é distinto da cepa do caso da Louisiana, conhecida como genótipo D1.1. O CDC confirmou o caso na sexta-feira, mas só anunciou suas descobertas na quarta-feira.
Em dois casos – um de uma criança na Califórnia e outro de um adulto no Missouri – o CDC ainda não determinou como os pacientes foram infectados. UM Adolescente canadense também foi hospitalizado no mês passado com um caso grave de gripe aviária.
A gripe aviária matou 123 milhões aves desde que o surto começou nos EUA em 2022.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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