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Starmer pediu para mudar as regras de doação em meio a rumores de que Musk financiou a reforma | Financiamento partidário
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2 anos atrásem
Pippa Crerar Political editor
Keir Starmer deve fortalecer as regras em torno de doações políticas para proteger o sistema eleitoral de interferências estrangeiras, disse a Comissão Eleitoral, em meio a preocupações crescentes sobre a ação de Elon Musk. planeja doar milhões de libras para reformar o Reino Unido.
Vijay Rangarajan, executivo-chefe do órgão de fiscalização eleitoral, disse que vincular as doações aos partidos políticos aos lucros do Reino Unido de empresas pertencentes a estrangeiros era uma das mudanças urgentes necessárias para manter a confiança dos eleitores.
A medida, que o Guardian entende estar a ser considerada pelo governo, poderá limitar o montante que Musk, o homem mais rico do mundo, poderia doar através do braço britânico da sua empresa de redes sociais X (antiga Twitter).
As últimas contas publicamente disponíveis do Twitter no Reino Unido mostram lucros antes de impostos de 8,5 milhões de libras em 2022, num volume de negócios de 205 milhões de libras, substancialmente inferior aos 100 milhões de dólares (80 milhões de libras) que Musk inicialmente estaria disposto a doar.
Depois de uma reunião com Musk esta semana em Mar-a-Lago, o espólio de Donald Trump na Flórida, Nigel Farage, o líder reformista do Reino Unido, disse que o multimilionário estava a “pensar seriamente” em financiar o partido.
A perspectiva foi recebida com alarme dentro do governo trabalhista, com fontes sugerindo que “não estaria dentro do espírito” das regras existentes de financiamento dos partidos e que sublinhou a necessidade de a legislação ser mais rigorosa.
A lei eleitoral no Reino Unido estipula atualmente que todas as doações e empréstimos a partidos políticos com valor superior a 500 libras devem provir de “doadores permitidos” registados no Reino Unido. Estes incluem eleitores inscritos no registo eleitoral ou empresas registadas no Reino Unido.
O órgão de fiscalização também pretende que os partidos políticos sejam legalmente obrigados a efectuar controlos reforçados sobre os donativos para avaliar o seu risco e a garantir que aqueles que doam a “associações não constituídas em personalidade jurídica” sejam doadores permitidos.
“É crucial que os eleitores do Reino Unido tenham confiança no financiamento do nosso sistema político, por isso precisam de ver como os partidos e os activistas são financiados e como gastam esse dinheiro nas eleições”, disse Rangarajan ao Guardian.
“Nossas leis atuais incluem verificações sobre a permissibilidade de doações e têm como objetivo fornecer transparência sobre a fonte de doações políticas. Mas o sistema precisa de ser reforçado e temos vindo a apelar a alterações na lei desde 2013, para proteger o sistema eleitoral da interferência estrangeira.
“Recomendamos três mudanças principais: limitar as doações das empresas ao dinheiro que elas fizeram no Reino Unido; exigir legalmente que as partes realizem verificações sobre doações para conhecer seu doador para avaliar e gerenciar seus riscos; e garantir que aqueles que doam para associações não constituídas em personalidade jurídica sejam doadores permitidos. Estamos discutindo essas propostas com o governo.”
Os trabalhistas comprometeram-se no seu manifesto a proteger a democracia da ameaça de interferência estrangeira, reforçando as regras em torno das doações. O Guardian entende que as autoridades já iniciaram discussões detalhadas com o órgão de fiscalização sobre a elaboração e implementação dos planos.
“Agora é o momento de fechar a brecha”, disse uma fonte. “Qualquer doação de Musk seria um risco político significativo porque abriria Reforma do Reino Unido sob a acusação de ser financiado por dinheiro estrangeiro.”
Como cidadão americano, Musk não pode fazer legalmente uma doação política pessoal a um partido político britânico. Mas numa entrevista após a reunião, Farage disse: “Ele quer ajudar-nos, não se opõe à ideia de nos dar dinheiro, desde que o possamos fazer legalmente através de empresas do Reino Unido”.
A Reform UK disse que quer “profissionalizar” o partido enquanto tenta aumentar o seu apoio depois de ganhar cinco assentos nas eleições gerais. Isto poderia incluir a criação de escritórios em círculos eleitorais de todo o país, uma operação de investigação interna e gastos de milhões em publicidade política.
O porta-voz do primeiro-ministro disse: “As regras em torno das doações já são claras e estão em curso trabalhos para reforçar as salvaguardas existentes nesse espaço… daremos mais detalhes sobre isso oportunamente”.
após a promoção do boletim informativo
O endurecimento das regras exigiria legislação primária e não se espera que os ministros apresentem um projecto de lei para cumprir a promessa do seu manifesto antes do final do próximo ano, sendo que as alterações só serão introduzidas em 2026.
Alguns responsáveis estão preocupados com o facto de que avançar mais cedo com as recomendações da Comissão Eleitoral possa parecer uma tentativa politicamente motivada de impedir que o Reform UK acumule um fundo de guerra antes das próximas eleições.
Mas os defensores trabalhistas estão pressionando o governo a agir. Joe Powell, o deputado de Kensington e Bayswater, disse no BlueSky: “Estou totalmente chocado com os planos descarados do Reform UK para subverter a lei eleitoral do Reino Unido.
“Um parlamentar reformista me explicou esta manhã como eles farão isso. Trata-se de mais do que qualquer indivíduo específico – trata-se de atores estrangeiros hostis que tentam minar a nossa democracia.”
As figuras trabalhistas também estão preocupadas com a fotografia do tesoureiro da Reform UK, Nick Candy, um magnata imobiliário multimilionário, posando ao lado de Musk e Farage na reunião de Mar-a-Lago.
Temem que os direitistas ricos possam ser encorajados a doar para a Reform UK em antecipação a uma reunião semelhante com um membro sénior da administração Trump, especialmente se gerirem um negócio que possa ser afetado por tarifas.
A Comissão de Padrões na Vida Pública, que aconselha o PM em questões éticas, também recomendou anteriormente que as doações fossem vinculadas aos lucros do Reino Unido na sua revisão sobre a regulamentação do financiamento eleitoral.
Lord Khan de Burnley, ministro eleitoral, disse aos seus pares este mês: “Estamos a considerar mudanças que ajudarão a proteger o nosso sistema contra interferências estrangeiras, tais como controlos mais rigorosos sobre as doações.
“Por exemplo, a Comissão Eleitoral apontou a necessidade de considerar as regras sobre doações de empresas. Os detalhes dessas propostas serão apresentados oportunamente.”
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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