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EUA iniciam investigação sobre abusos trabalhistas e de direitos humanos na Nicarágua | Notícias sobre direitos humanos
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Um gabinete federal dos Estados Unidos encarregado de definir as políticas de comércio externo anunciou que iria lançar uma investigação ao governo da Nicarágua por “ataques persistentes aos direitos laborais, aos direitos humanos e ao Estado de direito”.
Na terça-feira, o Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos explicou ter recebido “numerosos relatórios credíveis” de que o governo da Nicarágua tinha cometido actos “repressivos”, incluindo detenções por motivos políticos e execuções extrajudiciais.
“Essas ações exacerbam a exploração dos trabalhadores e diminuem o crescimento económico e as oportunidades comerciais”, afirmou o gabinete. Comunicado de imprensa ler.
O representante comercial dos Estados Unidos é um cargo de gabinete nos EUA, servindo diretamente sob o comando do presidente. Desde 2021, Katherine Tai serviu no cargo do presidente Joe Biden e da vice-presidente Kamala Harris.
No comunicado de imprensa de terça-feira, Tai disse que o objectivo da administração cessante era garantir “uma política comercial centrada nos trabalhadores”.
“Infelizmente, numerosos relatórios sugerem que o Governo da Nicarágua está envolvido em actos repressivos que prejudicam os trabalhadores e o povo da Nicarágua, minam a concorrência leal e desestabilizam a nossa região”, disse Tai.
A sua decisão de investigar o governo da Nicarágua foi programada para coincidir com o Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma data estabelecida pelas Nações Unidas para aumentar a sensibilização.
Ao abrigo da Lei Comercial de 1974, os representantes comerciais dos EUA podem abrir investigações sobre políticas que possam prejudicar o comércio com o país.
Foi a última de uma série de ações dos EUA contra o governo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, cuja esposa, a ex-vice-presidente Rosario Murillo, tornou-se recentemente sua co-presidente.
Os EUA já sancionaram vários funcionários e juízes da Nicarágua por violações dos direitos humanos, incluindo a privação de cidadania e propriedade a dissidentes, a fim de silenciá-los.
Líder da revolução nicaraguense de 1979, Ortega há muito que bate de frente com os EUA. Ajudou a derrubar um ditador apoiado pelos EUA durante a revolução, e a sua primeira presidência, de 1979 a 1990, enfrentou oposição armada de milícias de direita financiadas pelos EUA.
Quando Ortega regressou à presidência em 2007, passou a exercer controlo sobre grande parte do governo da Nicarágua.
Ainda no mês passado, os seus aliados na Assembleia Nacional deu um sinal verde inicial para uma emenda constitucional que concederia a Ortega e Murillo maior poder sobre praticamente todos os órgãos governamentais, inclusive a nível regional e municipal.
Também aumentou os mandatos presidenciais para seis anos e expandiu o controlo governamental sobre os meios de comunicação social e a Igreja Católica para evitar a influência “estrangeira”. Ortega há muito culpa os EUA e outros países internacionais instituições como o Igreja católica de fomentar a dissidência contra a sua liderança.
No entanto, críticos nacionais e estrangeiros alertaram para a violência e a opressão sob o governo Ortega.
Ainda esta semana, um grupo de direitos humanos denominado Nicarágua Never Again Human Rights Collective, com sede na vizinha Costa Rica, divulgou um relatório sobre a tortura sofrida por críticos do regime.
Concluiu que pelo menos 229 presos políticos sofreram “crimes contra a humanidade” enquanto estavam detidos pelo governo. desde 2018.
Naquele ano, protestos irrompeu contra um plano de governo para aumentar os impostos e diminuir os benefícios da segurança social, e o governo respondeu com uma dura repressão.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos estimativas quase 2.090 pessoas foram detidas nos cinco anos após o início dos protestos. Mais de 355 morreram.
O Coletivo de Direitos Humanos Nunca Mais da Nicarágua descobriu que pelo menos 183 homens e 46 mulheres foram torturados pelo governo, inclusive através de espancamentos, estupros e ameaças de morte a si próprios ou a seus entes queridos.
Outras alegadas formas de tortura mencionadas no relatório foram choques eléctricos, longos períodos de isolamento e remoção forçada de dentes e unhas.
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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