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EUA: professora monta escola em loja abandonada – 30/12/2024 – Educação
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Rick Rojas
Leora Hooper, como sempre, tinha um dia escolar agitado pela frente. Ela usava uma alegria cativante para ensinar soma e subtração aos seus alunos do quarto e do quinto ano e apresentava aos alunos do ensino médio a teoria crítica da raça, em uma aula de história.
O show de fim de ano, dali a alguns dias, precisava de alguma orientação. E os canos do banheiro estavam dando problema de novo, então ela teve que procurar um encanador.
Mas, primeiro, Hooper ficou diante dos alunos da Abundance Educational Academy, no Mississippi (EUA), e fechou os olhos.
“Peço, em nome de Jesus, que nossos alunos aprendam tudo o que lhes é apresentado hoje”, disse Hooper, uma professora de longa data que fundou uma pequena escola particular, há três anos.
A oração ocorreu em uma manhã recente, logo após todos os alunos chegarem. Ela saboreou aquele momento de paz.
“Amém!”, responderam os alunos.
Não muito tempo atrás, o espaço ocupado pela Abundance era uma loja abandonada em Yazoo City, no estado do Mississippi. A cidade fica no delta do rio Mississippi, região na qual as oportunidades diminuíram, junto com a população.
Hooper, 42, arrastou o entulho e pintou os corredores em tons brilhantes de dourado e verde, as cores que ela escolheu para a escola. Em 2022, os primeiros alunos apareceram.
Este ano, existem cerca de 50 alunos do pré-escolar ao 12º ano do sistema de ensino dos EUA, e uma lista de espera crescente, pois os pais ligam quase todos os dias para perguntar sobre a possibilidade de matrícula para seus filhos.
“Eu teria muito mais se tivesse espaço”, disse Hooper.
Pode parecer imprudente para alguns, admitiu Hooper, que uma professora de escola pública abra mão de um salário modesto, mas estável, e de um plano de aposentadoria para criar sua própria escola, sozinha. “É ilógico!”, disse ela.
Ainda assim, o fato de os pais terem tirado seus filhos da escola pública para colocá-los na Abundance demonstra a frustração deles e, até mesmo, o desespero de alguns. Isso a faz pensar que o risco vale a pena.
Até mesmo alguns professores com quem Hooper costumava trabalhar em unidades escolares locais matricularam seus filhos em sua escola.
A mensalidade deste ano é de US$ 300 (cerca de R$ 1.800), o que ajuda a cobrir os salários dos professores e funcionários, o aluguel e os materiais. A escola não recebe recursos públicos.
Yazoo City, com população de 9.750 habitantes, é o limiar do delta do Mississippi, uma extensão plana, amplamente definida por suas terras agrícolas férteis e pela pobreza arraigada. As comunidades foram moldadas ao longo de gerações por uma herança de desigualdade racial.
Mas essas lutas duradouras também fomentaram a engenhosidade. Seja para lidar com os problemas da mineração, para tocar blues ou para aproveitar o fácil acesso à farinha de milho e carne de porco para criar o tamale picante, prato típico da região.
As dificuldades têm sido impulsionadoras da inventividade na região do delta e alguns veem a Abundance como a personificação dessa tradição.
“Pode não parecer nada”, disse Goldie Jackson, uma voluntária na escola cuja neta, Moriah Beckford, começou na Abundance este ano, no ensino médio.
“Pode parecer decadente ou algo assim, ou improvisado, mas a qualidade que essas crianças têm”, disse ela, acrescentando: “Isso é um patamar acima”.
Pais em todo o país, fortalecidos pela tecnologia e mais motivados após a pandemia do coronavírus, adotaram alternativas além dos ambientes tradicionais de sala de aula, incluindo “microescolas” informais. Três anos atrás, foi assim que a Abundance começou; os seis alunos iniciais incluíam dois dos filhos de Hooper.
Essas escolas iniciantes são em grande parte desregulamentadas e há poucos dados sobre seu desempenho. Qualquer um pode abri-las, e elas podem ensinar o que quiserem.
Abundance não tem testes padronizados —para muitas famílias, isso é um grande atrativo— e nenhuma maneira sistemática de avaliar se os alunos estão melhorando academicamente, além das notas.
No entanto, em seu segundo ano, a escola tinha 20 alunos. Hooper encontrou carteiras em uma lixeira, em uma escola em Greenwood, Mississippi. Os laptops eram velhos, usados em uma escola em West Point, também no Mississippi. Ela comprou uma van para a escola por US$ 1.300 (cerca de R$ 8.000), pelo Facebook Marketplace. A bateria para a banda escolar veio do Walmart.
O título de Hooper é diretora executiva, mas, na verdade, ela é professora de matemática, estudos sociais e artes da linguagem; orientadora educacional; codiretora da banda; zeladora; e recepcionista, pausando, inclusive, as aulas para atender o telefone.
A única coisa que ela não é, ela deixa claro, é uma merendeira: os alunos precisam trazer comida de casa ou pedir que seus pais deixem o McDonald’s na hora do almoço.
Ela adora a maior parte do trabalho: organizar a agenda, elaborar currículos e dar aulas. “Eu nasci para fazer isso”, disse Hooper. “Mas a parte financeira? Senhor!”
Ela teve que descobrir como fazer a escola ser credenciada pela National Association of Private Schools, uma organização de academias cristãs. Depois, havia a folha de pagamento —ela tem uma equipe pequena que inclui alguns outros professores e auxiliares.
No ano passado, ela teve que pegar US$ 20 mil (cerca de R$ 122 mil) do fundo de aposentadoria do marido para pagar as despesas. Ela ainda não recebeu nenhum pagamento desde que deixou seu antigo emprego de professora, o que significa que sua família teve que sobreviver com a renda do marido.
“O que eu não recebo aqui”, disse Hooper, “recebo do outro lado”.
Seu cristianismo indica sua abordagem em relação ao ensino e é central para a missão da escola. A senha do Wi-Fi é “Learn4Christ (aprenda para Cristo, em uma tradução livre)”.
Mas, o maior objetivo, disse ela, é tornar os alunos da Abundance empáticos, curiosos e espiritualmente resilientes.
Moriah, cuja avó é voluntária na escola, havia se mudado do Texas para morar com ela enquanto seu pai estava fora, a trabalho. Ela primeiro foi para a escola secundária no condado vizinho de Humphreys. Lá ela diz que sofreu com bullyng e com o ostracismo.
Ir para Abundance, uma escola muito menor, foi uma mudança que obrigou alguns ajustes por parte de Moriah, 18. Ela jogava basquete em suas antigas escolas, e a Abundance não tinha nenhum time esportivo. Começar uma nova escola, no seu último ano, também foi uma aposta. Ela quer ir para a Universidade Baylor, no Texas, e estudar música, sua paixão.
Hooper também tem sonhos para a escola: algum dia, ela gostaria de ter espaço e equipe para até 150 alunos e a estabilidade financeira para, finalmente, ver a operação da escola se pagar.
“Às vezes, estou cansada”, disse Hooper. “Realmente cansada.”
No entanto, ela não se sente esgotada como costumava se sentir.
Ela se assustou com o relógio e correu escada abaixo. As aulas tinham acabado. Era hora das aulas de reforço e ela não queria deixar os alunos esperando.
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A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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