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EUA: republicanos torcem para mais eleitores irem às urnas – 04/11/2024 – Mundo

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Patrícia Campos Mello

“Os republicanos deveriam rezar para chover”, título de um artigo científico de 2007, foi o dogma do Partido Republicano americano durante muitos anos. Como explicava o texto em questão, o mau tempo era um fator que reduzia mais o número de eleitores do Partido Democrata do que de republicanos nas urnas. Entre os democratas havia mais pobres, negros e hispânicos, eleitores que têm mais dificuldades para ir até a seção eleitoral. Outro axioma longevo era: quanto menor o comparecimento dos eleitores —nos Estados Unidos o voto não é obrigatório–, melhor para os republicanos.

Mas a eleição presidencial americana desta terça-feira (5) deve consolidar uma completa inversão de papéis. Agora, quem depende do eleitor que tem menos propensão a comparecer são os republicanos.

Nos últimos anos, mais do que renda, o grau de escolaridade passou a ser um fator determinante no pleito dos EUA. Os republicanos foram se tornando o partido dos brancos sem ensino superior completo e ganharam espaço entre jovens hispânicos e negros nesse perfil, ao mesmo tempo em que se mantêm os preferidos de parte da comunidade empresarial. O chamado “eleitor de baixa propensão” tornou-se o protagonista do eleitorado da sigla. E o voto dos “bróders”, homens da geração Z que estão desencantados ou desapegados da política e gostam do estilo sem filtros de Donald Trump, é uma das principais apostas do republicano.

Já os democratas, que eram a legenda da classe trabalhadora, estão se transformando no partido dos eleitores com maior grau de escolaridade, muitos vivendo nos subúrbios (que nos EUA compreendem os bairros ricos), além de manter força, ainda que menor, entre negros e hispânicos. O racha de gênero continua e se aprofundou –a maioria dos homens prefere os republicanos, e a maior parte das mulheres tende aos democratas.

Os democratas têm melhor desempenho entre os eleitores assíduos, aqueles que votam em primárias, em eleições de meio de mandato e presidenciais.

Segundo compilação de pesquisas NBC News de julho, setembro e outubro, Kamala Harris tem 51% dos eleitores que votaram nas eleições de 2020 e 2022; Trump tem 45%. Já entre eleitores menos assíduos, Trump leva vantagem –48% a 44% entre aqueles que votaram em 2020, mas não em 2022, e 50% a 40% entre aqueles que não compareceram em 2020 e em 2022.

Dados do Censo americano mostram que os eleitores com menos escolaridade são bem menos assíduos: em 2020, os eleitores com menor grau de instrução tiveram comparecimento de 38%, diante de 70% com ensino médio e 83% entre os que tinham pós-graduação.

A guinada republicana tem produzido episódios até então impensáveis na disputa deste ano. Com raízes nas estratégias para supressão de votos dos negros, muitos políticos do partido, nos estados que governam, propunham leis eleitorais que dificultam o voto, exigindo mais documentos e complicando o processo. A artimanha tinha como objetivo reduzir o comparecimento às urnas que, como regra, afetava mais os eleitores democratas.

Agora que são os republicanos a mirar o eleitor pobre e de baixa propensão a votar, a campanha de Trump tem denunciado supostas tentativas de supressão de sufrágio por parte dos democratas. O partido também focou esforços para aumentar o voto antecipado e até pelo correio (depois de dizerem que essa opção seria passível de fraude, em 2020).

Reportagem do The New York Times revela que um dos apoiadores mais célebres de Trump, o bilionário Elon Musk, alertou o republicano em abril, por mensagem de texto, para a importância de estimular o voto antecipado.

Os votos de brancos de baixa escolaridade, a classe média baixa, ganharam destaque em 2016, quando Trump derrotou Hillary Clinton com grande ajuda desse eleitorado.

Neste ano, Kamala perdeu votos, proporcionalmente, entre negros e hispânicos, o que pode ser reflexo da desaprovação de eleitores conservadores à agenda progressista e da questão econômica.

Pesquisa do The Times/Siena revela que 45% dos eleitores hispânicos e 41% dos negros apoiam a deportação de imigrantes em situação irregular, e cerca de metade dos eleitores afirma que o crime é um problema grave que saiu de controle.

Mesmo assim, os democratas confiam que o apoio maciço das mulheres, inclusive das republicanas anti-Trump, e os ganhos entre o eleitorado assíduo podem garantir a vitória.



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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