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EUA suspendem restrições selecionadas à Síria, oferecendo esperança nas sanções ocidentais | Notícias
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2 anos atrásem
Washington abre caminho para transações necessárias para fins humanitários, num movimento visto como um “passo importante” para aliviar o regime de sanções do Ocidente ao país.
Os Estados Unidos anunciaram que estão a aliviar restrições específicas ao governo de transição da Síria.
O Tesouro dos EUA emitiu na noite de segunda-feira uma licença geral, com duração de seis meses, que autoriza certas transações com o governo sírio, incluindo algumas vendas de energia e transações incidentais.
A medida visa permitir a entrada de ajuda humanitária após a deposição do líder sírio Bashar al-Assad no mês passado, disseram os EUA. Sugere algum progresso nos esforços de Hayat Tahrir al-Sham (HTS)o principal grupo que derrubou al-Assad e que agora lidera a transição da Síria, para fortalecer as relações internacionais.
A ação não remove quaisquer sanções mas garantirão que “não impeçam atividades que satisfaçam as necessidades humanas básicas, incluindo a prestação de serviços públicos ou assistência humanitária”, afirmou o Tesouro dos EUA.
O vice-secretário do Tesouro, Wally Adeyemo, disse que o fim do “governo brutal e repressivo de al-Assad, apoiado pela Rússia e pelo Irão” proporcionou uma oportunidade única para a reconstrução da Síria e do seu povo.
“Durante este período de transição, o Tesouro continuará a apoiar a assistência humanitária e a governação responsável na Síria.”
Um vasto conjunto de sanções ocidentais está a debilitar a economia da Síria e a ameaçar a sua recuperação após mais de 13 anos de guerra civil. Os Estados Unidosbem como a União Europeia, impuseram sanções contra al-Assad e o seu regime por crimes de guerra e violações dos direitos humanos.
Apesar da remoção de al-Assad, no entanto, as sanções permanecem em vigor. Autoridades europeias disse recentemente que não seriam levantadas até que os novos governantes da Síria se manifestassem que protegerão as minorias e partilharão o poder.
O novo ministro do Comércio da Síria alertou na segunda-feira que Damasco não foi capaz de fazer acordos para importar combustível, trigo ou outros bens importantes devido às rigorosas sanções dos EUA, apesar de muitos países, incluindo os estados árabes do Golfo, quererem fazê-lo.
Maher Khalil al-Hasan disse à agência de notícias Reuters que a nova administração governante da Síria conseguiu reunir trigo e combustível suficientes para alguns meses, mas o país enfrenta uma “catástrofe” se as sanções não forem congeladas ou levantadas em breve.
‘Passo importante’
“A nova administração… quer que todas estas sanções sejam levantadas. Mas este é um passo importante vindo dos EUA – porque as sanções ocidentais estão em vigor por parte da União Europeia e de outros países ocidentais aliados também, mas eles pensam que a liderança vem principalmente dos Estados Unidos”, relatou o editor diplomático da Al Jazeera, James Bays. de Damasco, disse.
O anúncio seguiu-se a uma reunião em Damasco entre o líder do HTS, Ahmed al-Sharaa – que já esteve alinhado com a Al-Qaeda – e a principal diplomata dos EUA para o Médio Oriente, Barbara Leaf.
Os EUA e as Nações Unidas há muito que designam o HTS como uma organização terrorista. No entanto, os EUA levantaram gradualmente algumas sanções desde a saída de al-Assad, incluindo a concessão de uma recompensa de 10 milhões de dólares a al-Sharaa.
Num outro desenvolvimento positivo para os novos governantes da Síria, os voos internacionais para a nação devastada pela guerra foram definido para retomar na terça-feira.
Nenhum voo decolou ou pousou desde que as forças pró-Assad abandonaram o aeroporto da capital síria em 8 de dezembro.
Na quinta-feira passada, a Qatar Airways anunciou que retomaria os voos para Damasco depois de quase 13 anos, com três voos por semana para começar.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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