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Eurodeputados querem tributar mais os ultra-ricos

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Michel Barnier foi ouvido, ainda além do que esperava. Mal nomeado, o Primeiro-Ministro mencionou a possibilidade de um “maior justiça fiscal” e um “ esforço solidário » para o qual contribuiria “os mais ricos”. Os deputados que analisam o projeto de orçamento para 2025 desde quarta-feira, 16 de outubro, acreditaram na sua palavra.

Julgando o texto divulgado por Matignon muito tímido, os membros da comissão de finanças aprovaram, nas primeiras horas de reunião, uma série de emendas aumentando o esforço exigido dos mais ricos. Ampliaram a contribuição sobre os rendimentos elevados, aumentaram o imposto sobre os rendimentos de capitais, reforçaram o combate ao exílio fiscal dos contribuintes. Um movimento ainda mais impressionante porque é liderado em parte por representantes eleitos de direita para quem este não é o marco político habitual.

O objectivo imediato é orçamental. Confrontados com um défice público descontrolado e uma dívida cujos juros são cada vez mais caros, Michel Barnier e os próprios ministros macronistas de Bercy quebraram o tabu sobre o aumento de impostos estabelecido pelo Presidente da República, Emmanuel Macron. Cerca de 70%, o seu plano de recuperação baseia-se em impostos adicionais, segundo o Conselho Superior das Finanças Públicas e o Observatório Francês das Condições Económicas.

Mas a questão política vai além do curto prazo. Acima de tudo, trata-se de abrandar ou travar o crescimento das desigualdades nas últimas décadas. A tabela divulgada quinta-feira, 17 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Económicos (Insee) é espetacular. Entre 1998 e 2021, a riqueza bruta média dos 10% menos favorecidos dos franceses caiu 54% em euros constantes. O dos 10% mais bem dotados aumentou 94% no mesmo período. Por outras palavras, os pobres tornaram-se ainda mais pobres. E os ricos, muito mais ricos, sobretudo graças à dupla subida dos preços imobiliários e à bolsa, que aumentou o valor dos seus activos.

Limitar o uso de vantagens fiscais

“A explosão das desigualdades nas últimas décadas é uma bomba no coração das nossas sociedades”foi alarmado na quinta-feira por Matthieu Pigasse, banqueiro de investimentos da Centerview Partners e membro do conselho de supervisão do Groupe Le Monde, durante reunião com a imprensa. Sua leitura deUma história de desigualdades, de Walter Scheidel (Actes Sud, 2021), deixou sua marca. Segundo o historiador austríaco, o aumento das desigualdades acaba sempre por conduzir a um choque: guerra, revolução, colapso do Estado… “Chegamos a este momento em que as desigualdades atingem um nível insuportável”julga o banqueiro. Aos seus olhos, era principalmente para evitar tal choque que “os mais ricos devem participar do esforço nacional”.

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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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