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Evolução dos chatbots, agentes de IA chegam às empresas – 21/10/2024 – Tec

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Laura Intrieri

Sistemas de inteligência artificial (IA) capazes de tomar decisões, acessar ferramentas e desempenhar tarefas sozinhos já são realidade em empresas. São os chamados agentes de IA.

Eles participam da rotina de grandes grupos, que usam a tecnologia para otimizar processos, a pequenos negócios que prometem serviço totalmente gerido por inteligência artificial.

Empresários se dividem sobre a capacidade de a nova tecnologia substituir humanos em empregos. A ferramenta é anunciada por empresas de tecnologia como um assistente que promete elevar a produtividade, mas incapaz de substituir a decisão humana ao final de processos.

Por outro lado, um único agente é capaz de realizar o trabalho de todos os profissionais de cargos inteiros em empresas, segundo Anderson Amaral, desenvolvedor de software que afirma ter criado agência de marketing gerida integralmente por agentes de IA.

“O CEO é o mais dispensável”, diz.

O empresário afirma enxergar realidade incontornável e cita a necessidade de adaptação sobre a substituição de empregos.

“Eu tenho preocupação social, tanto é que criei uma série de cursos sobre os agentes de IA. Recebo críticas, é normal de quem se sente ameaçado. Nós mesmo que trabalhamos em tecnologia estamos fadados a sermos substituídos”, afirma.

Os produtos da empresa de Amaral terão supervisão humana final de produtos, “como quem supervisiona um estagiário”.

Agentes de IA atraem investimento de gigantes como Microsoft, que anunciou nesta segunda-feira (21) a liberação para o público da construção de agentes no Copilot Studio, sistema de personalização de assistentes pessoais. A big tech também introduziu dez novos tipos de agentes focados em vendas e gestão em sua plataforma de administração para empresas, a Dynamics 365.

A OpenAI prevê que esses sistemas se tornarão comuns até o final de 2025. O Google, que também investe em soluções do tipo, lista seis categorias de agentes de IA: agentes de atendimento ao cliente, assistentes virtuais para funcionários, agentes de análise de dados, agentes de segurança, agentes criativos e agentes de programação.

Oracle e Salesforce investem em fábricas de agentes para oferecer opções personalizáveis a clientes brasileiros, e a última quer produzir um bilhão deles até o ano que vem.

O modo como agentes chegam na resposta é a maior diferença com relação a LLMs (sigla em inglês para grandes modelos de linguagem) mais conhecidos, de acordo Flávio Nakasato, sócio da empresa de análise de dados Novelo.

“O agente não responde em um passo só. Ele ‘planeja’ uma sequência de passos para decompor o problema, podendo decidir acessar ferramentas, sites e bancos de dados para compilar uma resposta”, diz. “É muito mais poderoso, porém mais devagar, e consome mais recurso computacional”.

A interface de chat é uma das possibilidades de interação com um agente, mas ele pode trabalhar de outras formas, como reunindo informações e alimentando continuamente uma base de dados acessada por outros funcionários —ou agentes.

A Salesforce tem modelos prontos, focados em vendas e atendimento ao cliente, e a opção de personalizar agentes para cada empresa. A nova ferramenta será lançada em 15 de outubro, com versão em português disponível após o início do ano que vem.

A gigante de vendas cobrará uma média de US$ 2 (cerca de R$ 11) por conversa desempenhada pelo agente, mas não especificou como a complexidade e tamanho da conversa afetariam o preço.

“Pequenas empresas e startups com quem conversamos estavam empolgadas, porque é uma ótima forma de crescer com escala, sem gargalos de contratação e treinamento”, diz Daniel Hoe, vice-presidente de marketing da Salesforce para a América Latina.

Na Cogna, uma das maiores empresas de educação do país, o Edu, agente de IA, ajuda alunos em lições, sendo alimentado com o material didático de cada escola, e também desempenha funções de secretaria, como a renegociação de boletos atrasados.

O piloto, que já rodou com mais de 40 mil alunos, tem treinamento específico para barrar alucinações e não usar conhecimento além do estabelecido pelo colégio proprietário, segundo o grupo educacional.

A Positivo Tecnologia também investe em uma espécie de “professor digital” que usa diferentes ferramentas para fazer resumo de aulas, elaborar provas e acessar bases de dados de forma automática.

A certeza de que o agente terá performance adequada às diretrizes e dados de cada empresa é uma das maiores preocupações. A Oracle desenvolve agentes de IA com capacidade de Recuperação Aumentada de Geração (RAG), técnica para combinar o conhecimento geral de modelos de linguagem com informações específicas das organizações.

“Os clientes treinavam modelos e perdiam o trabalho, porque surgiam LLMs novos. A vantagem do agente é se acoplar e desacoplar de modelos, levando consigo os dados importantes da empresa”, diz Leandro Vieira, vice-presidente da área de tecnologia da Oracle para a América Latina.

A tendência é que modelos de IA façam o trabalho de agentes com cada vez mais facilidade, de acordo com especialistas. O o1, versão mais potente lançada pela OpenAI, já é capaz de trabalhar em etapas, dividindo o “raciocínio” em tarefas sequenciais.

Problemas de um LLM único, como alucinação, ainda existem em agentes, de acordo com Nakasato, da Novelo. “O risco só é reduzido. Uma empresa com 100% de agentes pode até funcionar para trabalhos limitados, mas ainda vai precisar de mente humana no final do processo”, diz.



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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

 

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.

O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital. 

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”

 



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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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