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Ex-chefe de relações exteriores do Reino Unido prevê fim rápido da guerra Rússia-Ucrânia se Trump vencer | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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Londres, Reino Unido – David Owen descreve frequentemente a guerra na Ucrânia como a “segunda invasão” da Rússia, como uma lembrança constante do conflito da Crimeia de 2014.
Ex-secretário de Relações Exteriores britânico no final da década de 1970, deputado por 26 anos sob o Partido Trabalhista, ex-membro da Câmara dos Lordes e negociador de paz da União Europeia na ex-Iugoslávia, Owen atualizou seu último livro – Riddle, Mystery, and Enigma : Duzentos anos de relações britânico-russas, publicado em outubro de 2021 – após a invasão total da Ucrânia pela Rússia em 2022.
A Al Jazeera conversou com Owen, 86 anos, sobre a Rússia e a Ucrânia, o relacionamento terminal de Moscou com o Reino Unido e por que ele acha que as eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro determinarão o que vem a seguir.
Al Jazeera: Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, você assinou uma carta publicado no Financial Times que apelou a um novo tratado da NATO com a Rússia que “não gere nenhuma hostilidade institucional”. Quase 1.000 dias de guerra, A NATO está cada vez mais próxima da Rússia e o presidente Vladimir Putin é aviso de conflito direto com a aliança militar. Você segue a carta agora?
David Owen: Bem, acho que as relações pioraram seriamente e lamento isso.
Pessoalmente, não creio que seja possível regressar a um tipo de diálogo produtivo que tivemos nos anos do (ex-presidente russo Boris) Yeltsin até que a questão da guerra na Ucrânia termine. Agora, isso pode estar no horizonte. Acho que depende muito de quem ganha as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Mas se (o candidato republicano e antigo presidente dos EUA, Donald) Trump regressasse, não há dúvidas de que ele tentaria, como tem dito frequentemente, resolver a guerra na Ucrânia e melhorar as relações, as relações pessoais com (o presidente russo Vladimir) Putin.
Al Jazeera: Ucrânia quer usar mísseis de longo alcance fabricados no Ocidente para atacar profundamente dentro da Rússia. Deveriam os EUA conceder o desejo da Ucrânia?
Owen: Estamos nas mãos do presidente (dos EUA) (Joe) Biden. Ele ainda está no comando da política americana e tem fortes sentimentos sobre ela. É claro que Biden está extremamente relutante nas actuais circunstâncias do envolvimento da NATO com a Ucrânia em aumentar a tensão.
Al Jazeera: Em que momento ficou claro para você que as relações entre o Reino Unido e a Rússia atingiram o nível mais baixo desde a Guerra Fria?
Owen: Acho que foi a segunda invasão da Ucrânia. Após a primeira invasão (em 2014), era razoável esperar que a Rússia visse que isto não era aceitável. Talvez não tenhamos enviado uma mensagem suficientemente firme. As negociações foram conduzidas em grande parte entre a então chanceler alemã (Angela) Merkel e os franceses. Os britânicos não estavam principalmente envolvidos nesse diálogo.
Talvez Putin tenha subestimado a forma como os países da NATO reagiriam a uma invasão da Ucrânia.
Al Jazeera: Por outro lado, quando as relações foram fortes e vantajosas para ambas as nações? Em seu livro, você escreveu sobre a era pós-soviética de Yeltsin…
Owen: Foi muito positivo na era Yeltsin. As coisas foram dramaticamente transformadas. Foi Yeltsin quem decidiu que era melhor ter uma Rússia mais pequena e tentar torná-la economicamente forte e mais liberal. E encorajou a Ucrânia e a Bielorrússia a separarem-se.
Nenhum de nós realmente pensou que a Rússia iria retroceder, como eu diria, da era Yeltsin tão rapidamente como o fez. Não creio que tenhamos feito o suficiente financeiramente e de outras formas para ajudar a Rússia durante o período de Yeltsin.
Eu estava no negócio na Rússia. Fui presidente da Yukos International, uma grande empresa petrolífera.
(Nota do editor: Owen encerrou os laços comerciais com a Rússia.)
Estávamos a esforçar-nos muito, mas chegou muito dinheiro solto dos mercados financeiros da Europa e da América, que era dinheiro de muito curto prazo que não existia para facilitar a transição da economia comunista para os mercados livres ocidentais. Não estamos totalmente livres de críticas.
Éramos sem imaginação, pouco generosos e, na verdade, enviámos alguns maus oportunistas financeiros para a Rússia que não tinham no coração os melhores interesses da Rússia, não eram o tipo de pessoas que poderiam ter ajudado a criar uma economia russa lenta e firmemente, que acharia muito mais fácil conviver com as economias ocidentais da Europa e da América.
Al Jazeera: Desde 2022, figuras pró-Kremlin ameaçam a Grã-Bretanha, dizendo que as ogivas nucleares russas poderiam afundar “a pequena ilha”. A Rússia poderia lançar um ataque ao Reino Unido?
Owen: Nenhuma guerra que a Rússia pudesse embarcar contra a Grã-Bretanha seria puramente uma guerra anglo-russa. Envolveria a OTAN. Envolveria os Estados Unidos desde o momento em que o primeiro foguete fosse enviado para a Grã-Bretanha e envolveria todos os países europeus da NATO.
É uma ilusão se eles pensam que podem ter esta batalha separada connosco. Surpreende-me que as pessoas sejam sensatas, pois o antigo presidente (da Rússia) (Dmitry) Medvedev acredita que pode simplesmente mergulhar no discurso das armas nucleares tácticas.
Precisamos de nos lembrar de quando Putin foi à China e conversou com (o presidente chinês) Xi Jinping sobre as suas intenções em relação à Ucrânia.
Xi disse que a China não apoiaria o uso de armas nucleares na recuperação da Ucrânia. Essa posição não mudou e acho extremamente importante que não mude.
Al Jazeera: Será que o novo líder trabalhista do Reino Unido, Keir Starmer, será um aliado tão forte da Ucrânia quanto o ex-primeiro-ministro conservador Boris Johnson?
Owen: São personalidades muito diferentes. Boris Johnson é mais um político instintivo. Quando a Ucrânia foi atacada, ele respondeu rápida e corajosamente. Mas não creio que haja qualquer diferença tangível. Uma diferença de estilo, é claro.
Al Jazeera: Nos últimos meses, vários planos de paz foram elogiados, incluindo o da Ucrânia. Presidente Volodymyr Zelenskyy diz seu “plano de vitória” inclui adesão à OTAN. Essa é uma posição realista?
Owen: A Ucrânia não é membro da NATO e isso é uma questão para o futuro. Suspeito que será fortemente contestado pela Rússia. Não deveríamos nos colocar numa situação de tornar isso uma condição sine qua non.
A adesão à NATO não tem sido muito bem gerida nas fronteiras da Rússia. Nunca nos demos conta de como isso foi difícil para a própria Rússia.
Cometemos alguns erros nessa área. Não acho que faremos (de novo), os mesmos.
Pode ser do interesse da Rússia permitir que a Ucrânia seja membro da NATO, desde que as fronteiras sejam negociadas. Há uma compensação que pode surgir nas negociações.
Sou a favor de que a Ucrânia lidere as negociações e não dos países da NATO. E acho que estamos muito perto disso agora. Isso será resolvido em grande parte pelo resultado do Eleição presidencial americana.
Se Trump vencesse, não há dúvida de que seria uma negociação bastante rápida entre a Ucrânia e a Rússia, e que encontraria uma solução. Mesmo que Trump não ganhe, penso que é bem possível que a Presidente Kamala (Harris) esteja aberta a uma negociação. Mas, mais uma vez, não creio que ela iria querer colocar a América diretamente na linha, ao passo que Trump disse que claramente o faria.
Al Jazeera: O senhor mencionou erros cometidos pelas potências ocidentais e sugeriu que a NATO nem sempre considerou a Rússia nos seus cálculos. Você pode expandir isso?
Owen: Na euforia da queda do Muro de Berlim (em 1989), algumas pessoas esqueceram que tínhamos na verdade alguns políticos bastante sábios por perto, um dos quais era (George HW) Bush, o Presidente Bush (dos EUA).
Ele estava consciente do facto de que empurrar a OTAN contra a fronteira da Rússia deveria ser evitado, se possível. Até mesmo (o ex-presidente dos EUA Bill) Clinton estava ciente disso. O povo britânico também.
O ex-presidente da URSS, Mikhail) Gorbachev, foi repentinamente assumido por Iéltzin e tudo aconteceu um pouco rápido demais naquela fase. E parte da cautela sobre a rapidez com que a OTAN poderia alargar-se foi eliminada. Havia uma insensibilidade em relação à forma como a Rússia se viu ao longo dos séculos.
Al Jazeera: Tendo estudado Putin mais de perto nos últimos anos, o que podemos esperar dele em quaisquer negociações para acabar com a guerra?
Owen: O Presidente Putin será julgado pela forma como lida com a Rússia. Este homem enfrentou um rebelião das tropas russas liderado por (chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin). Eles estavam em marcha em direção a Moscou, um movimento separatista. Ele lidou com esse episódio com extraordinária habilidade. Ele não fez nada. Ele esperou… ele conseguiu exatamente o que queria. Demorou provavelmente sete ou oito meses. (Nota do editor: Prigozhin morreu em um acidente de avião dois meses após a tentativa fracassada de golpe).
Este (Putin) é um homem cauteloso. Penso, portanto, que deveríamos mostrar respeito por ele.
Ele é o líder da Rússia e não está sob contestação neste momento. É muito provável que ele permaneça lá por mais cinco, 10, 15 anos, por isso devemos tratá-lo com respeito nas negociações e acredito que podemos restaurar essas relações. Cometemos alguns erros. Ele cometeu erros, mas não acredito nesta guerra sem fim.
Eles vão acabar com um território que antes era a Ucrânia.
(Espero que a Rússia) tenha aprendido melhores formas de lidar com a Ucrânia e penso que serão capazes de negociar uma fronteira bem-sucedida entre eles e depois continuar a negociar com eles.
Quase nos afastamos desta crença de que as fronteiras dos impérios do passado têm um absolutismo, que clamam por restauração. A história do mundo é que as fronteiras mudam. Muitas vezes difícil, por vezes inflamado, e temos de ter muito cuidado, mais cuidado do que tivemos no passado, para não forçar demasiado os limites da OTAN.
A Finlândia e a Suécia estão envolvidas com a OTAN. Não foram passos que tomaram (facilmente) – foram provocados.
Al Jazeera: Como você imagina um mundo após o fim da guerra Rússia-Ucrânia? Como podem a Grã-Bretanha e a Rússia reparar a sua relação?
Owen: Comecem a visitar os países uns dos outros. Tenho 86 anos agora, mas gostaria de acreditar que, antes de morrer, poderia voltar para (Rússia) e conversar com velhos amigos e críticos e interagir com eles.
Quanto mais cedo melhor. Não acredito em brincadeiras depois que você decide melhorar as relações e voltar a ter relacionamentos pessoais.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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