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Kamala Harris precisa conquistar rapidamente eleitores brancos sem formação universitária. Veja como | Joana C Williams
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2 anos atrásem
Joan C Williams
Kamala Harris está fazendo muitas coisas certas que as recentes campanhas democratas erraram. Ela apostou em Tim Waltz – treinador, soldado, ajudante de remoção de neve – porque esperava construir pontes para os não-graduados que abandonaram os democratas em grande número.
Quase 60% dos apoiadores de Bill Clinton eram brancos sem diploma; apenas 27% dos de Joe Biden eram. Os brancos não universitários são o maior bloco eleitoral do país, por isso, se os democratas os perderem esmagadoramente, eles precisarão do imenso apoio e participação das pessoas de cor para vencer. Em vez disso, os democratas perderam terreno entre os eleitores não-brancos. A vantagem entre os latinos caiu de 39 pontos em 2016 para 19 pontos hoje; isso mesmo New York Times/Siena enquete descobriu que o vice-presidente caiu 12 pontos entre os afro-americanos em comparação com Biden em 2020.
Grande parte da erosão ocorre entre negros não universitários. O apoio aos democratas caiu de forma particularmente acentuada entre os eleitores negros sem diploma universitário e é oito pontos inferior entre os latinos sem formação universitária do que entre os com formação universitária. Alguns eleitores negros e latinos da classe trabalhadora, especialmente os homens, votam cada vez mais como a classe trabalhadora branca.
Para reconquistar (o suficiente) destes eleitores, a campanha de Harris está a usar uma retórica anti-elitista que tem demonstrado atrair os eleitores da classe trabalhadora. Esta é uma grande mudança. Republicanos possuímos uma retórica anti-elitista nas últimas décadas, usando-a para redireccionar a raiva anti-elitista das elites económicas para as elites culturais – a “Esquerda Brâmane”, como nos chama Thomas Piketty (sou um deles).
Em 2020, apenas 20% dos anúncios de TV no Congresso feitos por candidatos democratas concorrendo em distritos competitivos usaram retórica antielitista, mas valsa faz isso o tempo todo: “Como todas as pessoas comuns com quem cresci no coração, JD (Vance) estudou em Yale, teve sua carreira financiada por bilionários do Vale do Silício e depois escreveu um best-seller destruindo aquela comunidade”. Harris lembra aos eleitores que ganhou US$ 20 milhões para os proprietários de casas na Califórnia roubados pelos bancos durante a Grande Recessão.
Isto não é apenas retórica. Durante 30 anos, os Democratas combinaram elogios vagos à “classe média” com políticas neoliberais que abraçaram o comércio livre, com pouca atenção às suas consequências para os empregos de colarinho azul nos EUA. Biden encerrou isso: os democratas finalmente reconheceram que os americanos de status médio não se importam com os aumentos do PIB se não se beneficiarem do crescimento económico resultante. A fé inquestionável em mercados livres que vimos desde Clinton até Barack Obama desapareceu; daí a proposta de Harris de baixar os preços dos produtos alimentares, proibindo a “manipulação de preços” – políticas (tais como restrições ao comércio) que os defensores do livre mercado adoram odiar.
A campanha de Harris entende que os conflitos de classe não dizem respeito apenas à economia. As guerras culturais funcionam para os republicanos porque a classe é expressa através de diferenças culturais, e os democratas enviam inconscientemente sinais que os não-graduados consideram elitistas. O patriotismo é um bom exemplo. Ser americano é uma parte importante da identidade de 79% dos americanos com ensino médio ou menos, mas apenas 43% dos ativistas progressistas com ensino superior. Os não-elites têm orgulho de serem americanos pela mesma razão que as elites não: todos enfatizam as categorias de status mais elevado a que pertencem. É por isso que as elites enfatizam a classe: como membros de uma elite globalizada, elas elevam-se acima da nacionalidade. É também por isso que as pessoas que não pertencem às elites apreciam ser americanas: é uma das poucas categorias de elevado estatuto em que pertencem.
Portanto, é um ramo de oliveira que ultrapassa as divisões de classe quando Harris fala sobre “a incrível responsabilidade que acompanha o maior privilégio da Terra; o privilégio e orgulho de ser americano” para multidões gritando “EUA, EUA”. Assim como a escolha da Waltz de Harris, seu objetivo é forjar uma conexão cultural com os brancos e negros não-graduados na Geórgia e no meio-oeste e os brancos e latinos não-graduados em estados roxos do Sunbelt, como Arizona e Nevada. Apenas 46% dos ativistas progressistas escolheriam viver nos EUA se pudessem viver em qualquer lugar do mundo. Mas 79% dos latinos o fariam. Os latinos não endossam inevitavelmente as disposições culturais da esquerda brâmane, em parte porque 79% dos latinos não são graduados universitários.
A campanha de Harris também foi cuidadosa com questões de estilo. Muitos comentadores queixaram-se de que Harris é pouco exigente em termos de políticas detalhadas, não reconhecendo que esta também é uma estratégia de sensibilização de classe. “Com muita frequência”, advertiu Stacey Abrams em 2021“Os democratas (transformam) uma mensagem legítima em um manifesto pouco claro ou exagerado.” Os não-graduados ouvem mensagens como “Eu tenho um plano para isso”, de Elizabeth Warren, dirigidas aos formandos, não a eles.
Harris está fazendo muitas coisas certas… e ainda assim as eleições estão teimosamente empatadas. Isso significa que é uma missão tola para os democratas tentarem construir pontes para eleitores não universitários? Não é uma missão tola, mas é uma batalha difícil devido a uma dinâmica cultural que ameaça anular o que uma única campanha pode fazer sozinha.
O superpoder de Trump é a sua capacidade de canalizar a dor e a fúria dos americanos (especialmente dos homens) que lamentam a perda do sonho americano: os americanos estão agora 40 pontos têm menos probabilidades de ganhar mais do que os seus pais do que há uma geração, com declínios especialmente acentuados no Centro-Oeste. Trump não oferece soluções reais para os seus problemas económicos. O que ele oferece é honra.
Ele faz isso levando a esquerda brâmane a insultar abertamente a inteligência e a moral de seus eleitores, que Trump então defende, dizendo a eles: “Eu sou sua voz.” Bill Clinton alertou contra isto na convenção nacional Democrata: “Exorto-vos a não rebaixarem (os eleitores de Trump), mas a não fingirem que não discordam deles se o fizerem. Trate-os com respeito – exatamente como você gostaria que eles tratassem você.”
Clinton sabe uma ou duas coisas sobre como os democratas podem alcançar os graduados não universitários e a sua abordagem também é apoiada pela ciência. Uma experiência de Robb Willer descobriu que os argumentos políticos elaborados para apelar aos valores morais daqueles que eram alvo de persuasão eram mais eficazes do que aqueles que não o eram – e que os liberais eram 2,4 vezes mais probabilidade do que os conservadores a não usarem tais argumentos. Muitos estão presos na bolha da classe média alta.
Dentro desta bolha, “o desdém pelos menos instruídos é o último preconceito aceitável”, para citar o filósofo Michael sandália. UM estudar fora da Europa descobriram que os graduados universitários mostraram mais preconceito contra os menos instruídos do que contra qualquer outro grupo. As elites culturais do Estado Azul, supostamente sintonizadas com a desigualdade social, trafegam abertamente em estereótipos de pessoas menos instruídas como ignorantes, irracionais e dignas de desprezo. “Os sectários de Trump…estão abaixo do desprezo e merecem ser humilhados”, escreveu Richard Kavesh sobre Nova Iorque no New York Times.
“Sim, existem aqueles apoiantes que sofreram dependência e dificuldades, mas o facto de isso poder logicamente levá-los a apoiar um criminoso e potencial ditador que não dá nenhuma razão para uma pessoa racional acreditar que serviria os seus interesses é simplesmente uma ponte longe demais… (Eles são) simplesmente ignorantes”, escreveu Robert Millsap, da Califórnia. “Afirmo que devemos claramente chamar a atenção dessas pessoas pelo que elas são; fanáticos egoístas e racistas como o homem que apoiam”, escreveu David S Schwartz, também de Nova York. E não está apenas na mídia; Ouço esses sentimentos o tempo todo em meus círculos de guerreiros da justiça social em São Francisco. A equipe de Trump sabe como usar essas coisas contra nós, pessoal.
O destino dos democratas depende da sua capacidade de conquistar (suficientemente) eleitores sem formação universitária em estados indecisos. Não é assim que se faz. Trump se relaciona com estudantes não universitários através da raiva; Os democratas precisam de os conquistar com respeito – mas, para isso, precisam de os respeitar de facto.
Harris não pode fazer isso sozinho. Seus apoiadores precisam parar de entregar armas carregadas a Trump.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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7 horas atrásem
20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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