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Ruas vazias e bares com estrangeiros marcam sede do Brics – 22/10/2024 – Mundo

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Igor Gielow

Ruas vazias, intensa presença policial e bares lotados de estrangeiros marcam a rotina de Kazan, a cidade-sede da 16ª cúpula do Brics, que começa nesta terça (22).

O contraste com os dias de turismo ostensivo da Copa do Mundo de 2018, quando a foi sede e viu o Brasil ser eliminado pela Bélgica, impressiona. Kazan continua belíssima e passou por uma renovação que custou, segundo o governo local, o equivalente a cerca de R$ 450 milhões para receber a cúpula.

Mas as ruas estão vazias, como numa versão distópica das famosas “vilas Potemkin”. Em 1787, o marechal Grigori Potemkin, ministro e amante da czarina Catarina a Grande, levou a soberana a uma viagem para a recém-adquirida península da Crimeia.

Para mostrar o que quatro anos de domínio russo haviam feito ao local, ele mandou erguer fachadas falsas ao longo do caminho, impressionando Catarina. A história, dizem historiadores como Simon Sebag Montefiore, é uma lenda e provavelmente ele mandou pintar algumas paredes, mas a versão foi o que ficou.

Em Kazan, a ilusão causa efeito reverso: a cidade está desabitada. O jornalista Pavel, que pede para não citar seu sobrenome, trabalha para um diário local. Há um mês, foi avisado pela chefia de que deveria ou tirar uma folga ou trabalhar remotamente nesta semana.

Ele foi para Moscou ver amigos. No serviço público, segundo o site independente Groza, as férias forçadas foram implementadas de forma compulsória. Escolas estão fechadas, com aulas remotas até o dia 27, e dormitórios universitários foram desocupados para abrigar as forças de segurança que inundam a cidade.

“É chato, mas é óbvio. Há muita gente importante em Kazan”, diz Pavel. O líder chinês, Xi Jinping, é uma dessas pessoas. A delegação de Pequim, visivelmente a maior presente, com cerca de cem autoridades e respectivas equipes, ocupa todo o Hotel Mirage, próximo ao marco da cidade, o Kremlin local.

Na manhã desta terça, dia em que Xi deve se encontrar com o aliado Vladimir Putin de forma reservada, havia nada menos que cinco ônibus grandes e três vans de plantão ao redor do hotel. Os carros oficiais estavam junto ao prédio.

Entre eles havia algumas Mercedes Benz e modelos elétricos chineses, mas a estrela é a já famosa “limousine de Putin”, a russa Aurus Senat, presenteada pelo presidente ao ditador norte-coreano, Kim Jong-un. Reservada às principais autoridades, elas singram as ruas elegantes do centro de Kazan, bloqueadas por policiais.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, chegou na segunda numa delas, que estava reservada para o presidente Lula, que ficou em Brasília após cair e bate a cabeça.

Os bloqueios chamam a atenção. Na região central da cidade, em que estão hospedadas as delegações, há diversas ruas fechadas. Policiais com coletes fosforescentes adornam todas as esquinas, sem hipérbole.

Quem decidiu ficar na cidade, que com 1,3 milhão de habitantes é a quinta mais populosa da Rússia, foi orientado pelas autoridades a não sair sem identificação. Quando Vieira chegou ao Hotel Luciano, por exemplo, a rua tinha soldados fortemente armados, com balaclavas e fuzis.

Noves fora a evidente necessidade de proteger autoridades, é um lembrete de que a Rússia está em guerra. Neste ano, Kazan foi alvo de alguns ataques com drones da Ucrânia que forçaram o fechamento de seu aeroporto.

A guerra em si, que está excluída como tema do encontro dos Brics, é lembrada aqui e ali com cartazes incentivando o alistamento voluntário nas Forças Armadas como soldado profissional, algo que paga bem (cerca de R$ 17 mil mensais) para o padrão local.

Outra lembrança do conflito está no celular. O sinal de GPS é embaralhado em toda a cidade, tornando quase inúteis os Waze da vida. O motivo é atrapalhar o drone eventual. Desde a segunda (21), a qualidade do sinal de celular parece degradada para o velho e bom 3G. “Agora, internet só com o Wi-Fi”, diz uma atendente do centro de credenciamento da cúpula chamada Anna.

Kazan, capital da República do Tartaristão, é uma das joias turísticas da Rússia. Nos primeiros seis meses deste ano, recebeu 2 milhões de visitantes, a maioria composta por russos. É um aumento de 22% ante o mesmo período de 2023, e projeta um empate no nível de visitação anterior à guerra iniciada em 2022.

Agora, por obra da cúpula, eles estão ausentes. Para os donos de bares e restaurantes, que em Kazan compõem uma cena vibrante e condizente com a fama de relaxamento do local, que tem a população dividida entre muçulmanos e cristãos ortodoxos, os cerca de 20 mil membros de delegações viraram fonte de renda nesses dias.

No bar Zero, que fica numa rua paralela ao popular calçadão Bauman, diplomatas compunham boa parte do público na noite de domingo (20), por exemplo. Algumas baladas de gosto duvidoso, como a Coyote Ugly, nas mesma Bauman, também.



Leia Mais: Folha

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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