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Ex-funcionário da Stasi condenado a 10 anos por assassinato na fronteira de Berlim em 1974 | Notícias dos tribunais
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2 anos atrásem
Czeslaw Kukuczka foi baleado nas costas enquanto tentava fugir da Alemanha Oriental através do Muro de Berlim, em 29 de março de 1974.
Um ex-oficial da polícia secreta da Alemanha Oriental foi condenado a 10 anos de prisão por matar a tiros um polonês que tentava cruzar o Muro de Berlim para a Alemanha Ocidental há 50 anos.
O tribunal estadual de Berlim considerou na segunda-feira o ex-oficial da Stasi Martin Naumann, 80, culpado de assassinato por matar Czeslaw Kukuczka à queima-roupa enquanto ele tentava fugir pelo posto fronteiriço de Friedrichstrasse, em Berlim, em 29 de março de 1974.
O juiz Bernd Miczajka disse em suas observações sobre a sentença: “Não foi um ato de um indivíduo por motivos pessoais, mas planejado e executado impiedosamente pela Stasi”.
Miczajka acrescentou que o arguido disparou “no final de uma cadeia de comando”.
Antes do veredicto, Daniela Munkel, chefe dos arquivos da Stasi em Berlim, disse que a condenação teria “grande significado simbólico” nos esforços do país para expiar o regime nazi.
No entanto, o tribunal não aceitou o pedido do Ministério Público de Berlim para condenar Naumann a 12 anos de prisão.
O meio de comunicação alemão DPA informou que a advogada de Naumann, Andrea Liebscher, exigiu a absolvição depois de argumentar que não estava provado que o seu cliente disparou o tiro fatal.
Polícia secreta alemã
De acordo com pesquisas históricas recentes, no dia em que ocorreu o tiroteio fatal, Kukuczka foi à embaixada polaca em Berlim Oriental e ameaçou detonar uma bomba falsa, a menos que lhe fosse concedida passagem para Berlim Ocidental.
Os funcionários da embaixada aprovaram o seu pedido, ao mesmo tempo que alertavam as autoridades da Alemanha Oriental para a ameaça.
Depois que os funcionários da Stasi entregaram a Kukuczka seu visto de saída, ele foi conduzido ao cruzamento do “Palácio das Lágrimas”, onde foi baleado nas costas à queima-roupa.
Em vez de ser levado para um hospital próximo após o tiro, Kukuczka foi transportado para uma prisão da Stasi mais distante e sangrou até a morte.
De acordo com documentos de arquivo, a polícia secreta tinha ordens de “tornar inofensivo” Kukuczka, um termo comum no documento da Stasi para a liquidação de opositores políticos.
As investigações iniciais sobre a sua morte na década de 1990 não levaram a uma conclusão, mas o caso foi posteriormente retomado depois de a Polónia ter emitido um mandado de detenção europeu para Naumann em 2021.
Ele foi então acusado de assassinato em outubro do ano passado.
De acordo com registos oficiais do governo, 251 pessoas foram acusadas de crimes cometidos em nome da Stasi durante a década de 1990.
No entanto, dois terços dos processos penais terminaram com absolvição ou sem veredicto.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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