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Exame de DNA confirma que PF é pai de bebê que morreu após tomar 2 mamadeiras
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8 anos atrásem
O resultado do exame de DNA confirma que o policial federal Dheymersonn Cavalcante é pai da pequena Maria Cecília, de 2 meses, que morreu após tomar duas mamadeiras de leite artificial. Para a mãe da criança, a enfermeira Micilene Souza, o policial premeditou a morte da menina junto com a mãe dele porque não queria pagar pensão alimentícia.
O G1 entrou em contato com o policial, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta. A reportagem também tentou falar com o delegado responsável pelas investigações, Martin Hessel, mas não teve sucesso.
A informação foi confirmada pela advogada de Micilene, Vanessa Facundes. Segundo ela, o exame já estava pronto há cerca de uma semana, mas foi preciso entrar com um pedido no laboratório para que o resultado fosse retirado pela defesa, já que existe uma medida de restrição envolvendo os pais da bebê.
“Tinha um requisito para que os pais pegassem o resultado juntos, mas minha cliente não tem condições de pegar com ele, até porque ela tem uma medida protetiva. Aí, fiz um requerimento alegando todos os motivos, o laboratório acatou e a gente pegou a cópia nesta quarta”, disse a advogada.
Conforme Vanessa, caso o policial venha a ser indiciado ao final do inquérito que tramita na Polícia Civil, a confirmação da paternidade pode agravar a pena. “O resultado positivo se encaixa nos agravantes. Isso porque, em um crime de homicídio cometido pelo pai, a pena dele é agravada”, explicou.
Para Micilene, o resultado mostra que sempre falou a verdade, que nunca teve dúvidas sobre o resultado, e só fez o exame porque Cavalcante não queria ser o pai. Agora, espera que a justiça seja feita sobre o caso.
“Esse resultado só mostra que sempre falei a verdade. Sempre disse que ele era o pai. Ele é que tinha dúvidas. Então quero que seja feita a justiça, porque sendo pai e fez isso com a própria filha, é um erro muito grande”, disse.
Além disso, a mãe lamenta e diz que o papel dos pais é de amar, educar e criar os filhos. “Quando temos um filho, nossa responsabilidade é de educar de ensinar, principalmente amar e esse papel é do pai e da mãe”, lamenta sobre a perda.
Bebê de apenas dois meses morreu por broncoaspiração — Foto: Arquivo pessoal Bebê de apenas dois meses morreu por broncoaspiração — Foto: Arquivo pessoal
Bebê de apenas dois meses morreu por broncoaspiração — Foto: Arquivo pessoal
Morte após duas mamadeiras
A bebê de apenas dois meses morreu por broncoaspiração – insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas – no último dia 8 de março, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), depois de ingerir duas mamadeiras de leite artificial.
A mãe e a criança tinham viajado de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, para a capital acreana dias antes da menina morrer para fazer o teste de DNA pedido pelo policial. Micilene contou que quando descobriu que estava grávida ele se negou a registrar ou dar qualquer assistência.
A enfermeira relatou que o policial chegou a pedir para que ela interrompesse a gestação. Ainda segundo ela, Cavalcante insistiu para vê-la durante a gestação e, em dezembro do ano passado, eles se encontraram em um hotel em Cruzeiro do Sul. De acordo com ela, foi lá que o policial teria tentado fazê-la abortar ao dopá-la.
Policial Federal nega acusações
Em conversa por telefone com o G1 no dia 11 de março, o policial federal negou qualquer envolvimento na morte da filha e classificou as acusações como “absurdas”.
“Ainda estou sob efeito de medicamento, não estou muito bem, estou mal e ainda estou passando por isso. Foi uma história distorcida, são absurdos”, declarou o policial na época.
Cavalcante chegou a dizer que pretendia se posicionar sobre o caso quando estivesse mais calmo. Ele chamou de barbaridades as informações divulgadas em jornais e garantiu que nada condiz com a verdade.
“Entendo que a mãe estava desesperada, eu estava desesperado, minha mãe estava desesperada e tentamos socorrer de todas as maneiras. Estou muito abalado, não estou bem”, lamentou.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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8 horas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.