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Exército do Sudão enfrenta RSF pelo controle de refinaria de petróleo perto de Cartum | Notícias da guerra no Sudão
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Os combates também foram relatados em el-Fasher depois que a RSF emitiu um ultimato de 48 horas ao exército para deixar seu último reduto no país.
O exército sudanês e as Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF) estão envolvidos em combates perto da refinaria de petróleo al-Jili, a norte da capital Cartum.
O exército sudanês disse ter chegado às proximidades da refinaria estrategicamente importante na quarta-feira, após uma ofensiva multifacetada a norte de Cartumcom relatos de confrontos diretos com a RSF.
Testemunhas relataram nuvens de fumaça cobrindo o céu sobre vastas áreas de Cartum, com ativistas sudaneses das redes sociais circulando imagens mostrando o exército sudanês assumindo o controle da entrada da cidade.
“Nos últimos dias, o exército tem lançado uma ofensiva séria, avançando lentamente em direcção à refinaria”, disse Hiba Morgan da Al Jazeera, reportando de Cartum.
“É óbvio que o exército está a tentar recuperar o controlo, a tentar tomar o máximo de território possível… mas ainda não conseguiu obter o controlo da refinaria.”
Brigas também foram relatadas em el-Fashercom as tensões aumentando no início desta semana depois que a RSF emitiu um ultimato de 48 horas ao exército sudanês para deixar a cidade. Após o término do ultimato, o exército realizou ataques aéreos contra posições da RSF, de acordo com uma fonte militar que falou à Al Jazeera.
A fonte também relatou confrontos em torno do complexo de edifícios Zarqa, em Cartum Norte, com uso de armas pesadas de ambos os lados.
Repercussões no Sudão do Sul
O Sudão mergulhou num conflito em Abril de 2023, quando eclodiram tensões de longa data entre o chefe do exército Abdel Fattah al-Burhan e o líder da RSF, Mohamed Hamdan “Hemedti” Dagalo, num conflito que deslocou cerca de 12 milhões de pessoas.
A guerra continua a intensificar-se, com a RSF e o exército sudanês a acusarem-se mutuamente de crimes de guerrainclusive visando civis e bombardeando indiscriminadamente áreas residenciais, que resultaram na morte de dezenas de milhares de pessoas.
A agência da ONU para os refugiados, ACNUR, disse na terça-feira que mais de um milhão de pessoas fugiram da guerra sudanesa para o vizinho Sudão do Sul. A maior parte dos milhões de pessoas que atravessam a fronteira são cidadãos do Sudão do Sul que anteriormente fugiram da guerra civil no país mais novo do mundo, acrescentou.
Num desenvolvimento separado, as autoridades do Sudão do Sul suspenderam o acesso a plataformas de redes sociais, incluindo Facebook e TikTok, por um período mínimo de 30 dias, depois de vídeos dos alegados assassinatos de cidadãos sul-sudaneses no estado sudanês de Gezira terem desencadeado distúrbios.
Pelo menos 16 cidadãos sudaneses foram posteriormente mortos na semana passada, quando eclodiram tumultos em todo o Sudão do Sul, incluindo a capital Juba, em retaliação pelo alegado envolvimento de grupos militares e aliados do Sudão nos assassinatos de Gezira.
Napoleão Adok, chefe da Autoridade Nacional de Comunicações, escreveu aos fornecedores de serviços de Internet na quarta-feira e ordenou que cortassem os serviços até à meia-noite, afirmando que a revolta no Sudão “expôs a população do Sudão do Sul a níveis sem precedentes de violência extrema”.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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