Ícone do site Acre Notícias

Exército fez história ao indiciar quem liderou a c…

Matheus Leitão

Continua após publicidade

O Exército concluiu o Inquérito Policial Militar sobre a carta de militares da ativa e da reserva que incitava os comandantes militares a darem o golpe e impedirem a posse do presidente Lula.

Normalmente, quando chamam para a Justiça Militar fatos assim, as punições ficam nas advertências. Desta vez, três foram indiciados a penas que vão de dois a quatro anos de detenção.

O coronel da ativa Anderson Lima de Moura e dois da reserva Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso foram indiciados por indisciplina militar, que prevê de dois a quatro anos de prisão, e por crítica indevida, com pena de dois anos de detenção. Há um quarto coronel, também da ativa, sendo investigado ainda. Ele se chama Alexandre Castilho Bittencourt da Silva e conseguiu uma liminar que suspendeu parte da sindicância. Mas, como os outros, cometeu o mesmo crime.

Ainda faltam outros passos para que se possa dizer que a impunidade desses militares golpistas ficou para trás. A 2ª Procuradoria da Justiça Militar vai decidir se apresenta a denúncia ou pede novas diligências. Ao todo, o Exército investiga 46 oficiais que assinaram uma carta pedindo reação armada contra o resultado das eleições.

Tudo isso é grave. Gravíssimo. O país esteve, pela agitação golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro, muito perto de uma ruptura institucional. Faz bem o Exército agir. E que a Justiça Militar não proteja os companheiros de farda que cometeram indisciplina sim, mas também atentaram contra a Constituição e a democracia.



Leia Mais: Veja

Sair da versão mobile