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Extrema direita em posição forte enquanto a Roménia vota nas eleições presidenciais | Notícias Eleitorais
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O social-democrata Marcel Ciolacu e o ultradireitista George Simion são os que têm maior probabilidade de avançar para um segundo turno em 8 de dezembro.
A primeira volta das eleições presidenciais começou na Roménia, com os eleitores a escolherem um substituto para o Presidente cessante, Klaus Iohannis.
Os romenos vão escolher entre 13 candidatos no domingo, com os dois primeiros a passarem para uma segunda volta de votação no dia 8 de dezembro se nenhum candidato obtiver mais de 50 por cento dos votos na primeira volta.
Essa segunda votação presidencial pode ser entre o actual primeiro-ministro do Partido Social Democrata (PSD), Marcel Ciolacu, e o líder de extrema-direita da Aliança para a União dos Romenos (AUR), George Simion.
Às 12h00 GMT, o gabinete eleitoral central da Roménia disse que a participação eleitoral era de 27 por cento. Os romenos têm até às 19h GMT para votar.
Ciolacu lidera as pesquisas com 25 por cento em comparação com Simion, que segundo as pesquisas de opinião detém o apoio de 15 a 19 por cento do país.
O analista político romeno Cristian Pirvulescu disse que o partido AUR poderia obter um impulso nas eleições parlamentares marcadas para 1º de dezembro se Simion tiver um bom desempenho na votação presidencial, e outros eleitores de direita poderiam se unir em torno de Simion se ele chegar ao segundo turno.
“A democracia romena está em perigo pela primeira vez desde a queda do comunismo em 1989”, disse Pirvulescu à agência de notícias AFP.
O PSD de Ciolacu moldou a política do país desde 1990, mas estas eleições ocorrem num momento tumultuado no estado membro da União Europeia, em meio ao aumento da inflação e à guerra em curso na vizinha Ucrânia.
Simion conseguiu aproveitar uma crise de acessibilidade no país. Embora a inflação apresente uma tendência descendente desde o recorde de 10% do ano passado, o candidato da extrema-direita aproveitou as frustrações dos eleitores relativamente às questões económicas.

A inflação deverá ser de 5,5% até o final de 2024.
Simion opõe-se ao envio de ajuda militar para a Ucrânia – um país com o qual a Roménia partilha uma fronteira de 650 quilómetros (400 milhas).
Simion, que elogiou repetidamente o presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trumpaproveitou uma mensagem de extrema direita que parece estar crescendo em popularidade tanto nos EUA quanto Europa.
Tomando emprestado o manual de Trump, Simion alertou para uma possível fraude eleitoral e também se opôs ao envio de ajuda militar à Ucrânia.
Simion também fez campanha pela unificação com a Moldávia, que renovou a proibição de entrada no país por cinco anos.
“Estamos num ponto em que a Roménia pode facilmente desviar-se ou escorregar para um regime populista porque a insatisfação (dos eleitores) é muito grande entre muitas pessoas de todos os estratos sociais”, disse Cristian Andrei, consultor político, à agência de notícias Associated Press. “E a tentação para qualquer regime, qualquer líder, será seguir um caminho populista.”
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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