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Fazendas que fizeram pulverização de agrotóxicos em Xapuri não tinham autorização do Idaf

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A denúncia de que a pulverização de agrotóxicos realizada há cerca de uma semana na área de uma fazenda que faz limite com a Reserva Extrativista Chico Mendes pode ter atingido propriedades na unidade de conservação já está sob investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça de Xapuri.

Conforme noticiado anteriormente pelo ac24horas, moradores de algumas localidades da Resex que fazem divisa com a fazenda Soberana sentiram, por vários dias, o forte cheiro do produto pulverizado por um avião de pequeno porte, de prefixo PR-TAI, da empresa Ortiz, que pelo período de uma semana usou a pista de pouso de Xapuri como base de operação.

Lavouras de subsistência e vegetação nessas áreas foram afetadas pela pulverização, de acordo com o que relataram os moradores a um grupo de vereadores, entre os quais está o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, Elias Melo, o Menudo (PSD). Foi por meio dos parlamentares que o promotor de justiça Juleandro Martins foi noticiado do caso.

A partir desta segunda-feira, 17, o promotor passou a oficiar alguns órgãos públicos, entre eles o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em busca de informações a respeito do assunto. O representante do Ministério Público deverá também ouvir os moradores das áreas que alegam ter sido afetados de alguma maneira pelo produto pulverizado pela aeronave.

No ofício, o MPAC pede esclarecimentos sobre quem está realizando a pulverização; se a atividade foi autorizada pelos órgãos responsáveis; se foram observadas as normas estabelecidas por lei e as condições ideais de aplicação; a região/local em que foram aplicados os defensivos agrícolas; e outras informações que forem julgadas pertinentes.

ac24horas entrou em contato com o presidente do Imac, André Hassem, que afirmou ser o assunto de responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), órgão encarregado de fiscalizar e controlar o uso, comercialização e o transporte de agrotóxicos, além do destino final das embalagens, por meio da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.

Consultado, o engenheiro florestal Alex Elias Braga de Paula, auditor fiscal estadual agropecuário e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Idaf, disse que com base na Lei de Agrotóxicos do Estado do Acre (Lei nº 2.843 09/01/2014), não é proibida a aplicação de herbicidas via pulverização aérea no estado, porém há uma série de regramentos que precisam ser observados.

Entre as normas a serem obedecidas estão: respeitar os limites de áreas de preservação permanente e de unidades de conservação ou área de interesse ecológico de forma geral e observar a distância de 1.500 metros para áreas onde haja povoados, além de comunicado prévio no caso de haver moradores no interior das áreas da propriedade que onde o produtor será aplicado.

Há, também, a necessidade de entrar com um pedido prévio junto ao Idaf, informando ao órgão a área onde ocorrerá a aplicação, o plano de voo da propriedade, o tipo de produto que será usado, a área georreferenciada com o croqui da propriedade. Ainda é preciso entrar, junto ao Imac, com o pedido de viabilidade ambiental para que o Idaf libere ou não a pulverização.

“No caso dessa aplicação, eu posso afirmar que não foi solicitada nenhuma autorização para pulverização aérea nessa região. O Idaf não tem conhecimento dessa aplicação e, portanto, ela foi feita à revelia da lei e o produtor responsável vai ser penalizado, ou seja, vai ser multado pela lei 2.843 e as pessoas que se sentirem prejudicadas devem denunciar na delegacia da cidade, pois além da esfera administrativa ele pode responder na criminal”, disse.

ac24horas também apurou que outras fazendas usaram a pulverização aérea de herbicidas neste ano na região de Xapuri e municípios vizinhos. Geralmente, os defensivos são usados para combater a vegetação que afeta as pastagens. Em alguns casos, até mesmo a pastagem inteira é eliminada pelo produto aplicado para que a área receba uma nova semeadura de capim.

Desde a primeira abordagem que fez do assunto, nesta segunda-feira, 17, o ac24horas vem tentando conseguir o contato telefônico dos representantes da propriedade citada na reportagem sem, no entanto, obter sucesso até o fechamento desta publicação. O jornal se mantém à disposição deles para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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