ACRE
Febre aftosa ameaça rebanhos inteiros – DW – 21/01/2025
PUBLICADO
10 meses atrásem
Alemanha estava livre de febre aftosa (FA) desde 1988 — até que o vírus foi detectado em um rebanho de búfalos no estado de Brandemburgo, no início de janeiro de 2025.
No momento em que o vírus mortal foi detectado, as autoridades locais confirmaram que três animais tinham morrido e o resto do rebanho foi abatido. Coréia do Sul também proibiu rapidamente a importação de carne suína da Alemanha.
Mais de uma semana depois (19 de janeiro de 2025), a Alemanha Agricultura O Ministro Cem Özdemir advertiu que, embora o surto se limitasse ao de Brandemburgo, não haveria um regresso rápido à “normalidade”.
O que é a febre aftosa?
A febre aftosa é causada por aftovírus. É uma infecção viral altamente contagiosa que afeta principalmente animais de casco fendido. Isso inclui porcos domésticos e selvagens, vacas, ovelhas, cabras, búfalos e queridos. Mas girafas, camelos, hipopótamos e elefantes também podem adoecer com febre aftosa.
Os animais infectados desenvolvem bolhas cheias de líquido na boca, cascos e tetos. Quando as bolhas estouram, o fluido vaza e o vírus pode se espalhar e infectar outros animais.
O vírus também se espalha através do hálito, esterco, leite e cuspe. Indiretamente, o vírus é transmitido através de superfícies e outros objetos contaminados, como veículos de transporte de animais e roupas.
O que são doenças zoonóticas?
Para ver este vídeo, ative o JavaScript e considere atualizar para um navegador que suporta vídeo HTML5
A febre aftosa é frequentemente confundida com a doença mão-pé-boca (DMF). A DMPB apresenta sintomas semelhantes, mas afeta principalmente crianças pequenas. O órgão federal de saúde da Alemanha, o Instituto Robert Koch, alerta que as duas doenças não têm nada a ver uma com a outra: a DMPB afeta exclusivamente as pessoas.
Quão perigosa é a febre aftosa para pessoas e animais?
Após um período de incubação de dois a sete dias, o gado leiteiro tende a apresentar os piores sintomas: febre alta, apatia e falta de apetite.
Segundo o Instituto Friedrich Loeffler, órgão federal que pesquisa saúde animal, a maioria das infecções não é fatal. Mas os animais podem permanecer doentes por muito tempo e produzir significativamente menos leite. Em bovinos jovens, o vírus pode causar danos ao músculo cardíaco.
Embora a febre aftosa possa ser mortal para os animais, as infecções em humanos são frequentemente leves. Os sintomas incluem febre leve, bolhas ao redor da boca, dedos das mãos e dos pés – mas as bolhas cicatrizam em poucos dias.
Os humanos raramente são infectados após contato com animais. Como tal, a febre aftosa não é considerada um clássico doença zoonótica – uma infecção que se espalha entre animais e humanos.
Até agora, não há casos conhecidos de transmissão através de alimentos e bebidas ou infecções de humanos para humanos.
O Instituto Federal de Avaliação de Riscos da Alemanha, no entanto, aconselha cautela quando se trata do consumo de leite cru ou não pasteurizado, carne de porco congelada e carne enlatada, porque o vírus pode permanecer infeccioso nesses produtos durante meses.
O leite cru pode transmitir uma série de doenças infecciosasincluindo a gripe aviária.
Quão disseminada está a febre aftosa?
A febre aftosa é encontrada em todo o mundo. É endêmico em partes da África, Ásia e Oriente Médio.
O Instituto Friedrich Loeffler afirma que os alimentos importados ilegalmente destas regiões de alto risco representam uma ameaça constante para a Europa. Também é ilegal alimentar animais, como porcos, com restos de comida humana.
Quando essa proibição foi ignorada em 2001, levou a um grande surto de febre aftosa no Reino Unido. Seis milhões de animais foram abatidos nos esforços para impedir a propagação da doença. Na UE, o último surto conhecido ocorreu em 2011, na Bulgária.
Como é tratada a febre aftosa?
Não há tratamento para a febre aftosa. Até 1991, era lei da UE vacinar o gado contra a febre aftosa. Mas desde que se descobriu que mesmo os animais vacinados podem transportar o vírus durante anos, a vacina não tem sido administrada rotineiramente.
Como resultado, se um animal estiver infectado num rebanho ou numa exploração agrícola, todos os animais são abatidos para impedir a propagação da infecção. Os estábulos e os transportadores têm de ser intensamente desinfetados, porque o vírus também é extremamente resistente. Pode sobreviver e permanecer infeccioso em superfícies, objetos e no feno durante meses.
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
29 de novembro de 2025As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.
A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”
A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”
Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”
A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.
Relacionado
ACRE
Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
27 de novembro de 2025Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.
Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.
O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.
“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.
Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
27 de novembro de 2025Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”
Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.
Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.
Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.
Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”
A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.
Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE4 dias agoIV WORKSHOP DE EMPRESAS JUNIORES
ACRE3 dias agoUfac realiza confraternização com estudantes do Campus Floresta — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac abre 9ª Semana de Engenharia Elétrica destacando inovação e mercado — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUFAC realiza 5º Workshop do PPG em Ciência da Computação — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login