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“Felizmente moro na Normandia. A bebida local é cidra e é barata”
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2 anos atrásem
“Dizem que todos os gostos estão na natureza, mas isso não é verdade: todas as pessoas têm o mesmo.” um amigo que administra pousadas em Gers me disse no início do feriado do Dia de Todos os Santos. Seus visitantes são sensíveis aos mesmos detalhes. Prova disso é a semelhança dos comentários que deixam online.
Airbnb tem 16 anos, plataformas de troca de apartamentos o dobro. Tantos anos em que indivíduos que alugam ou trocam alojamento para férias apuraram esta experiência de acolher pessoas que não conhecem, fingindo conhecê-las. Tantos anos em que foram oferecidas garrafas de cidra (a cidra é local, é barata e não muito alcoólica).
Mas o encanto do convívio tornou-se codificado; ter atenção personalizada agora requer criatividade adicional. “Prepare a casa como se fosse receber amigos: arrume, limpe e abra espaço para os pertences deles! “, diz o e-mail que a HomeExchange envia aos seus anfitriões uma semana antes da chegada dos convidados. Ele também especifica: “Não há necessidade de tirar freneticamente a poeira do topo dos armários, fingir que está recebendo amigos ou familiares. » A diferença entre a hospitalidade sincera e o serviço de concierge está, portanto, num pouco de pó em cima dos móveis.
Como podemos reconhecê-los?
Quando é anunciada a chegada dos visitantes, eles recolhem freneticamente tudo o que sobra e amontoam a bagunça num pequeno depósito, cuja porta trancam. Eles esvaziam alguns armários, “para abrir espaço para eles”, mas nunca as gavetas (quem viaja com os papéis?). Eles levam grandes sacolas com pertences para o porão, que esquecerão de trazer de volta depois que os convidados forem embora. Descobrem as raízes regionais e decidem deixar sobre a mesa um cesto de ervas da Provença, sabonete de Marselha, bolo bretão ou qualquer coisa que prove que são de algum lugar. Chegado o prazo, sobrecarregados pelo desafio da arrumação, acrescentam uma frase ao seu perfil na plataforma de aluguer ou troca, como: “Este não é um apartamento mobiliado, mas nossa residência principal. É, portanto, uma casa viva. » Eles não especificam que não tiraram o pó.
Como eles falam
“A cozinha, muito clara!” » “Esvaziamos um armário por quarto e empilhamos tudo em outro. » “Sempre volto duas horas antes dos convidados chegarem, foi assim que tirei um rato morto do banheiro. » “É preciso passar um quarto de hora na chegada e na saída com eles para conversar. » “Coloquei livros nos quartos, tipo O Pequeno Príncipe e um livro em inglês. Ninguém mais lê de qualquer maneira. » “Felizmente moro na Normandia. A bebida local é a cidra. Deixo uma garrafa com suco de maçã orgânico que ninguém toca. » “Deixo um pote de compota caseira, mas não comigo. » “Se você escreve um bilhetinho, tem que escrever à mão e assinar só com o primeiro nome, é mais íntimo. » “Alguém comentou que gostou dos cupcakes. Receio ter que colocar alguns para todos agora. » “Você diz: “Não hesite em me incomodar”… ainda há quem o faça. »
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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