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Fifa acusada novamente de riscos aos direitos humanos na candidatura da Arábia Saudita à Copa do Mundo | Fifa
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2 anos atrásem
Paul MacInnes
A FIFA foi acusada pela segunda vez de não abordar as preocupações sobre os riscos aos direitos humanos em Arábia Sauditadois meses antes de o estado do Golfo ser confirmado como anfitrião da Copa do Mundo.
A Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira, um sindicato que trabalhou com Fifa sobre reformas de governação e que já assinou um memorando de entendimento com o órgão governamental, diz que foi ignorado nas tentativas de discutir a exploração de trabalhadores estrangeiros na Arábia Saudita.
Em Junho, a ICM apresentou uma queixa à Organização Internacional do Trabalho que alegava “uma epidemia de abusos” contra trabalhadores migrantes no reino do Golfo. Entre os exemplos citados estava o caso de milhares de trabalhadores filipinos que estariam à espera de uma solução financeira do Estado saudita depois de lhes terem sido negados salários, muitas vezes ao longo de anos, pelos seus antigos empregadores. A ICM afirma que vários pedidos subsequentes à FIFA “para encetar um diálogo sobre estes abusos e estabelecer condições rigorosas para a organização” não foram atendidos.
Ambet Yuson, secretário-geral do ICM, fez parte do conselho consultivo de direitos humanos da Fifa até sua dissolução em 2020. Ele acusou a Fifa de conduzir um processo de licitação “sem qualquer avaliação robusta” e disse que conceder o prêmio Copa do Mundo para a Arábia Saudita arriscava uma “mancha permanente” no mundo do esporte.
“Recompensar a Arábia Saudita com a Copa do Mundo FIFA de 2034 sem qualquer avaliação robusta e quaisquer mecanismos em vigor para evitar novos abusos é endossar a exploração e a injustiça no cenário global”, disse Yuson.
“Embora nenhuma avaliação credível dos planos sauditas de direitos humanos possa ser feita sem a contribuição de organizações independentes no terreno, a Fifa deve assumir imediatamente a responsabilidade e usar a sua influência para garantir justiça aos milhares de trabalhadores a quem foram negados os seus direitos mais básicos por mais tempo. mais de uma década. A hora de agir é agora – antes que qualquer decisão seja finalizada e a injustiça se torne uma mancha permanente no mundo do esporte.”
A intervenção do BWI ocorre menos de duas semanas depois de um grupo de importantes advogados disse que a Fifa não conseguiu se envolver com eles sobre uma submissão legal relativa aos direitos humanos no reino. O grupo, que incluía um ex-presidente do comitê de governança independente da Fifa, disse que a resposta “simplesmente não foi boa o suficiente” e argumentou que a Fifa estava “lidando com o diabo” ao levar o torneio para o reino.
A queixa da IBW à Organização Internacional do Trabalho registou violações dos direitos humanos contra 21.000 trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, incluindo trabalhadores das Filipinas, Nepal, Paquistão, Índia e Bangladesh que trabalharam na construção de infra-estruturas sauditas.
O sindicato diz que as respostas às reclamações do governo saudita têm sido lentas. Cita o exemplo de 8.830 trabalhadores filipinos da agora liquidada empresa Saudi Oger que ficaram sem salário, segundo depoimentos de trabalhadores, por vezes durante anos. A IBW afirma que apenas 1.352 foram compensados pelas perdas e outros foram forçados a contrair empréstimos para cobrir despesas familiares.
após a promoção do boletim informativo
Em dezembro, a Fifa deverá confirmar que a Arábia Saudita, única candidata, ganhará o direito de sediar a Copa do Mundo de 2034. O órgão diretivo está compilando “relatórios de avaliação de propostas” que serão publicados antes da decisão. Um dos três componentes centrais da avaliação é um “relatório de risco” que, entre outros critérios, avalia a sustentabilidade e os direitos humanos.
A ICM argumenta que, com os sindicatos e as organizações não-governamentais estrangeiras banidas na Arábia Saudita, é vital que a Fifa tenha em conta quaisquer submissões que dêem uma imagem da vida no terreno no país. O Artigo 7 da política de direitos humanos da FIFA diz: “A FIFA irá envolver-se construtivamente com as autoridades relevantes e outras partes interessadas e fará todos os esforços para defender as suas responsabilidades internacionais em matéria de direitos humanos”.
A Fifa e o ministério saudita de recursos humanos e desenvolvimento social foram contatados para comentar o assunto.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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