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Hezbollah diz ter lançado rajadas de foguetes em Israel – 22/10/2024 – Mundo

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O Hezbollah afirmou ter lançado rajadas de foguetes contra duas bases importantes perto de Tel Aviv e uma base naval a oeste de Haifa nesta terça-feira (22), enquanto o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, estava prestes a chegar a Israel para iniciar mais uma tentativa de alcançar um cessar-fogo.

Os esforços diplomáticos até agora falharam em pôr fim à guerra de Gaza, que já dura um ano, e ao conflito derivado entre o grupo armado libanês Hezbollah e Israel, que se intensificou nas últimas semanas, principalmente na fronteira sul do Líbano.

Após uma noite intensa de ataques israelenses no sul do Líbano e nos subúrbios ao sul de sua capital, o Hezbollah afirmou ter disparado foguetes contra a base Glilot, usada pela Unidade 8200 da inteligência militar de Israel, e a área de Nirit nos subúrbios de Tel Aviv.

O grupo também afirmou ter disparado foguetes contra uma base naval fora da cidade portuária de Haifa, mais ao norte.

Não houve relatos imediatos de vítimas. As autoridades israelenses disseram que sirenes de alerta aéreo foram ativadas em áreas ao sudeste de Tel Aviv devido a um projétil. Outras sirenes soaram em Tel Aviv.

As defesas aéreas de Israel interceptaram a vasta maioria dos mísseis e drones disparados contra o país desde o início da guerra em Gaza.

A viagem de Blinken à região é a 11ª desde o ataque a Israel pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. A visita ocorre enquanto Israel intensifica sua campanha militar contra militantes apoiados pelo Irã – Hamas na Faixa de Gaza e Hezbollah no Líbano.

Blinken buscará reviver as negociações para encerrar a guerra em Gaza e desarmar o conflito no Líbano, em uma visita de uma semana ao Oriente Médio que também inclui Jordânia e Doha.

Em Israel, ele discutirá a retaliação de Israel pelo ataque de mísseis balísticos do Irã em 1º de outubro, disse um alto funcionário do Departamento de Estado, falando sob condição de anonimato.

Uma retaliação poderia desestabilizar os mercados de petróleo e corre o risco de desencadear uma guerra total entre os arqui-inimigos.

Na semana passada, Blinken e o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, escreveram a autoridades israelenses exigindo medidas concretas para abordar a situação cada vez pior em Gaza, ou enfrentar potenciais restrições à ajuda militar dos EUA.

O funcionário dos EUA disse que, em reuniões com Israel e países árabes, Blinken se aprofundará nas questões do “dia seguinte”, particularmente segurança, governança e reconstrução. Ter planos detalhados para cada uma dessas áreas tem sido visto como pré-requisitos para alcançar qualquer resolução duradoura para o conflito.

Especialistas dizem que Hamas e Israel permanecem profundamente em desacordo e é improvável que façam concessões significativas antes da eleição presidencial dos EUA em 5 de novembro, que pode alterar a política americana.

“É muito difícil imaginar” que Blinken consiga um avanço esta semana, disse Aaron David Miller, um pesquisador sênior da Carnegie Endowment for International Peace, dado que nem Hamas nem Netanyahu têm urgência em acabar com a guerra.

“Aproveitar o momento é um conceito fundamentalmente enganoso neste caso, porque não estou certo de que haja um momento”, disse Miller.

No último mês, Israel assassinou os líderes do Hezbollah no Líbano e do Hamas em Gaza, sem mostrar sinais de conter suas ofensivas terrestres e aéreas.

A administração Biden apresentou o assassinato do líder do Hamas, Yahya Sinwar, pelo Exército israelense na semana passada como uma possível abertura que finalmente pavimentaria o caminho para acabar com a guerra em Gaza, mas o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu diz que a luta continuará.

Sinwar foi um dos supostos mentores do ataque de 7 de outubro a comunidades israelenses que matou cerca de 1.200 pessoas, com cerca de 253 levadas de volta a Gaza como reféns, de acordo com contagens israelenses.

O bombardeio subsequente de Gaza por Israel matou mais de 42.500 palestinos, com outros 10.000 mortos não contabilizados que se acredita estarem sob os escombros, dizem as autoridades de saúde de Gaza.

O enviado dos EUA, Amos Hochstein, realizou conversas com autoridades libanesas em Beirute na segunda-feira sobre as condições para um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah.

Hochstein disse que “não é suficiente” que ambos os lados se comprometam com a resolução 1701 da ONU, que encerrou a última rodada de conflito entre Israel e Hezbollah em 2006 e que exige que o sul do Líbano esteja livre de quaisquer tropas ou armas além das do estado libanês.

Ele disse que nem Hezbollah nem Israel implementaram adequadamente a resolução da ONU e que, embora ela fosse a base para o fim das hostilidades atuais, os EUA estavam buscando determinar o que mais precisava ser feito para garantir que fosse implementada “de forma justa, precisa e transparente”.

O Ministério da Saúde do Líbano disse na segunda-feira (21) que o número de mortos desde o início da ofensiva de Israel havia subido para 2.483, com 11.628 feridos. As autoridades israelenses dizem que 59 pessoas foram mortas no norte de Israel e nas Colinas de Golã ocupadas durante o mesmo período.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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