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Forças israelenses invadem escola em Gaza que abriga deslocados, matando pelo menos 15 | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Pelo menos 15 palestinos foram mortos depois que as forças israelenses invadiram uma escola em Gaza que abrigava pessoas deslocadas, disseram fontes à Al Jazeera, em meio a uma onda de ataques no território palestino sitiado, matando dezenas de outras pessoas, incluindo dois jornalistas durante a noite.

Testemunhas disseram à Al Jazeera que vários outros também ficaram feridos no ataque israelense à Escola Khalil Oweida em Beit Hanoon no norte de Gaza no domingo.

Hani Mahmoud, da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, citou testemunhas que disseram que muitos dos feridos durante o ataque à escola sofreram “ferimentos graves”.

“Eles não têm para onde ir porque as forças militares israelitas estão a cercar a área com tanques e veículos blindados e a atacar a escola com artilharia pesada”, disse ele.

Entre os mortos estava uma família de quatro pessoas, incluindo duas crianças, depois que a sala de aula onde estavam abrigados foi “atingida diretamente” pelo fogo de artilharia.

“Muitos dos feridos estão no pátio da escola e dentro das outras salas de aula. Eles não podem receber nenhum tratamento porque nenhum dos hospitais em Beit Hanoon está operacional”, disse ele, notando que o ataque à escola aconteceu “sem aviso prévio”.

A agência de notícias palestina WAFA também confirmou as 15 mortes.

A WAFA informou que aqueles que permaneceram na escola sitiada, muitos deles mulheres e crianças, estavam a ser forçados a abandonar a área e a dirigir-se para um posto de controlo militar instalado na rua Salah al-Din. Vários dos homens teriam sido detidos.

O cerco à escola ainda está em andamento.

Uma menina palestina deslocada internamente fica entre tendas destruídas dentro do Estádio al-Dura após um ataque aéreo israelense no oeste de Deir el-Balah, centro da Faixa de Gaza (Mohammed Saber/EPA)

Ao todo, pelo menos 46 palestinianos foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde do território sitiado, acrescentando que cinco “massacres” foram cometidos pelas forças israelitas durante o mesmo período.

Do total de mortos, pelo menos 14 foram registados no sul da Cidade de Gaza, incluindo no bairro de Sheikh Radwan, onde um ataque israelita atingiu um edifício residencial na área de Abu Iskandar.

Os nossos colegas da Al Jazeera Árabe também relataram que quatro dessas mortes foram causadas por um ataque israelita a uma casa na rua al-Nafaq, no centro da cidade de Gaza.

Três outras pessoas foram mortas num ataque separado a uma casa no bairro de Zeitoun, a sul da Cidade de Gaza.

A agência de notícias palestina WAFA confirmou que um ataque aéreo israelense atingiu uma tenda que abrigava pessoas deslocadas em Beit Hanoon, matando vários civis e ferindo muitos outros.

Outros dois foram mortos após um ataque israelense separado na área ao redor do Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, acrescentou a WAFA.

Quatro palestinos também foram mortos em Shujayea, Khan Younis.

Pelo menos 135 outras pessoas ficaram feridas nos ataques israelenses no domingo.

Os ataques e bombardeios mortais israelenses acontecem apenas um dia depois que as forças israelenses mataram várias pessoas após atingindo uma escola na cidade de Gaza, e apenas dois dias depois de um massacre no campo de refugiados de Nuseirat.

Enquanto isso, Mahmoud da Al Jazeera confirmou no domingo que o jornalista palestino Mohammed Jabr al-Qrinawi foi morto junto com sua esposa e filhos em um ataque aéreo israelense que teve como alvo sua casa no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza, na noite de sábado.

O Al-Ahram, com sede no Egito, informou que al-Qrinawi era afiliado à Agência de Notícias Sanad, uma entidade distinta da Unidade de Verificação Sanad da Al Jazeera. Al-Qrinawi foi o segundo jornalista morto no sábado.

No início do sábado, a Al Mashhad Media disse que o seu jornalista Mohammed Balousha foi morto num ataque israelita em Gaza.

George Eid, diretor de notícias do Al Mashhad, confirmou o assassinato de Balousha, dizendo que foi um ataque direcionado.

Balousha foi o jornalista palestino que divulgou a história dos corpos em decomposição de bebês prematuros na UTI, que foram deixados para morrer pelas forças israelenses no Hospital al-Nasr no ano passado.

Os assassinatos separados de al-Qrinawi e Balousha elevam o número de mortos de jornalistas palestinianos para 196. O Comité para a Proteção dos Jornalistas compilou registos de pelo menos 137 jornalistas palestinianos mortos.

Na terça-feira, dois separados relatórios de organizações de liberdade de imprensa disseram que Israel realizou um “massacre” de jornalistas em Gaza.

O governo israelense negou as acusações.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 44.976 palestinos foram mortos pelas forças israelenses desde 7 de outubro de 2023.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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