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Fragmento gigante se solta do maior iceberg do mundo – 31/01/2025 – Ambiente

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Um fragmento quase tão grande quanto a cidade de Paris se desprendeu do maior iceberg do mundo na Antártida, um evento que ocorre pela primeira vez e está sendo monitorado por satélites, informou um grupo de cientistas nesta sexta-feira (31) à agência AFP.

O maior iceberg do mundo é uma enorme plataforma de gelo com 80 km de comprimento e uma área de 3.360 km2. O bloco se separou da Antártida em 1986.

Após permanecer por décadas no local, o iceberg começou a se mover lentamente em direção à ilha britânica Geórgia do Sul, mais ao norte, desde dezembro, sendo levado por fortes correntes oceânicas.

Até então, esse gigante de gelo, conhecido como A23a, tinha permanecido praticamente intacto.

No entanto, imagens desta sexta-feira capturadas por um satélite europeu, analisadas pela AFP e confirmadas por dois cientistas, mostram que uma porção de aproximadamente 19 km de comprimento e 6 km em sua parte mais larga se desprendeu.

O fragmento, com quase 79 km², de acordo com medições por satélite, agora está à deriva nas águas.

“Sem dúvida, é a primeira parte significativa do iceberg que apareceu até hoje”, afirmou o oceanógrafo Andrew Meijers, do British Antarctic Survey, que monitora de perto o iceberg.

Soledad Tiranti, glacióloga que está a bordo do quebra-gelo ARA Almirante Irízar da Marinha argentina, também confirmou à AFP que um pedaço se desprendeu.

Segundo Meijers, os icebergs possuem fissuras profundas e, embora esse espécime monumental tenha diminuído com o tempo e tenha perdido anteriormente um pedaço muito menor, ele havia “resistido bem”.

“É um sinal de que essas rachaduras começaram a se romper”, avaliou.

No passado, outros icebergs gigantes desmoronaram “relativamente rápido, em questão de algumas semanas”, uma vez que começaram a perder grandes pedaços.

No entanto, os especialistas consideram difícil afirmar se essa fragmentação é uma prova de uma mudança muito maior em andamento.

“A forma como essas coisas desmoronam não é exatamente uma ciência exata”, disse Meijers. “Realmente é difícil dizer se vai se partir em mil pedaços ou se vai continuar intacto.”

Segundo ele, é improvável que a trajetória do A23a em direção à ilha Geórgia do Sul, uma zona de alimentação crucial para espécies de focas e pinguins, mude devido à perda desse pedaço.

Mas uma fragmentação adicional reduziria a ameaça à fauna, já que os animais poderiam se movimentar mais facilmente no oceano entre blocos de gelo menores para encontrar comida, acrescentou o oceanógrafo.



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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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