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França empata com Israel na Liga das Nações – 14/11/2024 – Esporte

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André Fontenelle

Em um jogo que chamou mais a atenção pelas ocorrências fora de campo do que dentro, França e Israel empataram sem gols nesta quinta (14) no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris.

Sem sua maior estrela, Kylian Mbappé, a França mostrou pouca competência nas finalizações, diante de um time de Israel que, vindo de quatro derrotas seguidas, só se defendeu. O resultado, porém, bastou para que os donos da casa se classificassem para as quartas de final da Liga das Nações.

A partida foi disputada em clima tenso, com a guerra no Oriente Médio como pano de fundo. Um esquema de segurança de “padrão olímpico” foi montado para o jogo, com 4.000 policiais e um extenso perímetro de segurança em torno do Stade de France.

Apenas 15 mil ingressos foram colocados à venda, em um estádio com capacidade para 78 mil. As entradas eram nominais, exigindo-se a apresentação de um documento com foto para passar pelas catracas. Foram proibidas mochilas e garrafas com líquidos. Calcula-se que o esquema de segurança custou € 3,5 milhões (cerca de R$ 21 milhões).

O governo israelense recomendou a seus cidadãos que não fossem ao estádio. No entanto, cerca de 700 torcedores de Israel, em dois setores isolados do restante do público, assistiram à partida. Havia ainda muitos apoiadores misturados entre os franceses, portando bandeiras dos dois países.

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu ir ao Stade de France em um gesto de apoio aos israelenses. Não é rara a presença presidencial em partidas da seleção, mas em geral isso ocorre em confrontos mais importantes, contra adversários mais tradicionais. Também compareceram ao estádio os ex-presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande e o primeiro-ministro Michel Barnier.

Rodolphe Giquel, morador do norte da França e frequentador dos jogos da seleção, lamentou, ao lado do filho, que a polêmica tenha resultado em arquibancadas vazias. “Sempre ouvi que no esporte as histórias de política não deveriam fazer parte. O clima não vai ser o mesmo”, disse antes do início da partida.

Por sua vez, Jean-Michel Zerbib, judeu e morador de Paris, fez questão de ir ao jogo com três amigos e as bandeiras da França e de Israel. “Houve uma instrumentalização política do jogo. Por isso vim manifestar meu apoio. Sou francês, mas Israel é meu país do coração.”

No início do mês, torcedores do PSG desfraldaram um bandeirão com os dizeres “Free Palestine” em uma partida da Champions League no Parc des Princes. Bandeiras como aquela foram proibidas no jogo desta quinta.

Todo o esquema de segurança não impediu que a torcida francesa vaiasse os israelenses em vários momentos: na apresentação das equipes antes do início da partida, durante a execução do hino nacional e nos primeiros momentos em que a seleção adversária teve a posse de bola.

Aos 11 minutos do primeiro tempo houve um aparente princípio de briga no anel intermediário das arquibancadas, atrás de um dos gols, logo debandado por funcionários da segurança. De acordo com a agência de notícias AFP, um policial que estava no local evitou confirmar o motivo da briga, porque as circunstâncias não estavam claras.

Segundo o jornal francês Le Monde, os torcedores israelenses cantaram “Libertem os reféns”, em referência aos cerca de cem israelenses que ainda estão sob o controle do Hamas em Gaza desde 7 de outubro de 2023.

O clima voltou a ficar mais tenso no final do jogo. Aos 39 minutos do segundo tempo alguns torcedores começaram a gritar “Viva a Palestina”. Vários outros tentaram exibir bandeiras da Palestina e do Líbano, mas foram repreendidos pela segurança.

Ao final da partida, os jogadores de Israel saudaram seus torcedores. No alto-falante pediu-se que a torcida visitante aguardasse dez minutos antes de sair.

Do lado francês, dentro de campo chamou a atenção a ausência do astro Kylian Mbappé. Foi a segunda vez consecutiva que o atacante do Real Madrid, envolvido em um processo por acusação de estupro na Suécia, não foi convocado. O técnico Didier Deschamps não revelou o motivo da não convocação. Na bolha da ultradireita nas redes sociais, surgiu o boato de que Mbappé se recusou a enfrentar os israelenses por apoiar a causa palestina.

Manifestantes realizaram um ato contra Israel duas horas antes do jogo, em Saint-Denis, fora do perímetro de segurança do estádio. Alguns políticos de esquerda chegaram a pedir o cancelamento ou a transferência da partida.

Na véspera, um grupo israelense de ultradireita realizou um evento em Paris para homenagear Bezalel Smotrich, ministro israelense das Finanças, conhecido por suas declarações polêmicas contra os árabes. Militantes pró-Palestina organizaram protestos em frente ao local do evento. Smotrich acabou cancelando a viagem à França.

Pancadaria em Amsterdã

A tensão em torno de França x Israel se deveu a incidentes ocorridos na semana anterior na Holanda, antes e depois de um jogo entre o Ajax, de Amsterdã, e o Maccabi, de Tel Aviv, pela Liga Europa, um dos torneios interclubes do continente.

Vídeos publicados em redes sociais mostraram torcedores do Maccabi sendo violentamente agredidos em diferentes pontos do entorno do estádio do Ajax. Outras imagens sugerem que hooligans israelenses entoaram cânticos islamofóbicos e arrancaram uma bandeira palestina estendida na janela de um apartamento.

Foram presos 62 torcedores e cinco pessoas foram hospitalizadas com ferimentos leves, segundo as autoridades holandesas.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, mandou dois aviões a Amsterdã para buscar os torcedores do Maccabi.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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