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Franceses dizem ‘não’ por mais tempo, já que dados mostram aumento na idade para perder a virgindade | França
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2 anos atrásem
Daniel Boffey in Paris
Os franceses têm uma certa reputação quando se trata do competir de amor. Mas o mais recente estudo nacional sobre o comportamento sexual do país pode oferecer uma razão para repensar.
De acordo com as conclusões do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica, a idade em que os franceses fazem sexo pela primeira vez está a aumentar.
A idade média da primeira relação sexual, definida como a idade em que metade da população perdeu a virgindade, era de 17,3 anos em 2010.
O último estudo com 31.518 pessoas descobriu que, em 2023, a idade média em que as mulheres perderam a virgindade era de 18,2 anos e de 17,7 para os homens.
A tendência parece ser uma inversão da abordagem cada vez mais laissez-faire da sociedade francesa na segunda metade do século passado.
A idade em que as mulheres perderam a virgindade diminuiu quase três anos entre o início da década de 1960 e meados da década de 2000 (20,1 anos em comparação com 17,3 anos) e um ano e meio para os homens (18,8 anos em comparação com 17,3 anos).
O estudo sugere que nem tudo está perdido para a reputação do amante francês, memoravelmente polido por nomes como o cantor e compositor Serge Gainsbourg e pela literatura erótica de Pierre Choderlos de Laclos, autor de Ligações Perigosas. O número de parceiros sexuais ao longo da vida está a aumentar França.
O número médio de parceiros entre mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos que tiveram relações sexuais era de 3,4 em 1992, mas aumentou para 4,5 em 2006 e 7,9 em 2023.
Para os homens, estes números mantiveram-se estáveis entre 1992 e 2006 (11,2 e 11,9, respetivamente), mas aumentaram significativamente para uma média de 16,4 parceiros em 2023.
Mas, olhando para trás os números, a tendência em torno da actividade sexual real é nitidamente decrescente: em 1992, 86,4% das mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos afirmaram ter tido relações sexuais no ano anterior. Esse número caiu para 82,9% em 2006 e fixou-se em 77,2% em 2023. Entre os homens, o número caiu de 92,1% em 1992 para 89,1% em 2006 e 81,6% em 2023.
Os autores do estudo afirmaram que as tendências mostram um “paradoxo contemporâneo da sexualidade” caracterizado por “maior diversidade ao mesmo tempo que menor intensidade”.
“As razões para essas tendências são múltiplas. Em primeiro lugar, deve-se notar que as mulheres e os homens com menos de 69 anos em França têm menos probabilidades de manter um relacionamento hoje do que nas décadas anteriores”, afirmaram.
“Os períodos sem parceiro estável são, portanto, mais numerosos em 2023 do que no passado. O desenvolvimento da sexualidade nos espaços digitais também contribui, especialmente entre os mais jovens, para transformar a experiência da sexualidade, que já não é vivida apenas no espaço físico, mas também no espaço digital.”
Acrescentam: “Finalmente, outros estudos mostram que a pandemia de Covid-19, e em particular os períodos de confinamento, contribuíram para alterar a longo prazo a saúde mental dos mais jovens, o que pode ter alterado as suas expectativas em relação à sexualidade”.
O estudo sugere que esta tendência também foi observada na Dinamarca, Noruega, Suécia e EUA.
O primeiro estudo da sexualidade francesa da série foi realizado em 1970 e o último relatório levou cinco anos para ser elaborado e abrange a França continental e os territórios ultramarinos da Martinica, Guadalupe, Guiana e Reunião.
Não houve estudos de massa semelhantes no Reino Unido, mas uma pesquisa publicada no Journal of Sexo Uma pesquisa do ano passado sugeriu que o número de adolescentes britânicos que tiveram a sua primeira experiência sexual aos 15 anos diminuiu até um terço na última década. O estudo descobriu que 23,6% das meninas britânicas relataram ter feito sexo aos 15 anos, em comparação com 22,8% dos meninos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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