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François Bayrou reúne-se com sindicatos de agricultores

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Eles estão há mais de um ano em mobilização e são o quarto primeiro-ministro. Particularmente perturbados no meio do campo para as câmaras de agricultura, os principais sindicatos agrícolas foram recebidos na manhã de segunda-feira, 13 de janeiro, em Matignon, por François Bayrou. O Primeiro-Ministro reúne sucessivamente, a partir das 8h30 e durante uma hora cada, a FNSEA, os Jovens Agricultores (JA), a Coordenação Rural (CR) e a Confederação Camponesa.

Com estas reuniões organizadas na véspera da sua declaração de política geral, é uma questão de “fazer um balanço da situação sobre os vários assuntos que são bem conhecidos e acompanhados de perto pela Primeira-Ministra e pela Ministra da Agricultura, Annie Genevard”enfatizamos em Matignon, onde estamos falando de um “estado de espírito de escuta e troca”.

Depois de um ano de 2024 marcado por fortes riscos climáticos, más colheitas e um surto de doenças animais, os agricultores relançaram o seu movimento de protesto neste outono, de forma dispersa.

A aliança sindical maioritária, FNSEA-JA, aguarda um calendário para cumprir as promessas obtidas na sequência da sua mobilização no início do ano, mas atrasadas pela dissolução e depois pela censura: seguimento da lei de orientação agrícola, ajuda de emergência, medidas fiscais , «simplificação»…

“Dissemos ao primeiro-ministro que estamos numa corrida contra o tempo para encontrar soluções”declarou o presidente da FNSEA, Arnaud Rousseau, no final desta reunião na presença de Annie Genevard. “Dissemos que este contra-relógio também teve uma reunião de palco que é a Mostra Agrícola que acontecerá a partir do dia 22 de fevereiro”acrescentou. Uma retórica retomada pelos Jovens Agricultores (JA), recebida na sequência da FNSEA, perante a Coordenação Rural e a Confederação Camponesa.

“Estima-se que o final do primeiro trimestre seja um bom momento para avaliação”declarou no pátio de Matignon o seu presidente, Pierrick Horel, para quem a apresentação do orçamento à Assembleia deverá também permitir uma primeira medida da acção do governo para os agricultores. “A ausência de anúncios concretos pode reacender o fogo”ele havia avisado no dia anterior, em Os Ecos. “Queremos ter uma Feira Agrícola melhor que a do ano passado. »

“Manter a agricultura na França”

“Não se trata de voltar atrás nas promessas feitas em 2024”já anunciamos em Matignon, referindo-nos em particular às medidas de simplificação ou à resposta à emergência sanitária e económica. François Bayrou, que muitas vezes destacou as suas raízes camponesas, reúne-se com os sindicatos em plena campanha para as eleições nas câmaras da agricultura, que decorrerão de 15 a 31 de janeiro.

A Coordenação Rural, cuja delegação é atualmente recebida por François Bayrou, pretende exigir duas medidas imediatas, segundo o seu secretário-geral, Christian Convers: “Um compromisso preciso com a igualdade de padrões a nível europeu e também com a cessação dos controlos agrícolas em favor dos controlos sobre os produtos importados”. O Primeiro-Ministro pode tomar estas medidas imediatamente e “ele mesmo”despeje “mostre seu desejo de manter a agricultura na França”garante o criador, que diz para si mesmo “duvidoso” quanto a outras respostas a esperar.

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A presidente do sindicato, Véronique Le Floc’h, também exigiu no domingo uma “ano em branco em termos de reembolsos de empréstimos ou pagamento de encargos sociais”ao microfone da Europa 1.

A Confédération paysanne, por sua vez, mostra a mesma cautela que os outros sindicatos, mas por razões diferentes: opõe-se aos modelos propostos pelos textos legais pendentes. Entre suas prioridades estão preços remuneradores e apoio na transição agroecológica. Ela também pedirá maior ajuda aos agricultores afectados em Mayotte, onde a organização tem a sua única câmara de agricultura.

Sobre este assunto, “sobre as eleições profissionais agrícolas, reiteraremos, porque ainda é possível, o quão essencial e urgente é mudar o método de votação” rumo a mais proporcionalismo, acrescenta o seu porta-voz, Laurence Marandola.

O atual sistema de votação favorece os primeiros a chegar, com a lista no topo já obtendo metade das cadeiras nas Câmaras. Até à data, a aliança entre o JA e o sindicato histórico FNSEA detém 97 quartos dos 101, mas no terreno, a dupla viu a sua hegemonia ser desafiada, em particular pelo CR, desde o movimento de raiva agrícola no Inverno passado. Segunda-feira à noite, estes quatro sindicatos vão reunir-se para um debate televisivo no Canal Parlamentar, uma novidade, segundo eles.

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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