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Funcionárias de posto de identificação na OCA de Cruzeiro do Sul denunciam coordenador por assédio sexual e moral
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3 anos atrásem
Funcionárias terceirizadas do posto de identificação de Cruzeiro do Sul, que funciona na OCA da cidade do interior do Acre, denunciam o coordenador Jonas Oliveira de Souza, que é policial civil, de assédio sexual e moral.
O coordenador nega as acusações e diz que não passam de “armação política” contra ele. “Não teve nada disso, foi uma armação. Tenho sofrido, eu perdi a guarda da minha filha por conta dessa armação.”
O g1 conversou com uma das vítimas, que preferiu não ter o nome revelado. Segundo ela, o caso já foi levado ao conhecimento da Polícia Civil e Corregedoria da polícia no ano passado e que, inclusive, existe uma sindicância em tramitação que apura as denúncias de, pelo menos, cinco funcionárias.
Por conta da apuração na Corregedoria, a servidora conta que Souza chegou a ser lotado em outro local. No entanto, mesmo sem a conclusão da sindicância, em setembro deste ano, o novo diretor-geral da Polícia Civil nomeou ele novamente na mesma função, de coordenador no Departamento de Polícia Técnico-Científica no Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, posto de identificação civil e criminal.
A vítima relata medo de continuar trabalhando com ele após as denúncias. O caso também foi levado ao Ministério Público e tramita na 3ª Promotoria Criminal de Cruzeiro do Sul. Segundo a promotora de Justiça Juliana Hoff, foi determinada a instauração de notícia de fato para apurar a denúncia, pois é desprovida de qualquer elemento de prova, havendo apenas o nome do policial civil, sem haver menção, sequer, ao nome das vítimas. Assim, será oficiada à Polícia Civil para obter informações.
A vítima afirma ainda que está sendo acompanhada por psicólogo por conta da situação.
“Ele dizia ‘você não sabe fazer nada direito’, gritava com a gente e dava em cima de todo mundo. Quando a nova diretora entrou, todo mundo conversou com ela e ela tirou ele. Todas as meninas foram depor contra ele. Ele saiu e a gente pensava que ele não ia voltar, mas voltou a ser o coordenador do instituto aqui de Cruzeiro do Sul. Eu estou com medo de trabalhar com esse homem. Estou desesperada”, disse a funcionária.
O que diz a Polícia Civil
O delegado-geral da Polícia Civil, Henrique Maciel confirmou que a sindicância ainda está em andamento na Corregedoria e que após o policial ser nomeado como coordenador novamente não recebeu nenhuma nova denúncia contra ele.
O delegado afirmou ainda que Jonas não tem mais contato com as atendentes e que não trabalha na OCA e sim em um prédio da Polícia Civil, no Centro de Cruzeiro do Sul. Segundo ele, um supervisor direto que fica na OCA e que tem contato com as funcionárias e com o coordenador.
“Teve uma situação antes mesmo de eu chegar aqui que ele realmente chegou a ser afastado da supervisão da OCA em Cruzeiro do Sul, em razão dessas denúncias. Como o Instituto de Identificação precisa de um servidor de carreira, ele foi nomeado. Existe um coordenador na OCA de Cruzeiro do Sul, que é até terceirizado, e ele é quem trata diretamente com Jonas. Fisicamente, ele fica em uma casa totalmente afastada da OCA. Ele não tem nenhum contato com elas e pelo que eu sei, não recebi nenhuma notícia depois que coloquei ele nesse setor”, disse Henrique.
O delegado afirmou ainda que também não recebeu nada do Ministério Público após ter nomeado o policial como coordenador. “Não há nenhum impeditivo, nada na nossa gestão [que impeça qualquer denúncia]. Elas [funcionárias] têm o telefone aqui da direção geral, nós estivemos lá em Cruzeiro do Sul recentemente e não recebi nenhuma informação sobre isso. Elas podem nos informar, ligar, ou formalizar qualquer situação, não vamos admitir nada disso.”
‘Armação política’
O coordenador Jonas disse que a pessoa que ficou em seu lugar após ele ser tirado da coordenação no ano passado, chegou a ficar “do lado” dele ao saber das denúncias. Mas, teria recebido vantagens e acabou se voltando contra ele também.
“A pessoa que ficou no meu lugar de forma indevida, no início dessa armação, queria até bater em um das pessoas que foi mentir e eu não deixei. Depois, ela foi mudando, eu soube que ela teve vantagens para se comportar dessa forma. Aqui é um setor civil e criminal, então o certo é ter um policial civil aqui, e ela como terceirizada nem poderia assumir o setor. Quem estava por trás [da armação] foi conversando com ela e aos poucos ela foi mudando”, disse o coordenador.
Ele afirmou ainda que após denúncias, em 2020, foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). “Já foi até extinto, porque não viram nada de fundamento naquelas denúncias. Não teve audiência não tem nada. É tanto que tem pessoas revoltadas até hoje que foram colocadas lá para serem ouvidas e não sabiam de nada. É uma situação triste.”
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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