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Fundador norte-americano de rede neonazista condenado a dois anos de prisão | Extrema direita (EUA)
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2 anos atrásem
Ali Winston
O fundador de uma rede neonazi que proliferou rapidamente em todo o mundo nos últimos anos foi condenado num tribunal federal dos EUA a dois anos de pena de prisão e dois anos de liberdade supervisionada, uma saga legal de sete anos isso confundiu os observadores da extrema direita.
Robert Rundo, o fundador de 34 anos do movimento neonazista Rede “Clube Ativo”se declarou culpado em setembro de conspiração para provocar tumultos em uma série de comícios políticos na Califórnia em 2017.
Na época dos comícios, Rundo era o líder do Levante-se acima do movimento (RAM), uma gangue neonazista que inculcou nos membros a ideologia fascista e treinou esportes de combate com o propósito de atacar adversários políticos.
A sentença refletiu um acordo alcançado entre promotores federais e defensores públicos de Rundo para resolver o caso sem julgamento. Josephine L Staton, juíza do tribunal distrital dos EUA, teve em conta os 725 dias cumulativos que Rundo serviu em vários estágios sob custódia de autoridades americanas, salvadorenhas, sérvias e romenas.
Como parte da sua libertação, Rundo será impedido de se associar a outros membros da RAM e de ser submetido a uma monitorização eletrónica extensiva por agentes de liberdade condicional dos seus dispositivos eletrónicos e atividades na Internet, incluindo todas as comunicações e contas na nuvem.
Ministério Público Federal indiciou Rundo em 2018 sobre acusações anti-motim decorrentes de lutas com protestos antifascistas e de esquerda em Huntington Beach, San Bernardino e Berkeley. Um juiz do tribunal distrital dos EUA, Cormac Carney, jogou fora essas acusaçõesargumentando que a lei anti-motim era inconstitucional. Um nono painel de circuito invertido A decisão de Carney em 2021, e Rundo foi extraditado da Roménia em 2023 para ser julgado. No início deste ano, porém, Carney novamente rejeitou as acusaçõesdesta vez argumentando que os promotores tinham como alvo seletivo Rundo. O tribunal de apelações do nono circuito derrubado essa decisão também. Rundo foi preso novamente e se declarou culpado em setembro.
Em seu memorando de sentença, os promotores disse que, nos últimos anos, enquanto esteve no estrangeiro, Rundo tentou escapar à captura vivendo sob uma identidade falsa e viajou extensivamente pela Europa de Leste promovendo o “extremismo militante”.
Desde que foi acusado em 2018, Rundo montou uma rede internacional de clones de RAM que proliferaram na América do Norte, na Europa, na Austrália e até se espalharam pela América do Sul, segundo seus próprios canais de mídia socialpesquisadores do extremismo e reportagens da mídia. Conhecidos como “Clubes Ativos”, os grupos normalmente incluem de um punhado a uma dúzia de jovens que fazem caminhadas, treinam esportes de combate, levantam peso e criam camaradagem.
Os grupos estiveram envolvidos em intimidação política e violênciatanto nos Estados Unidos como no estrangeiro – mais notavelmente, participaram num ataque em 2023 a um centro de recepção para requerentes de asilo numa aldeia perto da cidade de Nantes, no oeste da França, de acordo com investigadores e repórteres franceses.
Ao longo dos anos, ele também construiu laços fortes com militantes neonazistas estrangeiros, que serviram como alicerces sobre os quais ele construiu a rede ativa de clubes. Quando Rundo fugiu dos EUA em 2018, depois que o FBI invadiu sua casa, Denis Kapustin, cidadão russo-alemão, ex-hooligan do futebol e conhecido neonazista, aconselhou-o em tempo real sobre como fugir da aplicação da lei, de acordo com conversas de texto enviadas em provas pelo Ministério Público Federal.
“O pessoal da Azov está disposto a ajudar e, se precisar, levantaremos todo esse assunto na internet”, disse Kapustin, referindo-se a um notório grupo paramilitar ucraniano de extrema direita. “Se houver algum problema no aeroporto aqui nós cuidaremos disso. Mas é muito improvável… de qualquer forma, temos o nosso pessoal no controlo da fronteira.”
Rundo também manteve laços ativos com clubes nos Estados Unidos. A cena extremista de direita do sul da Califórnia mostrou apoio total a Rundo: os clubes ativos locais, incluindo os veteranos e agora extintos Tripulação Mecânicapublicam grafites há anos em apoio ao seu camarada. Gray Mayfield e Robert Wheldon, dois membros importantes do Southern California Active Club, estavam com Rundo quando ele foi preso pela última vez nesta primavera pelo FBI, e ambos testemunharam em uma audiência de fiança em abril.
Pilha máxima perguntado o juiz a ser condenado a pena de prisão, argumentando que os dois anos cumulativos que já passou em prisões dos EUA e do estrangeiro eram punição suficiente. Os seus advogados também citaram as duras condições carcerárias durante as suas detenções na Sérvia e na Roménia, bem como a colaboração do governo com autoridades estrangeiras para o vigiar durante os seus anos de fuga, como prova de que “o Sr. Rundo já foi punido de formas únicas que se estendem muito além seu tempo real passado sob custódia federal”.
O governo pediu ao juiz que aplicasse uma pena de prisão de dois anos.
Vestido com um macacão branco, algemas nos tornozelos e uma camiseta cinza cobrindo uma Sol Negro Tatuagem no cotovelo direito, Rundo disse ao juiz na sexta-feira que estava arrependido por suas ações há quase uma década. “Encontrei uma comunidade na cena da direita alternativa e, tolamente, pensei que poderia bancar o vigilante”, disse Rundo sobre sua decisão de fundar a RAM e treinar para confrontos violentos com antifascistas. “As opiniões que eu tinha aos 26 anos mudaram. Tenho 34 anos agora e vou manter o rumo da não-violência.” Rundo disse que planeja se mudar para a Flórida e cuidar de sua mãe.
“Esse processo tirou quase uma década da minha vida”, disse Rundo. “É um forte lembrete para pensar antes de falar e pensar antes de agir.”
Os representantes de Rundo não responderam às perguntas.
O juiz Staton pareceu aceitar a declaração de Rundo ao tribunal de que já não se enquadrava na ideologia da extrema-direita e que seguiria um caminho de não-violência no futuro. “Ele deveria receber o benefício da dúvida”, disse ela.
“Boa sorte para você, Sr. Rundo”, disse ela ao réu. “Espero não vê-lo novamente durante os dois anos de liberdade supervisionada.
Rundo será libertado da custódia ainda hoje.
Antes do veredicto, Hannah Gais, analista de investigação sénior do Southern Poverty Law Center, disse acreditar que a insistência do governo numa pena de prisão para Rundo mostra não só a gravidade do seu caso, mas a necessidade de um efeito dissuasor.
“Prender Rundo em vez de dar-lhe pena de prisão é a maneira das autoridades sinalizarem que estão levando este caso específico muito a sério – não estamos falando de um supremacista branco que estava cooperando com uma investigação sobre suas atividades criminosas, mas de alguém que fez um ponto para fugir das autoridades a todo custo. A frase reflete isso claramente”, disse Gais.
Gais estava cético em relação aos argumentos de reforma de Rundo. “Já vimos repetidas vezes que esses caras simplesmente voltam ao movimento depois de saírem. É difícil para mim ver um futuro onde Rundo não faça exatamente isso.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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