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Escritório de direitos humanos da ONU retoma atividades na Venezuela apesar do confronto com Maduro | Notícias de Nicolás Maduro

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos anunciou que o seu gabinete está a começar a retomar as suas atividades na Venezuela, apesar dos confrontos anteriores com o governo do presidente Nicolás Maduro.

O Alto Comissário Volker Turk fez o anúncio na sexta-feira numa reunião com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde reiterou as suas preocupações sobre as condições na Venezuela, especialmente depois da sua mais recente corrida presidencial.

“Meu escritório começou a retomar suas operações no país nas últimas semanas. A minha esperança é que seremos capazes de restaurar a nossa presença plena”, disse Turk nos seus comentários iniciais, apresentando a sua organização como um “construtor de pontes”.

O escritório de direitos humanos da ONU já havia estabelecido presença no país em 2019.

Mas isso mudado em Fevereiro, quando a administração de Maduro acusou o gabinete de conspirar com membros da oposição para minar o governo — uma alegação feita sem provas.

Seu escritório local era mandou fechar imediatamente, e os seus membros foram instruídos a deixar o país dentro de 72 horas.

O presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores acenam para apoiadores durante um evento em Caracas, Venezuela, em 10 de dezembro (Ariana Cubillos/AP Photo)

Numa declaração na altura, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yvan Gil Pinto, acusou o gabinete dos direitos humanos da ONU de se tornar uma presença “colonialista” e “indevida” no país, provocando agitação.

“Longe de o mostrar como uma entidade imparcial”, Gil Pinto disse que a actuação do escritório “levou-o a tornar-se o escritório de advogados privado de golpistas e grupos terroristas que conspiram permanentemente contra o país”.

O governo Maduro, no entanto, há muito que enfrenta condenação pela sua histórico de direitos humanosque inclui alegações de prisões arbitráriastortura e execuções extrajudiciais.

Pouco antes de o escritório de direitos humanos na Venezuela ter sido ordenado a encerrar, funcionários da ONU manifestaram preocupação com a súbita detenção da advogada de direitos humanos Rocio San Miguel.

Em uma mídia social publicar sobre a sua detenção, o gabinete dos direitos humanos escreveu que “as garantias do devido processo, incluindo o direito à defesa, devem ser respeitadas”.

O encerramento do escritório local também coincidiu com a intensificação do escrutínio sobre a justiça das últimas eleições presidenciais na Venezuela. Maduro, na altura, procurava um terceiro mandato, mas as sondagens de opinião pública nos meses que antecederam a corrida favoreceram fortemente a oposição.

O governo desqualificou vários candidatos populares da oposição, incluindo o líder da oposição Maria Corina Machado e seu substituto subsequente, Professor Corina Yoris. Em última análise, Edmundo Gonzálezum ex-diplomata, foi escolhido para liderar a chapa da oposição.

A eleição foi realizada em 28 de julho. Mas na madrugada de 29 de julho, logo após o fechamento dos locais de votação, a autoridade eleitoral da Venezuela anunciou que Maduro havia vencido – embora não tenha divulgado a contagem da votação impressa que tradicionalmente acompanha os resultados.

Os críticos imediatamente consideraram o anúncio fraudulento e pediram transparência nos resultados da votação.

A eleição contestada gerou protestos nas ruas da capital Caracas e de outras cidades, enquanto a oposição publicava online documentos de votação que, segundo ela, provavam a derrota de Maduro.

Estima-se que 2.000 pessoas foram presas na repressão governamental que se seguiu, com dezenas de mortos e centenas de feridos. Na sua declaração no Conselho da ONU na sexta-feira, Turk sublinhou o custo humano da violência.

“Olhando para os últimos meses, continuo profundamente preocupado com o uso desproporcional da força e da violência durante os protestos pós-eleitorais em julho e agosto, inclusive por indivíduos armados que apoiam o governo”, disse Turk.

“Exorto uma investigação rápida e eficaz sobre pelo menos 28 assassinatos que supostamente incluíram manifestantes, transeuntes e membros das forças armadas.”

Ainda assim, num gesto dirigido às autoridades do país, Turk aplaudiu as recentes ondas de libertações de prisioneiros que libertaram manifestantes e membros da oposição detidos durante os protestos pós-eleitorais.

Estima-se que 225 presos políticos foram libertados sob “medidas de precaução” – incluindo comparências obrigatórias em tribunal – em 26 de Novembro, e outros 103 foram libertados na quinta-feira.

“Este é um passo importante”, disse Turk. Mesmo assim, ele instou as autoridades venezuelanas a analisarem todos os casos dos que ainda estão detidos.

Detidos em macacões azuis deixam uma prisão na Venezuela
Pessoas detidas durante uma repressão governamental aos protestos pós-eleitorais saem da prisão Yare 3 em San Francisco de Yare, Venezuela, em 16 de novembro (Arquivo: Cristian Hernandez/AP Photo)

“Exorto a libertação de todos os detidos arbitrariamente, tanto antes como depois das eleições presidenciais. Isto inclui defensores dos direitos humanos como Rocio San Miguel e Javier Tarazona, bem como trabalhadores humanitários”, disse ele.

“O uso contínuo de legislação antiterrorista contra os manifestantes, incluindo adolescentes, e os relatos de desaparecimentos forçados e maus-tratos são profundamente preocupantes.”

Como parte desses alegados maus-tratos, Turk indicou que os detidos lutam com “celas sobrelotadas” e fornecimentos inadequados de alimentos, água e cuidados de saúde.

Ele também apelou ao governo venezuelano para que permita a cada um dos prisioneiros um julgamento justo, incluindo acesso a um advogado e tradutores, se necessário, especialmente para os detidos indígenas.

Antecipando a posse de Maduro em janeiro e as eleições para a Assembleia Nacional no final de 2025, Turk refletiu sobre suas visitas anteriores à Venezuela. Ele classificou o papel de seu gabinete no país como um papel de cooperação.

“Ficou claro para mim na altura, tal como agora, que a sociedade precisa de sarar; superar divisões e polarizações; e envolver-se num diálogo inclusivo como uma prioridade absoluta”, disse Turk.

“Estamos prontos para apoiar o povo da República Bolivariana da Venezuela durante estes tempos difíceis, num espírito de envolvimento construtivo.”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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