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Fundhacre ativa Oficina Ortopédica Itinerante com atendimentos no Alto Acre
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2 anos atrásem
Agnes Cavalcante
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realizou, de quinta-feira, 5, a sábado, 7, a última edição de 2024 do programa Saúde Itinerante Multidisciplinar especializado em Neuropediatria, na regional do Alto Acre. Desta vez, a ação contou com um novo reforço: a ativação da Oficina Ortopédica Itinerante, que ofereceu atendimento especializado em ortopedia, incluindo a prescrição para confecção de próteses, órteses e palmilhas adaptadas.

A ação ocorreu no Hospital Regional do Alto Acre, em Brasileia. Somente a Oficina Ortopédica da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) realizou 60 atendimentos variados, proporcionando um acompanhamento mais próximo aos pacientes da região e evitando que precisassem se deslocar até a capital em busca de atendimento.

Crianças com transtornos do espectro autista (TEA), dislexia, TDAH, entre outras condições neurodivergentes, frequentemente enfrentam desafios que vão além das questões cognitivas ou comportamentais. As necessidades físicas e ortopédicas dessas crianças exigem um olhar atento, tanto por parte das famílias quanto dos profissionais de saúde. Esse é o ponto destacado pela presidente da Fundhacre, Soron Steiner, uma das impulsionadoras da Oficina Ortopédica Itinerante.
“Nós vemos de forma muito positiva esse atendimento integrado aqui na Regional do Alto Acre, principalmente pela relação entre o atendimento especializado em Neuropediatria com equipe multidisciplinar e o atendimento realizado pela nossa oficina ortopédica itinerante. Vivenciamos, durante esses dias, alguns casos de pacientes com demandas ortopédicas que conseguiram ser sanadas nesta oportunidade. Sabemos que nossas crianças com suspeita ou já diagnosticadas com transtorno do espectro autista possuem algumas questões motoras relacionadas ao pé plano e marcha equina, o que gera uma demanda para a oficina ortopédica fixa, localizada em Rio Branco. Esse atendimento conjunto proporcionou um atendimento integral e holístico para os pacientes, permitindo que saíssem já com as medidas aferidas para a confecção de órteses e calçados ortopédicos”, afirmou Steiner.

Lucilene de Castro, mãe de Milena Vitória, de 10 anos, comentou sobre a praticidade do atendimento mais próximo de sua casa. “Viemos aqui para o atendimento da Oficina Ortopédica tirar as medidas dela, por orientação de uma colega que nos avisou sobre o mutirão. Estamos muito satisfeitas, tiraram todas as medidas, fizeram as órteses. Está tudo ótimo”, destacou.
Outra mãe satisfeita com o atendimento foi Edsvânia Souza, mãe de Ísis, de quatro anos. Ela levou a filha à ação em busca de diversos atendimentos médicos e, com a prescrição do uso de palmilha, conseguiu dar os devidos encaminhamentos no mesmo local. “É a primeira palmilha que ela vai usar. Foi muito bom [o atendimento mais perto de casa], porque eu não tenho condições de levá-la para a capital. Então, agradeço a Deus e a vocês por estarem oferecendo essa oportunidade”, relatou Edsvânia.

Diante dos depoimentos de Lucilene e Edsvânia, a fisioterapeuta Thais Gregolis ressaltou a importância da retomada do atendimento itinerante. “É uma alegria, porque vemos a necessidade de os pacientes se deslocarem até Rio Branco e confirmamos, nesses momentos, como é importante levar essa assistência diferenciada para o interior. Trouxemos técnicos e fisioterapeutas, com material específico para fazer os moldes, e médicos atendendo. É um diferencial incrível, porque muitos pacientes estavam aguardando por não ter condições de ir até a capital. É uma alegria, é um sonho realizado ver o caminhão rodando e, realmente, levando isso para os pacientes, que estão extremamente gratos”, ressaltou Gregolis.

José Ruberney Nascimento, técnico em órteses e próteses que integrou a ação, falou sobre a importância desses atendimentos, que não só promovem o bem-estar dos pacientes, mas também sua inclusão social. “Esse atendimento vai beneficiar as pessoas que necessitam desse serviço, tanto na parte de reabilitação quanto na inclusão social, como, por exemplo, aqueles que precisam de uma órtese para andar ou de uma criança que tem alguma deformidade nos membros e está em processo de reabilitação para correção. É muito gratificante participar desse projeto, dada sua importância para a sociedade”, destacou Nascimento.
A partir das medidas aferidas durante os três dias de atendimento, a equipe da Oficina Ortopédica de Rio Branco irá produzir as órteses, próteses e palmilhas, que serão entregues em breve em uma nova ação em Brasileia. A proposta é não apenas oferecer o atendimento próximo à população, mas também evitar deslocamentos desnecessários, entregando os equipamentos diretamente na regional.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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7 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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