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Futebol invade disputa PT x PL no 2º turno em Fortaleza – 18/10/2024 – Poder

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Fabio Victor

“Nós não estamos numa disputa de futebol. Isso aqui não quer dizer disputa entre Fortaleza e Ceará. Isso é cortina de fumaça para tirar o foco do que estamos discutindo, que são os próximos quatro anos da nossa cidade”, discursou a vice-governadora do Ceará, Jade Romero (MDB), num comício recente de Evandro Leitão (PT), candidato a prefeito de Fortaleza que disputa o segundo turno contra André Fernandes (PL).

Além de vice-governadora, Jade é casada com Marcelo Paz, CEO do Fortaleza e um dos principais responsáveis pela ótima fase que o time vive nos últimos anos –é terceiro colocado no Campeonato Brasileiro e foi finalista da Copa Sul-Americana em 2023.

“E todo mundo que torce Fortaleza ama alguém que torce Ceará. Todo mundo que torce Ceará ama alguém que torce Fortaleza. Em comum, nós temos o amor pela nossa cidade”, prosseguiu Jade Romero no comício. A fala dela foi uma reação às investidas da campanha de André para depreciar o passado de cartola de seu adversário.

Evandro foi presidente do Ceará, o “Vozão”, de 2008 a 2015. No período, o clube alcançou alguns feitos em campo, como a volta à Série A do Brasileiro (em 2009, para a edição de 2010), a disputa da semifinal da Copa do Brasil e a classificação à Copa Sul-Americana.

O candidato do PT afirma que saneou as finanças do Ceará e passou a exaltar feitos de sua administração no clube em sua propaganda eleitoral.

Já seu adversário no segundo turno tem propagandeado que a gestão não foi boa. Num jingle, André canta: “Leitão está pensando que o cidadão esquece tudo de ruim que ele fez no Ceará, (…) ele já provou que é incapaz de conduzir, imagina o que vai fazer em Fortal; (…) se a torcida do time não gosta dele, então é um sinal”.

O refrão de outro jingle diz: “Quem é Vozão não vota Leitão; quem é Leão [Fortaleza] não vota Leitão”. A campanha de Evandro criou uma música que diz exatamente o inverso: “Quem é Vozão e Leão, vota no Leitão”.

Durante a campanha, André e o candidato Eduardo Girão (Novo) —que já foi presidente do Fortaleza e terminou em quinto lugar no primeiro turno, com 1%— resgataram momentos menos gloriosos do Evandro cartola, como quando ele tirou licença logo após o Ceará ser rebaixado no Brasileiro de 2011 ou quando foi acusado pelo árbitro de um clássico contra o Fortaleza de ter lhe dado um soco nas costas —ele nega.

Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta (17), André e Evandro estão empatados tecnicamente, com 45% das intenções de voto para o candidato do PL e 43% para o petista —o levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos

Já em pesquisa Datafolha realizada dias 8 e 9 de outubro, houve um cruzamento entre intenção de voto e clube de preferência. Entre torcedores do Ceará, outro empate técnico, com Evandro numericamente à frente (48%, contra 46% de André). Mas o petista é superado pelo adversário do PL entre os que dizem torcer para o Fortaleza (51% para André, contra 43% para Evandro).

Indagado sobre a influência do futebol na eleição, Evandro afirmou que sua identificação com o Ceará não deverá influir no voto dos eleitores. “O meu irmão é torcedor do Fortaleza. Eu tenho o maior respeito pela torcida do Fortaleza, tenho o maior respeito por todas as torcidas”, disse à Folha.

“Peguei um clube sucateado, que não tinha credibilidade no universo do futebol, e deixei o Ceará, quando saí, ao final de 2015, num outro patamar. Inclusive sendo referência nacional em responsabilidade fiscal, em resgate da autoestima do torcedor”, acrescentou o candidato do PT.

Enquanto o Fortaleza está no topo da primeira divisão do Brasileiro, o Ceará disputa a Série B, segunda divisão do campeonato. E se o Fortaleza tiver chance na reta final de ser campeão brasileiro, poderá contar com a torcida de Evandro? O candidato driblou a sinuca de bico: “Eu não vou ser torcedor nem presidente do Ceará, eu vou ser prefeito da quarta maior capital do país. Serei prefeito da Fortaleza de todos, inclusive de todos os desportistas”.



Leia Mais: Folha

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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