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Futuro prefeito de SP terá recorde de caixa em 2025 – 12/10/2024 – Poder

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Fernanda Brigatti

O município de São Paulo saiu de um quadro de tensão financeira para saldo em caixa em cerca de dez anos. No período, o Orçamento teve alta real, já considerada a inflação, de 50%, o dinheiro em caixa subiu 200% e a parcela para investimentos dobrou.

O prefeito que assume a gestão em 1º de janeiro de 2025 receberá a cidade com novo recorde de Orçamento, estimado em R$ 122,7 bilhões, dinheiro em caixa e ao menos R$ 13 bilhões para investimentos, segundo previsão do PLOA (Projeto de Lei de Orçamentária Anual) 2025 enviado à Câmara dos Vereadores.

Ricardo Nunes (MDB) busca a reeleição e disputa sua manutenção no cargo com Guilherme Boulos (PSOL). O segundo turno das eleições municipais será em 27 de outubro.

O quadro destoa do primeiro ano da gestão anterior. Bruno Covas (PSDB) assumiu seu segundo mandato com uma estimativa de Orçamento de R$ 85 bilhões (atualizados pelo IPCA). Ao fim de 2021, com o paço municipal já ocupado por Ricardo Nunes (MDB) –Covas morreu em maio daquele ano–, a capital paulista teve R$ 87 bilhões em receitas.

A bonança, porém, tende a dar sinais de enfraquecimento nos próximos anos, quando o volume de recursos livres, ou seja, o que não está carimbado com custeio da máquina e obrigações constitucionais, sobe menos e até cai.

O ritmo de crescimento do Orçamento total representado pelo somatório de receita fica menor. Segundo o PLOA para o próximo ano, depois do novo recorde em 2025, o aumento em 2026 será de 1,36%, na comparação com o ano anterior, e de 7% em 2027, na mesma base.

Esses números ainda podem mudar e o nível de atividade da economia na capital paulista vem seguidamente gerando correções para cima na arrecadação. Há alguns meses, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) previa um Orçamento de R$ 119 bilhões, e vereadores apostavam que chegaria a R$ 120 bilhões na proposta orçamentária.

No primeiro ano de novo governo municipal, a fatia dos investimentos ainda será alta, mas deverá ser 16% menor do que o volume de dinheiro previsto para este ano, quando mais de R$ 15 bilhões foram separados no Orçamento. Desse total, R$ 6,8 bilhões haviam sido liquidados até a última segunda-feira (7).

O projeto do Orçamento não detalha a previsão de investimentos para os próximos anos. Na LDO, a fatia à disposição do prefeito está prevista em R$ 7,9 bilhões e 2026 e de R$ 9 bilhões em 2027, valores ainda altos, mas já inferiores ao patamar recente.

Para a oposição a Nunes, é necessário distribuir melhor os valores disponíveis para investimentos. Faltariam ainda bons projetos para usar o dinheiro, que acabaria destinado a contratos emergenciais. O modelo disparou na gestão dele, que no início deste ano suspendeu novos contratos sem licitação, como mostrou a Folha.

Luis Felipe Vidal Arellano, secretário municipal de Fazenda de São Paulo, diz que a cidade registra desde 2020 um incremento de investimentos.

A melhoria na situação financeira da Prefeitura de São Paulo veio de uma série de fatores, sendo os dois principais a renegociação da dívida com a União e a negociação do Campo de Marte. A reforma da Previdência municipal, os repasses federais na pandemia e até o auxílio emergencial tiveram peso na inversão de sinal.

E se o tempo de austeridade ficou nas planilhas de Orçamento do passado, ele ainda não deixou o campo da elaboração de políticas, avalia a pesquisadora Ursula Dias Peres, do Centro de Estudos da Metrópole. No artigo “Governança do orçamento de São Paulo revisitada pós 2014. Da escassez à sobra de recursos”, ela aponta que a “efetiva utilização desse aumento de orçamento discricionário não é automática”.

O vereador Adriano Santos (PT), da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, diz que o dinheiro em caixa resulta da combinação de forte arrecadação com baixa capacidade de gestão e dificuldade de realizar licitações e contratações.

“Essa situação econômica foi conquistada pelo esforço doloroso da população paulistana”, afirma. “Estamos em um momento espetacular e, por isso, precisamos definir nossas prioridades por meio do debate público. Não dá para usarmos R$ 4 bilhões em um ano para asfalto.”

Reportagem da Folha mostrou que gastos com asfaltamento ganharam relevância nos Orçamentos nos anos eleitorais ao menos desde 2016.

Arellano contesta a conclusão de que os investimentos crescem pouco. Na comparação anual, esses valores avançaram percentualmente mais do que as receitas. “A proporção do Orçamento destinada para investimento cresceu.”

O fluxo de caixa, diz o secretário, foi gerado por “questão excepcional” e deu tração aos investimentos, mas a partir de agora a tendência é de desaceleração. Ainda alta, mas com uma folga menor.

“A gente sempre disse que esse caixa está aumentando por uma questão excepcional. Assim que os investimentos que estamos licitando e os projetos começarem a ganhar velocidade, veremos esse caixa ser consumido e voltar a uma normalidade. Efetivamente isso já aconteceu.”

A redução para os próximos anos está ligada essa normalidade descrita por Arellano. Isso porque apesar do aumento do dinheiro em caixa e para investimento, esses recursos não são receitas correntes, ou seja, esses bilhões não chegarão ao município mensalmente. Se for convertido em despesa corrente, pode virar um problema contábil.

“Temos, claro, uma expectativa de poder continuar tendo investimento. Se não for com recursos próprios, com operações de crédito”, afirma.

Para 2025, a proposta de Orçamento da gestão Nunes prevê R$ 6,1 bilhões em operações de crédito.

“O prefeito tem que trabalhar com o que tem. Se arrecadar mais, reequilibra. Se não, o que fica para trás são os investimentos”, diz o vereador Marlon Luz (MDB), que foi relator da LDO na Câmara, para quem o Orçamento da prefeitura cresceu muito e em pouco tempo. “É um dinheiro que [o prefeito] tem que gastar.”

Na avaliação do vereador, a tendência dos últimos anos é de alta nas receitas e isso, para ele, se repetirá em 2025. “Em 2023, [o realizado] superou a previsão e em 2024 também deverá superar.”



Leia Mais: Folha

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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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